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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Um poema de Luna!















ECCE HOMO


Saiam da minha frente
matem-se
morram-se
deixem livre
o meu campo de visão

Me entristece conceber
a semelhança que nos une na semente
quem é que pode
ser feliz se vendo gente

Portanto
saiam da minha frente

Erickson Luna

domingo, 2 de dezembro de 2007

Seu Caboco! Meu avo!



Esse é meu avô, Antônio Sebastião de Menezes, ou simplesmente “Cabôco Paulo”. Aos 101 anos, Sêu Cabôco nos serve de exemplo de vida e longevidade! Homem humilde, foi agricultor, motorista, mecânico, alem de grande inventor. Criou seus cinco filhos, sendo um único homem, que logo sedo partiu pra viver a própria vida. As quatro filhas foram criadas por ele e sua esposa Ermira Francisca de Menezes – Vó Mira, como chamávamos – e educadas em colégios de freiras, uma educação de alto custo, mas bancada com o suor do próprio rosto deste trabalhador honesto e respeitado por todos que o conhecem. Apesar de nunca ter enveredado pelo mundo da poesia, Sêu Cabôco não foge a regra, para quem é do Pajeú, terra de grandes gênios e poetas.

Vejam como são bem feitas
As coisas da natureza
O espinho da macambira
Nasce pra sua defesa
Um pra frente, outro pra traz
Prevenindo a incerteza.


Mestre Cabôco Paulo, nosso maior orgulho.

Sextilhas de Bio de Crisanto

Da visão desta janela
Eu vi os sonhos perdidos
A vida passou por mim
Causando dor e gemidos
E a esperança morreu
No vale dos esquecidos.

O mundo esqueceu de mim
Neste cubículo imundo
Onde mergulhei nos livros
Hora minuto e segundo
E fiz diversas viagens
Pela vastidão do mundo.

Não esqueço um só segundo
Dos dias da mocidade
Mais o tempo me roubou
Da vida mais da metade
Restando só amargura
Tristeza, dor e saudade.


Bio viveu por mais de três décadas em um pequeno quarto em São José do Egito, sua terra natal. Paralítico, dedicou-se a leitura e a poesia, era de poucos amigos e muitos admiradores, sua verve poética nos deixou um verdadeiro tratado de filosofia em prosa e verso.

“Mas vale um mudo que leva recados, que um poliglota individualista”
bio de Crisanto (1929 – 2000)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Um poema de Maciel Melo


O filho do cidadão

Se eu não fui o filho exato que quiseste
Nem ao menos o que imaginaste
Fui apenas um pouco o que fizeste
E nesse pouco eu ergui a minha haste
Tantas vezes em que me abraçaste
Eu senti o calor da tua mão
Aquecendo minhas culpas com o perdão
Me beijando mostrando o lado certo
Os atalhos, os caminhos, os desertos
O abismo, a curva, a contramão
Me perdoe se as vezes me permito
Que o acaso penetre em meus momentos
Me envolvendo com loucos sentimentos
Desatando os bridões da minha vida
Volta e meia em becos sem saída
Dou de cara, me deparo com a parede
Nos teus punhos eu armava minha rede
Nos teus braços estendia o meu colchão
Hoje eu sinto a falta de um sermão
Que em seguida me davas um confeito
Aprendi que jamais serei perfeito
Ser seu filho é ser sempre um cidadão.

Só tomando uma na budega do véi pra fazer dessas!
A foto acima é de Xurumba.

sábado, 17 de novembro de 2007

Um poema de Esio Rafael


FRUTOS DA TERRA

As arvores, frutos da Terra
Os mares, frutos da Terra
As serras, frutos da Terra
Os pássaros, frutos da Terra

Os homens? Ah, os homens!
Frutos da terra
Semeiam guerras
Frutos dos homens

As chuvas ácidas
Frutos dos homens
O mau-humor
Fruto dos homens

A morte dos alevinos
A falta do pão sagrado
A saga dos assassinos
As dores do mal amado
Frutos dos homens

A angústia de Graciliano
A nudez castigada de Jabor
A xenofobia dos arianos
O efeito estufa e o calor
FRUTOS DOS HOMENS!

Ésio Rafael.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

A imagem da semana!


Eu vi a terra se por
No horizonte da lua.

A arquitetura do mundo
Tem me impressionado
Que até fico assustado
Nesse universo fecundo
As vezes por um segundo
A minha mente flutua
Vendo a casa minha e sua
Numa imagem multicor
Eu vi a terra se por
No horizonte da lua.

Eu vi o mundo nascer
Numa grande explosão
Vi surgir na amplidão
Uma luz resplandecer
Vi o sol nos aquecer
Vi sua luz, como atua
A terra que se insinua
No espaço incolor
Eu vi a terra se por
No horizonte da lua.

Jorge Filó
Recife, 14.11.2007

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Uma festa bem merecida!!!


Festa em comemoração ao 4º ano da Passa Disco, que não é só uma loja de Cds, mas um espaço de divulgação e difusão da nossa cultura musical!

Serviço

O que? – 4º aniversario da Passa Disco
Onde? – Shopping Sítio da Trindade (Estrada do encanamento) Recife
Quando? – Dia 20 de novembro
Que horas? – A partir das 19h
ENTRADA FRANCA!!!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Ze de Cazuza e Manoel Filo


Numa amizade, que surgiu ainda na infância, os poetas, Manoel Filó e Zé de Cazuza, edificaram uma relação de respeito, confiança e poesia sobrando. Criaram, juntos ou separadamente, grandes obras da poética sertaneja universal. Durante muitos anos, foram amigos inseparáveis. Viajaram muito pelo sertão afora, atrás de cantorias, de novos poetas e com isso, alargando também, seu rol de amizades. Durante uma dessas viagens, vinham com destino ao Recife, e para passar o tempo na viagem, cantavam de improviso, de onde saíram estes dois, de tantos, belos versos no tema Depois da morte do dia.
Vale dizer, que os versos, de ambos, foram decorados por Zé de Cazuza, conhecido também, como O gravador humano, por conta da facilidade que tem em arquivar no juízo aquilo que lhe desperta o interesse.

Zé de Cazuza

Nesta hora o peregrino
Muda a marcha do andar
Baixa um profundo pesar
Na alma do assassino
Na igreja um velho sino
Saúda a Virgem Maria
Uma mãe na moradia
Beija uma filha que preza
Num casebre um velho reza
Depois da morte do dia.

Manoel Filó

Numa cerca de aveloz
Depois do sol amparado
O vaga-lume assustado
Fica testando os faróis
Os pescadores de anzóis
Embocam na água fria
Ficam naquela agonia
Se uma piaba belisca
Termina roubando a isca
Depois da morte do dia.

Poetica urbana

Sou um sertanejo, essencialmente urbano. Minha vivencia rural, vem de um bom tempo, ainda na infância, que passei no sitio da minha Tia Maria, período ainda nítido na minha memória. Vivi, e vivo, os dois mundos, sou apaixonado pelo rural e, incondicionalmente, impregnado pelo urbano. A poética de ambas as vivencias, me alimenta a alma em proporções gêmeas. Descrevo aqui dois poemas do universo do verso urbano com os quais me identifico, de dois poeta que li pouco, mas que me impressionaram no pouco que li.

*Política literária

O poeta municipal
Discute com o poeta estadual
Qual deles é capaz de bater o poeta federal.

Enquanto isso
O poeta federal tira ouro do nariz.

"Carlos Drummond de Andrade"

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*Classe média

Um médico
Ótimo na família.

Um engenheiro
Um arquiteto
Um magistrado
Ótimo

Um poeta
Melhor na família dos outros.

"Geraldino Brasil"

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Poeta França


Os dose bares de França
Palcos para sua verve
O motor do sangue ferve
Num poema feito dança
No cabelo a negra trança
Na boca um farto sorriso
No bolso parco o juízo
Na mente um herói infante
Eterno poeta errante
Te tornas-te mais preciso.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Izabel Goveia, uma poeta sertaneja universal


Versos da poeta de Afogados da Ingazeira, Izabel Goveia (na foto), uma cabôca de 21 anos que faz versos como gente grande. O mote é de Severina Branca, outra poeta pajeuzeira de São Jose do Egito. Duas sertanejas que usam a poesia para expressar o que sentem.

O SILÊNCIO DA NOITE É QUE TEM SIDO
TESTEMUNHA DAS MINHAS AMARGURAS

No cenário desbotado do meu quarto
Pela janela a luz da lua, ilumina
A presença da alma feminina
Com os restos de beijos e abraços,
A camisa esquecida deixa os traços
Da lembrança que passa desprezada,
Um pedaço de coisa já passada
Do amante que ha muito tem partido,
O silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Pelas ruas eu já perambulei
Procurando a resposta da tristeza,
Mais o que encontrei foi a frieza
Da verdade esmagando um sentimento,
Enrolei-me no lençol do sofrimento
Só por causa da tua ingratidão,
Mais se hoje implorasse o meu perdão
Eu chorando aceitava o teu pedido,
O silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Sou agora uma amante esquecida
Parecendo um cadáver sem ter dono,
Minha alma já entregue ao abandono
Esqueceu-se do meu corpo e foi embora,
Mais a dor que meu peito tem agora
Só me lembra aquele que partiu,
Sem nenhuma piedade me feriu
Fazendo-me perder todo o sentido,
O silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Sou um vulto açoitado pela noite
Solidão que habita a madrugada,
Um mendigo deitado na calçada
Com os olhos de quem não tem comida,
Sou saudade de coisa já perdida
Só um feto doado ao abandono,
Sou um cão que se perdeu do dono
Sou as rugas de um velho esquecido,
O silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Sonetos de Daniel Fiuza

Daniel Fiúza Pequeno, ou simplesmente, poeta Daniel Fiúza, é natural de Caucáia-CE, e reside em São Paulo a mais de trinta anos. É poeta, cordelista e artista plástico, e autor dessas obras primas que aqui transcrevo. São cinco sonetos sem cada uma das vogais, soneto sem “A”, sem “E”, e assim por diante, e mais um soneto sem verbo. Verdadeiras obras primas da criatividade e da amplitude do fazer poético.
Eis os alvitres.


Soneto sem “A”
O grito mudo

Pensei como crédulo o oficio
Nesse firme propósito selei
Os meus tolos versos no comício
O retorno foi sonho que sonhei.

Vergonhoso gesto estrupício
No mister vivido que serei
Bebendo veneno é meu vicio
Mudez do destino sofrerei.

Num escuro tenebroso grito
Por onde o eco se perde inócuo
Ser um ser feliz sonoro imito.

Vendo velhos deuses que invoco
O meu próprio viver irrito
No dolo desespero que enfoco.

Soneto sem “E”
Sorumbático

Clamo por paz na vida ao divino
Por não mais suportar o ardor da dor
Afligindo o corpo só arruíno
Intranqüilo sigo parvo amador.

Faca afiada corta o sonho fino
No ridículo ato frio faz impor
Na vida atribuindo o próprio tino
Da rubra rosa tira toda à cor.

O ódio incrustado no vil motim
No ritual danoso ali sofria
Chorando sua dúvida via o fim.

Sorumbático, mais nada valia!
Nunca confiava no mundo assim
No infortúnio chora o dia-a-dia.

Soneto sem “I”
Emoção

Desejo o meu amor leal e seguro
Agregado nas lavas dum vulcão
Magno sabor lança o corpo puro
Transbordando de afagos e emoção.

Fartando toda a sede, eu aventuro!
Com rosas perfumando o coração
A sensação avança meu futuro
Para o prazer fazendo a sedução.

Somente vejo o pouco que espero
Raras vezes que o presente seduz
São perguntas, sensações que quero.

É tanto amor no espaço que reluz
Nessa verdade, arguto me esmero!
Arrebatado ao âmago me conduz.

Soneto sem “O”
Mulher amada e amante

Ter uma mulher para amar na vida
E padecer para tê-la amante
Sentir na pele à pétala querida
A sua pedra rara mais galante.

Prazeres de abelha em margarida
Néctar na minha língua arfante
Fêmea amada, paladar sentida!
Eterniza-se em mim tal diamante.

E se deuses querem ajudar
Esse casal feliz fecha algemas
Na sua sensualidade a desejar.

Lascívia peregrina seus temas
A linda fêmea ávida, quer seu par!
Para Brilhar em si aquelas Gemas.

Soneto sem “U”
Real valor

Ter real valor na efêmera vida
Diante das coisas passageiras
O pior da rosa fica escondida
Sangra nos espinhos das roseiras.

Nessa indiferença abre à ferida
Jorrando lágrimas carpideiras
Choro nessa perda indefinida,
Manchando falas derradeiras.

Ainda acredito na vida e no amor
E na dedicação entre as pessoas,
Mesmo sem paz e sentindo amargor.

Desesperançado das coisas boas
Afeiçoando-me com essa dor
Vivendo tristemente faço loas

Soneto sem verbo
Corpo de néon

Os néons, cores fosforescentes
Corpos lindos nas folhas de prata
Ouros pragmáticos aparentes
Futuro da vida, à verde mata.

Pesos apocalípticos conscientes
Cabeça inoxidável e grata
Nos grandes amores dissidentes
Na mulher à graça duma gata.

Tantas madrugadas famintas
Na cabeça lindos pensamentos
Olhos do homem, setas sucintas.

Em todas carências congênitas
Do amor, em simplórios sofrimentos!
Esperanças das fomes finitas.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Do livro "As curvas do meu caminho"

Cantando com Jó Patriota na cidade de Paulo Afonso no ano de 1977. Jó termina uma estrofe com a seguinte deixa:

Quem aceita humildade
No seu canto é mais feliz.

Manoel Filó:

Eu fui ao sul do país
Não tive acesso à fartura
Voltei como um sabiá
Que sua fome só cura
Achando um pé de pimenta
Que a safra esteja madura.

Box Sertanejo aos sabados

Esta foto foi tirada por Lena Maia, no box Sertanejo no mercado da Madalena. Logo acima da minha cabeça pode-se ver uma homenagem ao poeta Manoel Filó, que autografava seu livro com um carimbo que dizia;

Por diferentes abrigos
Contrariado ando eu
Explorando meus amigos
Vendendo o que Deus me deu.

Como podem ver, tenho uma estreita ligação com o ambiente, uma convivência saudável e enriquecedora. O box Sertanejo, das irmãs Neurides e Nelcita Ferraz, é sem duvida, o mais aconchegante refugio dos cabôcos sertanejos que moram na capital. Um ambiente de festa e poesia, muita poesia. Lá, todos os sábados, a partir do meio-dia, acontece, já a um bom tempo, um despretensioso encontro de poetas, cantores, declamadores e admiradores da arte do verso.

Venha ser bem recebido
Sábados ao meio-dia
Num ambiente festivo
Banhado de alegria
Vá ao box Sertanejo
E sacie o seu desejo
De escutar poesia.

Todos os sábados sem falta.
Sejam todos bem vindos.

Vale dizer também, que o box Sertanejo fica aberto de terça a domingo, onde se vende desde livros, cordéis, Cds, até farinha de milho, doces, arroz da terra, rapadura, passando por cachaças, licores e vários produtos de bode.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Do livro "As curvas do meu caminho"

Mais uma deixa de Heleno Rafael

O sertanejo com fome
Fica sisudo e maluco.

Manoel Filó

A seca do Pernambuco
Entrou pelo Ceará
Tem gente se alimentando
Com a raiz do quipá
E o céu da boca entupido
Com massa de jatobá.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Vates e Violas -- Quem não viaja, fica!





A mensagem do encanto
Que a poesia traz
Desde os Vates e Violas
Passando por vendavais
Fazendo a curva na veia
Dos corações musicais.


Luis Homero


Todo dia aprender mais
Essa é a decisão
Pois na escola da vida
Ninguém é formado não
Quanto mais a gente toca
Mais enriquece o baião.


Miguel Marcondes

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Uma quadra de Manoel Filó


Parecendo ter ciúme
Chega apressado o orvalho
Fiscalizando o perfume
Na rosa virgem do galho.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Manoel Filó


Mergulhão torce o pescoço
Sentindo a vista embaçada
Vai buscar água gelada
Na profundeza do poço
Um angico de caroço
Começa a soltar resina
Um boi cansado rumina
Aonde a hora é mais fria
Treme o sol do meio-dia
Carbonizando a campina.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Parabens!!!


Unicordel-PE

Há muito tempo o cordel
Chegava aqui no Brasil
Do continente europeu
Ao nosso chão varonil
Mudou muito de feição
E foi aqui no sertão
Onde mais evoluiu.

O mês de abril abriu
Convocando a união
De poetas cordelistas
Nascidos na vocação
Foi à dois anos atrás
E hoje com todo gás
Vem redobrando a ação.

Dois anos de atuação
Divulgando a poesia
Levando pra toda gente
Mudando seu dia-a-dia
Com poemas de cordel
Fazendo o nosso papel
De cultivar tal magia.

Com respeito e alegria
Nossos nobres cordelistas
Vindos de todos os cantos
Esses notáveis artistas
Escrevem seu sentimento
Por um triz de um momento
Como cantam os repentistas.

E cresce a todas as vistas
Nosso grupo bem formado
Tem poeta experiente
Aqui dando o seu recado
Junto com a juventude
Que também tem atitude
Mantendo o nosso legado.

Não vou falar do passado
Que o futuro nos espera
Nossa União crescente
Não é na brinca, é na Vera!
Quem pensa qué brincadeira
Verá pela vez primeira
O cordel virando fera.

Vamos mudar nossa era
Com a força do nosso verso
Tirar da ignorância
Quem nela estiver imerso
Com a nossa inspiração
Amenizar a tensão
Deste mundo tão perverso.

Eis aqui nosso universo
Nosso mundo de magia
Seja nosso convidado
Vista nossa fantasia
Junte-se a Unicordel
E venha beber do mel
Do néctar da poesia.

Jorge Filó
Abril de 2007

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Setilhas

Popular - Erudito

Se fosse o erudito
Do popular o avesso
Como antes era dito
Sem rodeio e sem tropeço
Galdino que é daqui
Não seria qual Dali
Artes do mesmo endereço.



Eu nada sei do que sei
Como já filosofado
Muito em tudo que pensei
Está certo, estava errado
No sofisma dos ateus
Não acredito em Deus
Mas posso está enganado.

Humanidade

Somente a nossa espécie
É quem pode destruir
Ou, quem sabe, preservar
O que no mundo existir
Só a conscientização
Pode gerar a ação
Para o melhor construir.

Jorge Filó