terça-feira, 29 de agosto de 2017

Re-re-retornado...

Recomeçando com o Mestre Enoc Ferreira.


Eu e o poeta Enoc Ferreira.


A cancela se desgasta
Arreia a parte da frente
Abrindo diariamente
Toda cancela se gasta 
Devido a terra que arrasta
Não encosta no mourão
Se não botarem um cambão
Termina o gado saindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão

Cancela é só uma grade
Na posição vertical
Gira na horizontal
De um círculo faz a metade
E a força da gravidade
Não diminui a pressão
Até que as cunhas da mão
Vão afrouxando e caindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão

Fica ruim de abrir
Muito pior de fechar
Que é preciso levantar
Vendo a hora ela cair
Uma trave escapulir
Arriscado um machucão
Somente por precisão
Ela ainda está servindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão

Pra quem precisa passar
Pra entrar ou pra sair
Tem que puxar para abrir
Tem que empurrar pra fechar
Cada volta que ela dá
Vai de terra uma porção
Uns lhe fecham e outros não
Ainda o dono pedindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão

Quando começa a afrouxar
Cada trave em cada mecha
Se fecha, fica uma brecha
Que dá pra o bicho passar
Para abrir é devagar
Diminui a rotação
Só fecha no empurrão
Pesada mole e rangindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão.

Glosas: Enoc Ferreira
Mote: Raymundo Asfora


O tema aqui é o verso
A estrofe, a poesia
O repente bem rimado
Numa boa cantoria
É o poema que brota
Que da mente não esgota
Só aumenta todo dia,

JFiló.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Livros 7...


Nosso próximo Relançamentos Livros 7 está montado.

Nesta edição, teremos o relançamento do livro do poeta/professor, meu grande amigo, José Rabelo de Vasconcelos, em uma homenagem póstuma a este bravo cidadão. Sua esposa e filhos estarão presentes para os autógrafos.

No mais, e bota mais nisso, um sexteto mais que arretado de escritores da nossa terrinha, tão rica em talentos, os mais diversos no campo das artes. Além, é claro, da gentileza no atendimento das meninas, Nelcita e Neurídes Ferraz.

Todos e todas intimados!


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Novo CD de Anchieta Dali...

Em seu 8º (oitavo) disco, intitulado Segundos e Eras, Anchieta Dali mantém sua linha poética suave e afiada. Das quatorze faixas do CD, 05 delas são em parceria com o baiano Carlos Villela.Algumas com Xico Bizerra, Paulinho Leite, Miguel Marcondes e Luis Homero incluindo-se ainda músicas de outros autores.
 O CD tem participações especiais de: Alcymar Monteiro; Josildo Sá; Maciel Melo; Paulinho Leite; Santanna – O Cantador e Vanutti Macêdo.
Num formato simples com ar de calmaria, Segundos e Eras vem com muito Xote e Baião adentrando-se até o Arrasta Pé na música: Chê Guevara nas Terras dos Sertões (Anchieta), essa de cunho social arrojado.
Gravado em Recife, com os músicos:  Luizinho (sanfona) – Luciano Magno (guitarra) – Vanutti Macêdo (violão e guitarra) – Hito e Oião (Bateria) – Toninho Tavares (contra baixo) – Quartinha (triângulo e zabumba) – Claudinha Beija e Vanutti (vocais).
Anchieta Dali temn mais de uma centena de músicas gravadas que passeiam pela voz de artistas como: Bia Marinho; Flávio José; Josildo Sá; Alcymar Monteiro; Maciel Melo; Santanna – O Cantador; Paulo Matricó; Carlos Villela; Amelinha; Elba Ramalho dentre outros.




Livros 7

Nossa 4ª edição esta chegando...


Blogando na Bienal...

Pra quem bloga sobre literatura... A Bienal do Livro - Pernambuco ta chegando e vai abrir espaço pra todos e todas...

Para se cadastrar clica aqui



quarta-feira, 22 de julho de 2015

Livros 7 (3)

Terceira edição dos relançamentos coletivos no Canto Sertanejo - Mercado da Madalena Box 15, com as ilustríssimas presenças desses maravilhosos escritores e seus poemas e contos e narrativas... Todo mundo convidado!


domingo, 21 de junho de 2015

85 anos...

Este ano, dia 13 de Outubro, nosso Mestre estaria completando 85 anos de idade. Em sua memória, pra gente guardar na nossa, vou postar algumas de suas pérolas.
A bênção Manoel Filó.


Prosseguindo...

Reativando, o que não estava desativado... Apenas passando por um breve momento de madorna. Dando um cochilo... Adotamos uma nova apresentação, onde o antigo No Pé da Parede, agora atende por Poeta Jorge Filó.

As postagens antigas estão todas ai, disponíveis ainda, e daremos continuidade com novas atualizações. Fico feliz, pois mesmo sem atualizações recentes, o blog sempre foi visitado. Espero que contribuindo favoravelmente com nossas raízes culturais.


Um abraço em todos que nos visitam e espalhem por ai!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Uma festa para João...

Repentista, só come quando canta
Quando não canta, fica sem salário
Por ser da arte, um bravo operário
Sem seu trabalho, a dor lhe suplanta.

Nosso amigo/irmão, o poeta repentista João Paraibano, precisa da nossa força. O poeta está internado no Recife, para tratamento de saúde, em virtude de acidente sofrido há quase um mês, em Afogados da Ingazeira, onde reside.

“O Herdeiro dos Astros”, como bem disse Ésio Rafael, em sua tese de mestrado, na qual João foi o tema, vive e sobrevive do seu trabalho, da sua arte, unicamente, e pra ter seu sustento, precisa cantar. Por tanto, nesse período em que se encontra internado, precisa da ajuda solidária dos inúmeros amigos e admiradores, para custear seu tratamento.

Para mostrar a força do poeta, de mobilizar as pessoas em prol da sua figura, a casa de forró Sala de Reboco, do cultivador das tradições culturais sertanejas, Rinaldo Ferraz, sede a casa para um encontro de amigos e admiradores, na qual a renda será revertida para o poeta. Participarão da noitada de forró os amigos de João;

Maciel Melo
Irah Caldeira
Cesar Amaral
Ed Carlos
Sevi Nascimento
Quinteto Sala de Reboco

Sabemos da disponibilidade e solidariedade de muitos outros grandes nomes da nossa música e, certamente, em outro momento, precisaremos dos amigos. É imperiosa a participação de todos, para que o evento solidário tenha êxito. Com a nossa força, o poeta em breve volta a cantar e encantar com seus irretocáveis improvisos.

Uma festa para João Paraibano
Onde? Sala de Reboco.
Quando? Quinta, dia 04.09.2014.
Que hora? 22h

Para os que não puderem comparecer e quiserem participar desta corrente, segue abaixo dados da conta do poeta. A família do poeta agradece.

Banco Caixa
Agência 1433
Conta 9845-0
Operação 013
João Pereira da Luz



quarta-feira, 7 de maio de 2014

Barbárie humana, que não é de agora...

Feira das cabeças.

De latas de querosene mãos negras de um soldado retiram cabeças humanas. O espetáculo é de arrepiar. Mas a multidão, inquieta, sôfrega, num delírio paredes-meias com a inconsciência, procura apenas alimento à curiosidade. O indivíduo se anula. Um desejo único, um único pensamento, impulsa o bando autômato. Não há lugar para a reflexão. Naquele meio deve de haver almas sensíveis, espíritos profundamente religiosos, que a ânsia de contemplar a cena macabra leva, entretanto, a esquecer que essas cabeças de gente repousam, deformadas e fétidas, nos degraus da calçada de uma igreja.

Cinco e meia da tarde. Baixa um crepúsculo temporão sobre Santana do Ipanema, e a lua crescente, acompanhada da primeira estrela, surge, como espectador das torrinhas, para testemunhar o episódio: a ruidosa agitação de massas que se comprimem, se espremem, quase se trituram, ofegando, suando, praguejando, para obter localidade cômica, próximo do palco.

Desenrola-se o drama. O trágico se confunde com o grotesco. Quase nos espanta que não haja palmas. Em todo caso, a satisfação da assistência traduz-se por alguns risos mal abafados e comentários algo picantes, em face do grotesco. O trágico, porém não arranca lágrimas. Os lenços são levados ao nariz: nenhum aos olhos. A multidão agita-se, freme, sofre, goza, delira. E as cabeças vão saindo, fétidas, deformadas, das latas de querosene - as urnas funerárias -, onde o álcool e o sal as conservam, e conservam mal. Saem suspensas pelos cabelos, que, de enormes, nem sempre permitem, ao primeiro relance, distinguir bem os sexos. Lampião, Maria Bonita, Enedina, Luiz Pedro, Quinta-Feira, Cajarana, Diferente, Caixa-de-Fósforo, Elétrico, Mergulhão...




- As cabeças!

- Quero ver as cabeças!


Há uma desnorteante espontaneidade nessas manifestações.



- As cabeças. Não falam de outra coisa. Nada mais interessa. As cabeças.

- Quem é Lampião?


Virgulino ocupa um degrau, ao lado de Maria Bonita. Sempre juntos, os dois.



- Aquela é que é Maria Bonita? Não vejo beleza...

O soldado exibe as cabeças, todas, apresenta-as ao público insaciável, por vezes uma em cada mão. Incrível expressão de indiferença nessa fisionomia parada. Os heróis de tantas sinistras façanhas agora desempenham, sem protesto, o papel de S. João Batista...

Sujeitos mais afastados reclamam:



- Suspende mais! Não estou vendo, não!

- Tire esse chapéu, meu senhor! - grita irritada uma mulher.

O homem atende.



- Agora, sim.

A pálpebra direita de Lampião é levantada, e o olho cego aparece, como elemento de prova. Velhos conhecidos do cangaceiro fitam-lhe na cabeça olhos arregalados, num esforço de comprovação de quem quer ver para crer.



- É ele mesmo. Só acredito porque estou vendo.

Houve-se de vez em quando:



- Mataram Lampião... Parece mentira!

Virgulino Ferreira, o rei do cangaço, o "interventor do sertão", o chefe supremo dos fora-da-lei, o cabra invencível, de corpo fechado, conhecedor de orações fortes, vitorioso em tantos reencontros, - Virgulino Ferreira, o Capitão Lampião, não pode morrer.

E irrompe de várias bocas:



- Parece Mentira!

No entanto é Lampião que se acha ali, ao lado de Maria Bonita, junto de companheiros seus, unidos todos, numa solidariedade que ultrapassou as fronteiras da vida. É Lampião, microcéfalo, barba rala, e semblante quase doce, que parece haver se transformado para uma reconciliação póstuma com as populações que vivo flagelara.

Fragmentos de ramos, caídos pelas estradas, durante a viagem, a caminhão, entre Piranhas e Santana do Ipanema, enfeitam melancolicamente os cabelos de alguns desses atores mudos. Modestas coroas mortuárias oferecidas pela natureza àqueles cuja existência decorreu quase toda em contato com os vegetais - escondendo-se nas moitas, varando caatingas, repousando à sombra dos juazeiros, matando a sede nos frutos rubros dos mandacarus.

Fotógrafos - profissionais e amadores - batem chapas, apressados, do povo, e dos pedaços humanos expostos na feira horrenda. Feira que , por sinal, começou ao terminar a outra, onde havia a carne-de-sol, o requeijão de três mil-reis o quilo, com o leite revendo, a boa manteiga de quatro mil reis, as pinhas doces, abrindo-se de maduras, a dois mil-reis o cento, e as alpercatas sertanejas, de vários tipos e vários preços.

Ao olho frio das codaques interessa menos a multidão viva do que os restos mortais em exposição. E, entre estes, os do casal Lampião e Maria Bonita são os mais insistentemente forçados. Sobretudo o primeiro.

O espetáculo é inédito: cumpre eternizá-lo, em flagrantes expressivos. Um dos repórteres posa espetacularmente para o retratista, segurando pelas melenas desgrenhadas os restos de Lampião. Original. Um furo para "A Noite Ilustrada".


Lembro-me então do comentário que ouço desde as primeiras horas deste sábado festivo: - "Agora todo o mundo quer ver Lampião, quer tirar retrato dele, quer pegar na cabeça... Agora..." Há, com efeito, indivíduos que desejam tocar, que quase cheiram a cabeça, como ansiosos de confirmação, por outros sentidos, da realidade oferecida pela vista.

Desce a noite, imperceptível. A afluência é cada vez maior. Pessoas do interior do município e de vários municípios próximos, de Alagoas e Pernambuco, esperavam desde sexta-feira esses momentos de vibração. Os dois hotéis da cidade, literalmente entupidos Cheias as residências particulares - do juiz de direito, do prefeito, do promotor, de amigos dessas autoridades. Para muitos, o meio da rua.

Entre a massa rumorosa e densa não consigo descobrir uma só fisionomia que se contraia de horror, boca donde saía uma expressão, ainda que vaga, de espanto. Nada. Mocinhas franzinas, romanescas, acostumadas talvez a ensopar lenços com as desgraças dos romances cor-de-rosas, assistem à cena com uma calma de cirurgião calejado no ofício. Crianças erguidas nos braços maternos espicham o pescoço  buscando romper a onda de cabeças vivas e deliciar os olhos castos na contemplação das cabeças mortas. E as mães apontam:



- É ali, meu filho. Está vendo?

Alguns trocam impressões;



- Eu pensava que ficasse nervoso. Mas é tolice. Não tem que ver uma porção de máscaras.

- É isso mesmo.


Os últimos foguetes estrugem nos ares. Há discursos. Falam militares, inclusive o chefe da tropa vitoriosa em Angico. Evoca-se a dura vida das caatingas, em rápidas e rudes pinceladas. O deserto. As noites ermas, escuras, que os soldados às vezes iluminam e povoam com as histórias de amor por eles sonhadas - apenas sonhadas... Os passos cautelosos, mal seguros sobre os garranchos, para evitar denunciadores estalidos, quando há perigo iminente. Marchas batidas sob o sol de estio, em meio da caatinga enfezada e resseca, e da outra vegetação, mais escassa, que não raro brota da pedra e forma ilhotas verdes no pardo reinante: o mandacaru, a coroa-de-frade, a macambira, a palma, o rabo-de-bugio, facheiro, com o seu estranho feitio de candelabro. A contínua expectativa de ataque tirando o sono, aguçando os sentidos.

O sino toca a ave-maria. Dilui-se a voz no sussurro espesso da multidão curiosa, nos acentos fortes do orador, que, terminando, refere a vitória contra Lampião, irrecusavelmente comprovada pelas cabeças ali expostas. Os braços da cruz da igrejinha recortam-se, negros, na claridade tíbia do luar; e na aragem que difunde as últimas vibrações morrediças do sino vem um cheiro mais ativo da decomposição dos restos humanos. Todos vivem agora, como desde o começo do dia, para o prazer do espetáculo. As cabeças!

A noite fecha-se. Em horas assim, seriam menos ferozes os pensamentos de Lampião. O seu olhar se voltaria enternecido para Maria Bonita. 

Que será feito dos corpos dissociados dessas cabeças? O rosto de Maria Bonita, esbranquiçado a trechos por lhe haver caído a epiderme, está sinistro. Onde andará o corpo da amada de Lampião? A cara arrepiadora, que mal entrevejo à luz pobre do crescente, não me responde nada.

E Lampião? Sereno, grave, trágico. O olho cego, velado pela pálpebra, fita-me.


Santana do Ipanema, Alagoas, 1938.

Texto do livro esgotado “O chapéu de meu pai”, editora Brasília, 1974.
Autor: Aurélio Buarque de Holanda.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Meu amigo Rosalvo...

Esse é o poeta Rosalvo, meu amigo da bodega do seu Artur. O conheci lá e lá fortalecemos nossa amizade. Estive viajando e só soube hoje de seu falecimento, quando li essa, diga-se de passagem, minuscula nota no JC, onde foi redator. Rosalvo era também capaz de poesia, como assim, dizia Luna de todos os poetas.



Há pouco mais de um ano o poeta me entregou este poema, batido em máquina de datilografia, para que eu digitasse e lhe entregasse algumas cópias para presentear os amigos. Disse que não era uma despedida e sim uma constatação. Era um cidadão admirável, um boêmio notável, um poeta instável...

Vá na paz meu amigo...

Quem fui eu

Vivi demais
Amei demais
Sofri demais
Vi demais a face dos homens.
De tudo ficou um pouco
Como a cinza do cigarro no cinzeiro
O que me restou foi apenas a angustia
De ter acolhido em meu afeto
Alguns que só mereciam a minha compaixão.
A morte se aproxima
Não importa a causa
Apenas nasci.
Jamais cortejei ao longo da vida
A efêmera glória dos salões iluminados.
Que o meu canto permaneça
Apenas nas paredes dos botecos da vida.
Nos humildes quartos das mulheres
Perdidas, ou achadas.
Nas apertadas celas dos cárceres
Onde aprendi lições, de solidão.
Fui feliz e infeliz
Mas quando me encontrei
Eu me perdi...
com a lucidez dos loucos
E o precário equilíbrio dos bêbados.
Fui apenas um homem.
reto e Só...

Rosalvo melo.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Passando a limpo...



Jornada de todos nós...

Mais uma Jornada Literária Portal do Sertão cumprida. Um evento realizado e idealizado pelo SESC-PE, na figura de José Manoel Sobrinho, que homenageou, além do poeta Audálio Alves e do escritor Gilvan Lemos, o Mestre Manoel Filó. No sábado, dia 22, pela manhã, participei, junto com o poeta Maviael Melo, Esio Rafael e Didi Menezes, com mediação de Miro Carvalho, de uma bela homenagem a ele, Manoel Filó, no Cecora, onde ocorre a feira, no Bar de Heleno, em Arcoverde, com a presença de grandes amigos do poeta.

Na quarta, dia 26, as 09h, estivemos, eu e o poeta Chico Pedrosa, em uma escola na cidade de Sanharó, na ação da Jornada "Tem um Escritor na Minha Escola", mediados por Cláudia Cavalcante, onde falamos sobre poesia e recitamos. Na quinta, dia 27, foi a vez de ir pra Tacaimbó, onde a noite foi de repente e de prosa sobre poesia popular, com Ésio Rafael, Adiel Luna e Astier Basílio. Astier e Adiel cantaram algumas modalidades de improviso, enquanto eu e Ésio falamos da arte do verso e da rima e declamamos.

No dia 28, a tarde, na sexta, fui a São Bento do Una prestar homenagem ao o único homenageado ainda vivo, o escritor da terra Gilvan Lemos, momento compartilhado com o ator Adriano Cabral e a mediação de Joseane Cavalcanti. Volto feliz e renovado. Aprendi muito e repassei o pouco dos saberes que sei. A Jornada é isso, uma grande socialização dos saberes. Tanto com o público, que participa ativamente, quanto com outros participantes, como Valdeck de Garanhuns, Pedro Américo, Manoel Constantino, Luci Pereira... e muitos, muitos outros.

Foi muito prazeroso e gratificante, como em todas as outras quatro edições, participar desta Jornada. Valeu de novo José Manoel Sobrinho, Cida Pedrosa, Sennor Ramos, Carminha Lins e toda equipe do SESC que faz acontecer tudo como manda o figurino. Um grande abraço e até a próxima...


JFiló.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Um senhor encontro...

Ai quando alguém me pergunta; Como anda a poesia? Eu respondo; Com a mesma força, vitalidade e sede de conhecimento dos jovens. Vai muito bem obrigado!


A prova maior dessa afirmação é o que vai acontecer amanhã na cidade de Sanharó-PE, dentro da programação da Jornada Literária Portal do Sertão - uma realização do SESC-PE. Um encontro de jovens poetas, de origens que vão do cais ao sertão, numa explosão de improvisos, rimas e métrica. É a Mesa de Glosas da Jornada.

São eles, os poetas Kerlle de Magalhães - mediador da mesa - Caio MenesesClécio RimasThiago MartinsDudu Morais e Gleison Nascimento. Poetas brincantes do verso improvisado. Os improvisos são feitos a partir de motes e temas lidos na hora. Esse encontro é imperdível!

Eu estarei lá...



Na Jornada...

Quarta retorno a Jornada com muita alegria de poder dividir uma ação com o Mestre Chico Pedrosa, em Sanharó. Na quinta é a vez da viola e do repente na companhia, mais que grata, dos caboclos Ésio RafaelAstier Basílio e Adiel Luna. Na sexta, reverenciando um dos homenageados, o escritor Gilvan Lemos, com Adriano Cabral.

É uma grande satisfação participar de tudo isso...



domingo, 23 de março de 2014

Meu muito obrigado...



Homenagem prestada...

Como bem sabem todos vós, agradecer e reverenciar o que nos é ofertado com dignidade e puro afeto, nunca é demais...

Obrigado a todos e todas, responsáveis por mais esta bela e GRANDE Jornada Literária Portal do Sertão, que ainda se estende até o dia 30 próximo, e tem entre seus homenageados a figura do Poeta Manoel Filó, MEU PAI, orgulho e exemplo para toda nossa família e amigos.

Muito obrigado pelo carinho, atenção e dedicação com este prestigioso momento. Valeu meu irmão Maviael Melo, pela parceria. Bom demais Miro, sempre reverenciando o Mestre Filó. Valeu a acolhida. José Manoel Sobrinho, eu sou teu fã! Maravilhado com tamanha atenção dedicada à poesia do nosso sertão. Manoel Filó te saúda! A ti, e a Carminha Lins, nossa viga mestra, nosso esteio. Um xerô pra tu.

Cida e Sennor, Sennor e Cida, quanto amor nos for permitido e com tanta reciprocidade, nos for dado o direito, dele iremos nos valer. Emocionado, muito emocionado. Tantos amigos presentes... Valeu pela fala e pelo eterno apoio, amigo irmão Ésio Rafael. Valeu o carimbo da hereditariedade Didi Menezes. Enfim, sejamos todos felizes...


JFiló.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Começou de novo...

Jornada Literária Portal do Sertão...

Teve início no dia 19 passado, na cidade de Buíque-PE, a 5ª Jornada Literária Portal do Sertão, que ainda vai percorrer mais sete municípios [Tupanatinga, Arcoverde, Pesqueira, Sanharó, Tacaimbó, São bento do Una e Belo Jardim] e dois distritos [Carneiro/Buíque e Mimoso/Pesqueira], do sertão ao agreste, seguindo até o dia 30 de Março. A Jornada é uma realização do Sesc Pernambuco.

Este ano vamos ter três homenageados, são eles o poeta Audálio Alves, de Pesqueira, o escritor Gilvan Lemos, de São Bento do Una, e o poeta Manoel Filó, do sertão do Pajeú, mas que residiu por muitos anos na cidade de Arcoverde, onde haverá um recital. O Sesc Arcoverde já havia o homenageado em outra ocasião, em que o poeta assistiu a uma encenação de suas poesias.

Mas de cem escritores, atores, cantores... participarão de inúmeras atividades. Mesas de glosas, rodas de conversas, oficinas, recitais, palestras, cantorias de viola, teatro... tudo inteiramente grátis, numa verdadeira revolução cultural, que agrega todos e todas em torno das letras. Confira a programação completa no site do Sesc e participe das atividades em sua cidade.

No dia 22, sábado próximo, estarei no Bar do Heleno, no espaço da feira [Cecora], em Arcoverde, onde faremos um recital, eu e Maviael Melo, das poesias do poeta Manoel Filó, meu pai, pela qual agradeço ao Sesc a homenagem prestada. Dia 26, vou pra Sanharó, onde participarei da ação "Um escritor na minha escola", juntamente com o poeta/declamador Chico Pedrosa. Meu mestre.

Dia 27 é a vez de Tacaimbó onde, eu, Ésio Rafael, Astier Basílio e Adiel Luna, teremos, com a participação do público, uma conversa sobre cantoria e repente. Logo após os poetas Adiel e Astier, farão uma cantoria. Já no dia 28, estarei em São Bento do Una, novamente na ação "Um escritor na minha escola", e homenageando o escritor Gilvan Lemos, que estará presente.

O chamamento está feito e sei que tem muito leitor deste JBF nas cidades por onde passará a Jornada. Estão todos convidados a participar. Grande abraço em todos e todas.


Clique na imagem para ver a programação completa.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Mais uma Jornada...

O Mestre Chico Pedrosa é um amigo de outrora. A muito faz parte da nossa convivência. Digo nossa, em nome da família. Amigo e colega de profissão do meu pai e do meu tio Patrício Filó, com quem trabalhou por muitos anos, Chico já é de casa.

Um poeta de primeira grandeza, e isso já é sabido por todos, sempre leva consigo seu cabedal de versos e poemas, com os quais encanta todas as platéias. Jovens, adultos, crianças, idosos... não importa a faixa de idade, todos se embevecem com o Mestre.

Vou dividir, no dia 26 deste mês, uma apresentação com este grande poeta, o que muito me honra, na cidade de Sanharó, durante a V Jornada Literária Portal do Sertão [Ver programação], que vai acontecer em vários municípios do agreste e sertão.

Fazer parte desta grande festa, que ainda homenageia o poeta Manoel Filó, meu pai, ao lado de Chico Pedrosa, meu mestre, é incalculável a emoção e o prazer. Mais uma vez agradeço, em nome de toda família Filó, ao SESC-PE e a todos que fazem a Jornada, por estas honrarias.


E vamos a Jornada...