
Jorge Renato de Menezes, poeta conhecido artisticamente por Jorge Filó, nasceu em Recife em 1969. Viveu a infância entre as cidades de Recife, Tuparetama, São José do Egito e Arcoverde. Nesta última, viveu da adolescência à fase adulta, exercitando a produção cultural, quando se mudou para o Recife em 1998, onde reside até hoje.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
sábado, 3 de janeiro de 2009
Um recado de Abdias Campos

É um trabalho temático e por conta disso haverá inicialmente um bate-papo comigo e Adelmo Arcoverde, professor do Conservatório Pernambucano de Música, pesquisador da viola de 10 cordas e criador do método de ensino de viola nordestina, ele que participou ativamente do Rama. Os demais músicos e intérpretes do CD também se farão presentes: Hugo Linns, Jehovah da Gaita, Fabiano Menezes, Eduardo Buarque, Bia Marinho, Miguel Marcondes, Adriana Sales, Sandra Belê e Tonino Arcoverde.
Aguardo a presença de todos vocês!
Abraços
Abdias Campos
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Tinha que ser o Bush!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Ai dento Papai Noel!!!
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Meus versos na Continuum
Para ler o cordel clique aqui! Tem muito mais coisa boa na revista, que prima pela qualidade! É, para mim, uma honra estar inserido neste contexto! Um abraço a todos!
Bira Marcolino na fita!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Um recado da Unicordel

Amigos,
Nesta quarta-feira, 19/11, a Unicordel-União dos Cordelistas de Pernambuco, em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco-FUNDAJ, Editora Coqueiro e Comissão Pernambucana de Folclore, estará comemorando o DIA ESTADUAL DO CORDELISTA, estabelecido pela lei 12958, de 20-12-2005. O evento acontecerá na FUNDAJ-APIPUCOS(Rua Dois Irmãos, 92) e contemplará as seguintes atividades:
10:00 - Lançamento do cordel Beabá do Baobá, de Ernando Carvalho (Editora Coqueiro), com plantio de muda desta planta de origem africana
10:30 - Exibição de documentários sobre poesia popular
14:00 - Seminário "Cordel, Mídia e Educação", com os pesquisadores Maria Alice Amorim, Ésio Rafael e Margarete Grillo
17:00 - Recital da Unicordel
Além dessas atividades, haverá exposição de xilogravuras, de folhetos da Biblioteca da Fundaj e feira de produtos culturais (cordel, xilogravuras, livros, cds, artesanato, etc.)
Contamos com a presença de todos.
União dos Cordelistas de Pernambuco-Unicordel
Informação: 3073-6508 - 99103445
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Como diria Antõe de Catarina!

- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui convocados, reunidos ou ajuntados para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual é transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou ajunta, é minha postulação, aspiração ou candidatura à Prefeitura deste Município.
De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Escute aqui, por que o senhor utiliza sempre três palavras para dizer a mesma coisa?
O candidato responde
- Pois veja, meu senhor: A primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como poetas, escritores, filósofos etc. A segunda é para pessoas com um nível cultural médio como o senhor e a maioria dos que estão aqui. E a terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele bêbado ali jogado na esquina.
De imediato, o bêbado se levanta cambaleando e responde:
- Senhor postulante, aspirante ou candidato! (hic) O fato, circunstância ou razão de que me encontre (hic) em um estado etílico, bêbado ou mamado (hic) não implica, significa, ou quer dizer que meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou ralé mesmo (hic). E com todo o respeito, estima ou carinho que o Sr. merece (hic), pode ir agrupando, reunindo ou ajuntando (hic) seus pertences, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir diretinho (hic) à leviana da sua genitora, à mundana de sua mãe biológica ou à puta que o pariu !
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Mestres da poesia
Dois quadros
Na seca inclemente do nosso Nordeste,
O sol é mais quente e o céu mais azul
E o povo se achando sem pão e sem veste,
Viaja à procura das terra do Sul.
De nuvem no espaço, não há um farrapo,
Se acaba a esperança da gente roceira,
Na mesma lagoa da festa do sapo,
Agita-se o vento levando a poeira.
A grama no campo não nasce, não cresce:
Outrora este campo tão verde e tão rico,
Agora é tão quente que até nos parece
Um forno queimando madeira de angico.
Na copa redonda de algum juazeiro
A aguda cigarra seu canto desata
E a linda araponga que chamam Ferreiro,
Martela o seu ferro por dentro da mata.
O dia desponta mostrando-se ingrato,
Um manto de cinza por cima da serra
E o sol do Nordeste nos mostra o retrato
De um bolo de sangue nascendo da terra.
Porém, quando chove, tudo é riso e festa,
O campo e a floresta prometem fartura,
Escutam-se as notas agudas e graves
Do canto das aves louvando a natura.
Alegre esvoaça e gargalha o jacu,
Apita o nambu e geme a juriti
E a brisa farfalha por entre as verduras,
Beijando os primores do meu Cariri.
De noite notamos as graças eternas
Nas lindas lanternas de mil vagalumes.
Na copa da mata os ramos embalam
E as flores exalam suaves perfumes.
Se o dia desponta, que doce harmonia!
A gente aprecia o mais belo compasso.
Além do balido das mansas ovelhas,
Enxames de abelhas zumbindo no espaço.
E o forte caboclo da sua palhoça,
No rumo da roça, de marcha apressada
Vai cheio de vida sorrindo, contente,
Lançar a semente na terra molhada.
Das mãos deste bravo caboclo roceiro
Fiel, prazenteiro, modesto e feliz,
É que o ouro branco sai para o processo
Fazer o progresso de nosso país.
sábado, 8 de novembro de 2008
Uma festa arretada!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Atrás da revolução!!!
Vem crescendo em proporção
Se alastrando pelo mundo
Feito pebas no sertão
E é justo deles que falo
- Pebas em revolução!
“A revolução dos pebas”
Invade todo recanto
Forma a dança, traz o riso
Mas faz também verter pranto
Toca a música do mundo
Sem esquecer do seu canto.
Salve! Salve! Essa guerrilha
Que a arma é a cantoria
Xote, merengue, balada
Pausa para a poesia
Palmas para o Fim de Feira
Mais um veio de magia.
Serviço
O que? Fim de Feira
Onde? Mercado da Madalena - Box Sertanejo
Quando? sábado - dia 01.11.08
Que hora? a partir do meio-dia
Lançamento do CD "A revolução doa pebas"
VAI TER CANTORIA!!!
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Do livro "As curvas do meu caminho"
JOSÉ FILOMENO DE MENEZESZECA FILÓ – (IRMÃO DO AUTOR)
Poeta repentista, faleceu em 1951 aos 25 anos de idade. Devido a sua existência bastante efêmera, só foi possível recuperar este material, graças à privilegiada memória do poeta, seu amigo e companheiro de andanças – José Nunes Filho ( Zé de Cazuza). O mesmo material foi cedido para F. Coutinho – poeta paraibano, que o fez publicar em sua obra intitulada: “Violas e Repentes”
A morte é devoradora
Que a todos nós amedronta
A vida é quem faz a dívida
A morte é quem paga a conta
A vida é quem bate o prego
A morte é quem vira a ponta.
O dia do julgamento
É o dia do juízo
Os maus terão seu castigo,
E os bons o paraíso
Nesse dia é que se sabe
Quem tem lucro ou prejuízo.
Tem vezes que eu digo ui!
Tem horas que eu digo ai!
Dias que a saúde vem,
Tempos que a saúde vai,
Mas, ou em vida ou na morte
O meu mal ainda sai.
É triste uma despedida
Quando se tem amizade
Eu sou um que me despeço,
Porém, não é por vontade
Em cada aperto de mão
Sinto carinho e saudade.
Ésio Rafael no site Interpoética!


sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Lançamento!!!
O poeta, recitador e boêmio inveterado Valmir Jordão, lança mais um petardo de poesias curtas e claras. Hai Kaindo na Real e outros poemas, traz a verve irônica e crítica deste poeta “marginal”. Valmir faz parte de um time de poetas urbanos que fazem uso da palavra poetizada para escarnecer suas, e de toda cidade, angustias e desconfortos com as mazelas sociais que nos afligem. Sua poesia contestadora, nos impõe o exercício da reflexão e da indignação. Sem meias palavras.Serviço
O que? Lançamento livro “Hai Kaindo na Real” Valmir Jordão.
Quando? Dia 30 de outubro 2008.
Onde? Auditório SINTTEL [próximo a Católica Recife]
Que hora? 19h
NÃO DEIXE DE IR!!!

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Mestres da poesia

Em 1923, Natal conheceu Fabião das Queimadas
Por Rostand Medeiros
Em 13 de dezembro de 1923, o jornalista e advogado Manoel Dantas, com o pseudônimo de “Braz Contente”, publicou no jornal “A Republica”, uma nota intitulada “Coisas da Terra”, onde noticiou que “estava sendo organizada uma grande quermesse, que ocorreria na noite de natal e teria lugar nos jardins do Palácio do Governo. Esta era uma iniciativa de senhoras da sociedade local, que buscavam ajudar o Instituto de Proteção e Assistência a Infância a construir o Hospital das Crianças”.
O edifício estava sendo construído na avenida Deodoro, idéia do médico Manoel Varela Santiago Sobrinho para atender às camadas mais carentes da população. Por esta época, eram altíssimos os índices de mortalidade infantil na capital, devido às precárias condições de higiene e do atendimento à saúde pública. Estes problemas incomodaram uma parte da sociedade local, que se disponibilizou a ajudar.
À frente desta iniciativa se destacou a figura da poetisa Palmyra Wanderley, que em 1923 era uma das mais conceituadas intelectuais da terra, possuía uma cultura elevada, vinha de uma família de intelectuais, sendo assídua colaboradora em jornais e revistas, tanto potiguares como de outros estados.
Junto com a liderança de Palmyra, mais de 50 mulheres se engajaram nesta obra. Não deixa de ser interessante que, em meio a uma cidade onde predominava a família patriarcal e o machismo, se observa esta participação feminina. Foi publicada uma lista com os nomes destas participantes, onde se percebe que a grande maioria destas mulheres faziam parte da elite natalense. Um grupo delas chegou inclusive a sair pela Natal de 25.000 habitantes, para vender as entradas da quermesse, pelo preço módico de 2$000 réis.
Como atração principal, Palmyra decidiu não colocar algum artista declamando poesias clássicas, ou algum instrumentista tocando alguma peça européia, ou ainda artistas vindo de outras capitais. Sua decisão foi por um artista potiguar, já com uma certa idade, um poeta que declamava seus versos junto com uma rabeca, além de tudo negro e ex-escravo. Estamos falando de “Fabião das Queimadas”.
Fabião Hermenegildo Ferreira da Rocha nasceu escravo, em 1850, na Fazenda Queimadas, do coronel José Ferreira da Rocha, no atual município de Lagoa de Velhos (RN). Começou a cantar durante os trabalhos na roça. Tornou-se tocador de rabeca, tendo adquirido seu instrumento aos 15 anos, com o apoio do dono, que permitia e incentivava que ele cantasse nas casas dos mais abastados da região e nas feiras. Conseguiu angariar algum dinheiro que, aos 28 anos, possibilitou comprar a sua alforria. Era analfabeto, mas criava versos, como o "Romance do boi da mão de pau", com 48 estrofes. Suas composições apresentam traços dos romances herdados da idade média.
Leia o testo completo, Clique aqui!
Meu Viver é temperado
De sofrer e de alegria
Sou escravo no roçado
Mas sou rei na cantoria.
Fabião das Queimadas
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Uma festa malassombrada!

Já está se aproximando
E pra não perder a farra
Vá seu ingresso comprando
Custa apenas cinco conto
Pois já está tudo pronto
Que o dia vem chegando.
Adquira o passaporte
Pra está revolução
Lá no Box Sertanejo
Ou na Passa Disco então
Só não deixe de comprar
Ou de fora vai ficar
Dando lambida em sabão.
Serviço
Lançamento do CD “A revolução dos pebas” Fim de Feira
Onde? Teatro da UFPE
Quando? Dia 22 de outubro de 2008
Que horas? 20h
Quanto? R$ 5,00 [cinco reais]
Locais de venda
Box Sertanejo [Mercado da Madalena – 34468596]
Passa Disco [Shopping Sitio da Trindade – 32680888]
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
E a peleja continua!
Do livro "As curvas do meu caminho"
É MELHOR A GENTE NÃO BULIR NISSO NÃO.
“Vivemos num mundo cheio de miséria e ignorância. O dever de cada um de nós é tentar tornar o pequeno canto em que vive em algo um pouco menos miserável e menos atrasado do que antes da sua chegada”.
Aldous Huxley
Em 78, eu e mais dois irmãos meus, tínhamos uma graficazinha na Conde da Boa Vista. Era pequena e não tinha nem guilhotina, mas era uma gráfica e em torno dela, ou dentro dela, um sonho meu: publicar os poetas e cantadores da minha terra.
Procurei Manoel Filó, mostrei o meu interesse. Ele se esquivou: “Depois a gente vê isso”. O tempo passou, e em 83 eu, já na Imprensa Universitária da UFRPE, voltei a procurá-lo e ouvi nova desculpa. passei a olhá-lo atravessado e ele meio desconfiado pro meu lado como se me devesse alguma coisa. Hoje, vinte anos depois, eu um pouco mais maduro, entendi que estava apressando o rio.
Bendita e louvada seja a vontade do poeta Manoel que veio pedir-me um texto.
“Para um livrinho que estamos fazendo” confidenciou-me.
Hoje, aos 30 de setembro de 2003, me acordo cedo na fazenda Boa Vista e saio andando em direção a Prata, de pés, como sempre faço quando estou lá.
A fazenda Boa Vista foi o lugar onde nasceram o meu pai, em 1901, e o poeta Zé de Cazuza, em 1929.
Gosto de olhar aquelas serras azuis ao longe e perceber a curiosidade do povo que passa por mim vendo a minha solidão, como se perguntasse: “Pra onde vai este doido?”, e eu, respondo pra mim mesmo: “Vou dar vazão à minha veia de doidinho de estrada”, coisa que gostaria de ter sido se não fosse hoje apenas um doido comum.
E aí, me lembro de Manoel Filó.
- Vocês sabem o que os doidos de estrada botam dentro daqueles sacos enormes que conduzem nas costas?
Ninguém sabe; só Manoel Filó sabe, pois eles estão na sua poesia.
Depois, ainda na minha caminhada solitária, dou de cara com um anum preto sentado num galho de jurema. Olho pra ele, penso na sua feiúra – um preto velho com cara de preguiçoso e um bico grande que parece pesar mais do que seu corpo todo. Ele também me olha, e nada me diz.
Vou em frente e lá na frente, por curiosidade, me volto para o lugar onde o deixei, ele já não está mais lá, agora vem voando em direção a mim, com seu vôo desengonçado. Só aí é que percebo o grande lance: “Mas ele voa, cara!”.
Sobrevoando a minha triste figura ele me olha pela ultima vez, como se dissesse: “Não faço cocô na tua cabeça porque não quero!”, e vai-se embora...
E o que é que isso tem a ver com Manoel Filó? Pra mim tem tudo. Manoel sabe do bico, da cor e da feiúra do anum. Sabe que ele tem um canto bonito e faz trancinhas na crina dos animais enquanto procura insetos.
Manoel sabe da chuva, do sol, da madrugada e da noite. Para ele, “às vezes, ela é até uma dama triste, vestida de preto”.
Manoel sabe da “pólvora” das formigas.
Manoel sabe tudo.
Eu, depois de publicar um livrinho safado, procuro agora uma palavra bonita para dirigi-la a Manoel Filó. Tenho dificuldade, e descubro o porquê: eu gastei todas que sabia no livrinho que fiz.
Mas, remexendo na memória, consigo lá no fundo uma que parece bem diferente: Holos, holismo (acho que vem do grego). Manoel Filó é também holista. Eu tenho certeza que sim.
Volto, de novo, para outra palavra que me lembro de Chico Pedrosa quando ele fala no velho que achou bonita a palavra “inadimplente”, e passou a usá-la começando no gabinete do gerente do banco que precisou de um empréstimo:
- O senhor fique sabendo que está falando com um véio inadimprente!
Manoel Filó é também “inadimprente”.
Sabem por que?
É que todo o conteúdo do que ele é e faz, certamente não caberá dentro de um livro só não.
Ai eu acho que ele vai continuar sempre nos devendo, vai se tornar “inadimprente” com a gente.
Mas isso é outra história e É MELHOR A GENTE NÃO BULIR NISSO NÃO.
Zelito Nunes, Setembro de 2003.
domingo, 5 de outubro de 2008
Vates e Violas
Movimento dos amigos dos Vates antes do show de lançamento do CD "Quem não viaja, fica!"!, dia 10 de abril de 2008.
sábado, 4 de outubro de 2008
A revolução dos pebas

sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Mestres da poesia

RUÍNAS DE BELMONTE
Em terras dos Inhamuns
- crescido às margens de um rio -
há um casarão, só paredes,
limpo de vozes, vazio.
(Como nas naves dos templos)
- há sepultados barões
por trás da gorda caliça
que lhe recama os oitões.
Ao Leste, anseios de vôo,
a dominar claro monte;
ao Sul, longínquas Campinas
que tornam de água o horizonte.
Banha o vale o Jaguaribe
a correr chuvas de inverno,
mas se o sol lhe come as águas
seu leito se torna inferno.
de areias limpas e quentes
como são sempre as areias
dos ribeirões do Ceará
se a seca lhes bebe as cheias.
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Mais uma peleja virtual no Interpoética!

Minha contribuição;
Quem desvenda as veredas da poesia
E a poetas imberbes abre espaço
Sem temer falatório ou embaraço
Sabe o peso que tem a sua cria
É Leal no caminho que inicia
Dando margem e voz à criação
De quem cedo, já diz com o coração
Tudo quanto o sentido vai criando
Quero César Leal me abençoando
Pra tornar imortal minha geração.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Louro, Ésio e Interpoética!!!
Mestres da poesia

Dúvida
Nasci, para que vim, é que não sei
Enfim, também não sei para que vim
Se vim para voltar, porque fiquei?
Neste intervalo de incerteza assim.
Não foi do pó fecundado que brotei
Não sei quem tal missão, impôs a mim
O acaso não foi, já estudei
Desta incumbência eu desconheço o fim.
Sou a metamorfose das moneras
Desagregadas através das eras
Reunidas hoje nesta luta infinda.
Sou a passagem irreal da forma
Submetido aos desígnios da norma
Do meu principio eu não sei nada ainda.
Bio de Crisanto
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Meu voto pra vereadora!
sábado, 27 de setembro de 2008
Do livro "As curvas do meu caminho"
Que quando perde alguem, chora
Também tem alguem que age
Quando um amor vai embora
Na mesma simplicidade
Que um pingo d'agua se tora.
Manoel Filó












