Jorge Renato de Menezes, poeta conhecido artisticamente por Jorge Filó, nasceu em Recife em 1969. Viveu a infância entre as cidades de Recife, Tuparetama, São José do Egito e Arcoverde. Nesta última, viveu da adolescência à fase adulta, exercitando a produção cultural, quando se mudou para o Recife em 1998, onde reside até hoje.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Cancão, por Ésio Rafael (poeta e pesquisador)
FOI ASSIM QUE DEUS FEZ CANCÃO
Façamos do homem a nossa imagem
De mão estendida pra face da terra
Na aurora da vida o ato se encerra
Assim disse Deus o Senhor da coragem
Na mão a poeira de fina linhagem
Com sangue e bile jogados no rio
Um mote perfeito pra um desafio
Um sonho profundo de imaginação
Assim foi criado o gênio Cancão
A chama da serra coberta de cio.
O poeta João Batista de Siqueira não antecedeu aos primeiros períodos das
estiagens e nem da seca periódica, porque esses fenômenos distam, desde os
tempos imemoriais, quando o assunto é o sertão do Pajeú. Ao nascer no ano de
1912, ele já teria pegado o bonde andando. Cancão, como de resto, os habitantes
que o antecederam no município de São José do Egito, foi criado em duplo
convívio entre a seca periódica e as estações invernosas da região, submetidos
às condições climáticas da geografia cultural dos sertanejos sob custódia da
Serra do Teixeira, considerada – A mãe do Pajeú.
Diz-se que, Pajéy, vocábulo indígena, quer dizer: o rio feiticeiro, batizado
pelo povo da região com predominância indígena da nação cariri, proprietária da
terra e consequentemente, do rio. O pequeno pedaço de terra localizada na
extremidade ao norte do Estado de Pernambuco, adentrando ao Estado da Paraíba,
para cumprir a missão de dividir as águas dos dois territórios. Não se dava
conta de que num futuro próximo estaria dando abrigo a uma constelação de
poetas que daria nome ao pequeno município de São José do Egito.
O caminho das águas originárias da serra, a partir de uma considerável
distância, clareava o ambiente através de uma neblina de tonalidade azul,
parecendo emitir a primeira fumaça de textura poética, inspiradora das
possíveis moradas dos futuros deuses da poesia. Pois, aquele minúsculo pedaço
de terra do sertão dos alastrados, das macambiras, das coroas de frade, da
vegetação rasteira, do chão de cor cinza, juntos, esperavam a passagem das
águas barrentas para que naturalmente fossem se misturando as tintas da natureza.
No inverno, os riachos se embalavam serra abaixo ensaiando a sinfonia das águas
que passavam por entre as baraúnas, as carnaubeiras e no declive da serrania,
onde os moradores dos sítios: Balanço, Tombados, e Balança (nomes postos por
eles) contemplavam o líquido sagrado, ofertado pela “natureza selvagem”, que
embelezam e dão vidas aos “campos vagos”, e as “faces lisas do lago”. Daí, os
primeiros personagens da escola Cancaniana, retirados da academia campal, da
faculdade do mato verde.
Assim como o escritor Máximo Górk escreveu: - As minhas
Universidades, hoje, um clássico da literatura Russa, texto retirado da vida,
do dia-a-dia, dos porões do navio em que ele viajava e os lavava para
sobreviver, eis aí, o nosso gênio Cancão saindo da alcova para o mundo.
Foi exatamente dentro desse, às vezes terrível quadro, e por vezes exuberante,
que Cancão cursou as suas universidades. Ele, uma criança incomum que nasceu no
Sítio Queimadas, menor ainda pedaço de terra do município de São José do Egito.
Com seus traços indígenas, no olhar, na face, nos olhos, no cabelo. E ainda por
cima, a expressão de uma alma angustiada, chorosa, mas distinta
permanentemente.
O poeta Cancão ao escrever - Sonho de um Sabiá, deixou para a humanidade a
dupla função de um homem pássaro, pronta para estudo psicanalítico assim como
fizera Freud, com – Édipo ou com Lilith a mulher bíblica de Adão dentre tantos
outros personagens das lendas universais, ou da própria vida que é uma
fantasia.
Amar, sofrer, criar. Eis as companhias eternas do – Pássaro
Poeta, que em exercício de voo, cruzou fronteiras e foi se albergar na
mitologia grega, para saudar uma dívida feita por ele mesmo, alinhada a sua
fonte de inspiração:
És das regiões polares
A mais delicada planta
Vives igual uma santa
Entre as toalhas lunares
Os gênios dos longos mares
Dão-te atração soberana
És a mais gentil liana
Em forma de criatura
Nasceste da ninfa pura
Da maresia indiana.
Cancão, um fenômeno poético minado do solo do Pajeú pernambucano, lugar onde o
sol treme e não se desculpa por sua inclemência.
Na terra é difícil um ninho
Mas no céu tem de Cancão.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Violeiros em DVD acústico...
Próximo dia 13 de Julho, a partir
das 20h, em Carnaíba-PE, Sertão do Pajeú, no Teatro José Carlos Fernandes de
Andrade, teremos um grande encontro de violeiros, com suas violas e repentes,
onde será gravado um DVD/Acústico, com os repentistas; João Paraibano, Diomedes
Mariano, Valdir Teles e Edezel Pereira...
ENTRADA FRANCA [tiragem dos
convites (limitados) na bilheteria do teatro uma hora antes da apresentação].
Apoi FUNCULTURA/Gov. de Pernambuco.
Org. João Eudes...
sexta-feira, 28 de junho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
Estou contigo Ton!
Este texto é parte do desabafo do poeta e cantor [Por excelência] Antônio José, o cantador Tonfil, que é Neto do Mestre Louro do Pajeú, sobrinho de Bia Marinho e fez parte do mais recente Forroboxote do poeta Xico Bizerra...
A divulgação e compartilhamento deste, dará visibilidade a mais este desmando de "políticos" e "artistas" desprovidos de caráter e sensibilidade.
PESSOAS FUI ESPANCADO!!!
POR SEGURANÇAS DA BANDA CALLYPSO E DA PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO EGITO, MINHA AMADÍSSIMA CIDADE!!
O protesto iniciou de uma forma pacífica e tínhamos conseguido manter uma comunicação crítica mas amistosa com Joelma e o resto da banda, todos liam os cartazes, riam,faziam caras e bocas, e JOELMA MACABRA E COVARDEMENTE ME CONVIDOU PRA FALAR NO CAMARIM. EU PORTAVA UM CARTAZ COM " CALLY ISSO PREFEITO" e "FORA HOMOFÓBICA!". DADO UM TEMPO UM RAPAZ DA PRODUÇÃO FOI NO MEIO DA MULTIDÃO E DISSE QUE ERA CHEGADA A HORA DA COONVERSA. FUI ALERTADO POR ALGUMAS AMIGAS DE QUE EU NÃO FOSSE QUE SERIA UMA ROUBADA! Quem alerta, amigo é.
NO CAMINHO DO PALCO PRA O CAMARIM, O TAL RAPAZ DA PRODUCÃO IA ME FAZENDO UMAS PERGUNTAS : - E esse cartaz?! Quem é feliciano?! CERTAMENTE PRA SABER SE EU SABIA PELO QUE EU PROTESTAVA, JULGANDO-ME UM DISINFORMADO POR SER DAQUI DE SÃO JOSÉ...RSRS CHEGANDO NO CAMARIM AINDA SEM VER A CANTORA, PERGUNTEI SE EU PODERIA FILMAR A CONVERSA Q EU TERIA COM ELA. DE PRONTIDÃO ELE DISSE : - não! e desligue e me entregue o celular! EU DISSE ENTÃO QUE N ME INTERESSAVA MAIS FALAR COM ELA.
SENDO OLHADO PELO PREFEITO ROMERIO GUIMARÃE$, O SECRETÁRIO ERASMO $IQUEIRA( esses dois primeiros, bem colegas e bem hipócritas no palco da homofóbica callipso) E O RE$TO DA CORTE BABA OVO QUE EU NUM SEI NEM O NOME. PEDI DE VOLTA MINHA PLACA "CALLY ISSO PREFEITO" ELES N ME DERAM E EU A PUXEI! NESSE MOMENTO O PRÓPRIO PREFEITO SEGUROU MEU BRAÇO PRA QUE OS SEGURANÇAS DA BANDA E DA PREFEITURA PEGASSEM A PLACA DE VOLTA, DEPOIS REVOLTADO COM A SITUAÇÃO SEGUREI NO BRAÇO DO SACANA DA PRODUÇÃO Q ME BOTOU NESSA EMBOSCADA E FUI TIRADO DE LÁ COMO BICHO NENHUM DEVE SER!
OS CARAS DA PREFEITURA ME AGEREDIAM JUNTO COM OS DA BANDA, SOB O OLHAR DO PREFEITO (QUE EU VOTEI E Q ATÉ ENTÃO ERA ALGUÉM QUE EU ACREDITAVA!) E SUA TRISTE COMITIVA! AGORA SEI Q SEREI EM MINHA CIDADE PARA ESSAS PESSOAS, DURANTE ESSE MANDATO, UMA PERSONA NON GRATA (ó que bom não ter mais q atura-los!!!rsrs). EU SEMPRE SOUBE QUE IA DÁ MERDA! MAS FOI BOM Q EU ACHO Q A BANDA MAIS NUNCA VEM AQUI! Que massa! E NÓS CONSEGUIMOS A ATENÇÄO DA BANDA (ATÉ DEMAIS) rsrsrsrs!
PARABÉNS PREFEITO POR TANTA HIPOCRISIA, MENTIRA E DESRESPEITO COM SEU ELEITOR! E DISPENSE MEU IRMÃO DE SUA EQUIPE Q ELE É MUITO BOM E HONESTO PRA TÁ NO MEIO DESSA QUADRILHA! Durmam com essa, acordem com essa sensação de vergonha do q podia ter sido PRE FEITO, PRE DITO E EVITADO! Té outro dia!
Antônio José - Tonfil
Mestre das Artes da Paraíba...
José Nunes Filho, conhecido como Zé de Cazuza, nasceu no
sítio Boa Vista, na cidade de Monteiro (PB), em 13/12/1929. Começou a freqüentar
as cantorias aos cinco anos. Aos seis, já guardava versos na cabeça.Quando se
mudou para a zona rural de Prata, onde vive até hoje trabalhando também com
agricultura e criação de gado, foi vizinho de Zé Marcolino, mestre cantado por
Luiz Gonzaga.
Em sua casa costumavam ir Lourival Batista e Pinto do
Monteiro, dois dos maiores do seu tempo. “Foi ouvindo estes dois que eu comecei
a decorar versos. Já fui mais decorador, quando não havia gravador. Agora todo
mundo está gravando cantoria. Mas só decoro versos de cantador que merece. Tem
muitos deles que têm queixa de mim porque acham que eu não dou valor a eles.
Se as pessoas me perguntarem se eles são bons, digo que são
boas pessoas, já os versos que fazem... Tem cantador aí que cantou 30 anos em
rádio e ninguém lembra um verso dele, se perdeu tudo”, comenta o “Gravador Humano”,
seu apelido.
Zé, será homenageado no próximo Balaio Cultural, na cidade
pajeuzeira de Tuparetama, em 06 de Julho, um sábado, a partir da 20h, no salão
de eventos da Academia das Cidades, com as presenças de vários artistas e
amigos... Simbora pra Tuparetama todo mundo!!!
O vídeo abaixo foi gravado no alpendre do sítio São
Francisco, morada do mestre desde a menor infância até os dias de hoje, na
Prata-PB.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
O gênio Enoc Ferreira!
Paraibano da cidade de São José dos Cordeiros, na região do Cariri, este poeta é de uma genialidade incrível. Mestre no oficio da carpintaria, é um exímio artesão de porteiras e carros de bois, além de fabricar versos desta magnitude...
A cancela se desgasta
Arreia a parte da frente
Abrindo diariamente
Toda cancela se gasta
Devido a terra que arrasta
Não encosta no mourão
Se não botarem um cambão
Termina o gado saindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão
Cancela é só uma grade
Na posição vertical
Gira na horizontal
De um círculo faz a metade
E a força da gravidade
Não diminui a pressão
Até que as cunhas da mão
Vão afrouxando e caindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão
Fica ruim de abrir
Muito pior de fechar
Que é preciso levantar
Vendo a hora ela cair
Uma trave escapulir
Arriscado um machucão
Somente por precisão
Ela ainda está servindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão
Pra quem precisa passar
Pra entrar ou pra sair
Tem que puxar para abrir
Tem que empurrar pra fechar
Cada volta que ela dá
Vai de terra uma porção
Uns lhe fecham e outros não
Ainda o dono pedindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão
Quando começa a afrouxar
Cada trave em cada mecha
Se fecha, fica uma brecha
Que dá pra o bicho passar
Para abrir é devagar
Diminui a rotação
Só fecha no empurrão
Pesada mole e rangindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão.
Glosa: Enoc Ferreira
Mote: Raymundo Asfora
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Um registro inestimável...
Em São José do Egito
A loucura vem sadia
Seus repentistas são loucos
Revestidos de poesia
Seus loucos são repentistas
Biu era um desses artistas
Decifrador de magia.
Ao poeta das respostas incontestáveis e plenas de sabedoria
Biu Doido. De São José do Egito, do Sertão do Pajeú!
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Singelo, porém verdadeiro!
Um balaio de cultura
Com a mais bela mensagem
Cultuando a poesia
Com sua rica roupagem
Por meu pai Manoel Filó
Agradeço a homenagem.
Uma festa onde a imagem
Da mais viva poesia
Se veste em cada semblante
E a todos contagia
Mais uma vez obrigado
Por esta grande honraria.
Foi grande a nossa alegria
Com amigos lado a lado
A família reunida
Festejando o seu legado
Por meu pai, aos balaieiros
Mais uma vez obrigado.
Serei breve em meu recado
Pois a emoção me acusa
E pra descrever a festa
Foi de grandeza profusa
Vou no Balaio vindouro
Abraçar Zé de Cazuza!
A todos que fazem o Balaio Cultural de Tuparetama, meu
fraterno abraço e muito obrigado pela bela festa que nos proporcionaram no
último dia 1º de Junho na homenagem que fizeram ao Mestre Manoel Filó.
Agradeço em nome de toda família pelo empenho de todos:
Organizadores, declamadores, cantadores e amigos que participaram e comemoraram
junto com a gente. Feliz demais! Até o próximo Balaio Cultural e contem sempre
comigo!
terça-feira, 4 de junho de 2013
Vai ser assim!
Cantoria de viola
Nesta próxima sábado, dia 08
de Junho, o Bar do Paulo, em San Martin, ao lado da CHESF em Recife, será palco
de um grande Pé de Parede, com uma das mais consagradas duplas de cantadores de
todas as gerações, os poetas repentistas Geraldo Amâncio Moacir Laurentino,
mestres do improviso com vários trabalhos gravados e de reconhecimento
nacional.
Geraldo aproveita para relançar
seu aclamado livro "De repente cantoria", uma coletânea de versos dos
maiores repentistas de todos os tempos, feito em parceria com o jornalista
Vanderley Pereira, lançado inicialmente há dez anos e agora com uma segunda
edição revista e ampliada, Além de CDs, DVDs e vasto material relacionado aos
cantadores, também da lavra do mestre Moacir
Faço aqui um chamamento a rodos
para que participem, divulguem, espalhem e convidem a todos que apreciam esta
bela arte de fazer poesia de repente. Vamos fazer desta cantoria um marco e a
partir dai, promover outros grandes encontros de mestres desta geração de
repentistas. Recife tem público, espaço e apologistas, para realizar belos
encontros desta natureza.
Serviço:
O que? Cantoria de Viola |
Geraldo Amâncio e Moacir Laurentino.
Onde? Bar do Paulo | Rua Vsc. de
Parnaiba, 30, San Martin, Recife-PE.
[Ao lado da CHESF], Inf.
81-3228.6792 ou 81-9133.2929.
Quando? Dia 08 de Junho de 2013.
Que hora? A partir das 20h.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Uma imagem, uma homenagem...
Sábado, primeiro de Junho
Recebe justa homenagem
Manoel Filomeno de Menezes
Grande poeta do Pajeú
Dono de versos que até hoje
São recitados e cantados por seus admiradores
Nos bares, palcos, bodegas, calçadas, terraços...
Onde houver um poeta de respeito
Ele sempre será lembrado!
Nunca vi suas apresentações
Nunca escutei (de sua boca) qualquer de seus versos
Nunca o vi criar um mote
O que eu conheço dele?
A poesia da vida
Os mimos que recebia quando criança
Os sacos de pipocas
Picolé, confeito...
O amor incondicional por duas cores (rubro e negro)
Esse eu herdei no limite (também por meu pai)!
Lembro das viagens, estórias
Sobre "ver Salles", "maca cheira, né mãe?!"
Só não podia comer no carro!
Lembro de quando apareci com brinco
Me entregaram antes que eu mostrasse
Intenção maliciosa
Certeza de uma bronca
Mas, ao ver, sua resposta:
- Ah, aí é onde homem coloca mesmo!
Pura poesia, puro improviso!
Isso era o que eu conhecia dele
Esse foi o homem com quem eu convivi!
Que aprendi a admirar, respeitar
E que queria que ainda estivesse aqui
Me dando conselhos
Improvisando com a vida
Criando apelidos para os netos
Conhecendo suas bisnetas(duas até agora)...
Eu posso não ter conhecido "Manoel Filó"
Mas amei muito, vovô Manoel.
Marcelo Menezes
Neto do Poeta.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Simbora pra o Pajeú...
O Balaio Cultural é um evento que acontece sempre no
primeiro sábado de cada mês e serve como alavanca para promoção e difusão da autêntica
cultura do povo sertanejo, mais precisamente, do sertão do Pajeú. O repentista,
o declamador, o cantador, o forrozeiro... todas as nossas manifestações se vêem
privilegiadas nestes encontros de pura poesia.
Nesta próxima edição, dia 1º de Junho, os organizadores do
Balaio acertaram de homenagear o poeta Manoel Filó, um filho de Tuparetama,
embora por adoção já que o mestre nasceu no município de Afogados da Ingazeira,
cidade vizinha, também no Pajeú, o que honra a todos nós, familiares e amigos
do poeta.
A família estará representada por muitos dos seus: esposa, filhos,
netos, irmãos, sobrinhos e a grande nação de amigos que ele nos deixou como
legado de sua altivez. Será um encontro de comemoração à poesia, de exaltação ao
poema e a todos os grandes mestres desta arte... Todos serão bem vindos!
Passos na poesia...
POETA SUBLIME, SUTIS SENTIMENTOS,
QUE VIVE A SAUDADE DOS TEMPOS DE OUTRORA
NO LIVRO DA VIDA, FELIZ, REMEMORA
SEUS CANTOS, SEUS DIAS, SEUS BELOS MOMENTOS
NÃO TEME OS FANTASMAS DOS NEGROS TORMENTOS
QUE AS LUZES DAS RIMAS IRÃO REBRILHAR
É FILHA DA ARTE QUE FAZ ENCANTAR
É CÁRMEN-POEMA E É BEATRIZ,
QUE FAZ COM SEUS VERSOS A GENTE FELIZ
NOS PASSOS GIGANTES DO SEU VERSEJAR .
QUE VIVE A SAUDADE DOS TEMPOS DE OUTRORA
NO LIVRO DA VIDA, FELIZ, REMEMORA
SEUS CANTOS, SEUS DIAS, SEUS BELOS MOMENTOS
NÃO TEME OS FANTASMAS DOS NEGROS TORMENTOS
QUE AS LUZES DAS RIMAS IRÃO REBRILHAR
É FILHA DA ARTE QUE FAZ ENCANTAR
É CÁRMEN-POEMA E É BEATRIZ,
QUE FAZ COM SEUS VERSOS A GENTE FELIZ
NOS PASSOS GIGANTES DO SEU VERSEJAR .
terça-feira, 7 de maio de 2013
Lançamento coletivo...
Esta quinta-feira próxima, dia 09 de maio, será de grandes
lançamentos na Passa Disco, ponto de encontro, valorização e divulgação da
nossa mais genuína musicalidade, além de expor tudo que há de melhor na música
do Brasil e do mundo. É claro que com um apurado esmero na escolha do seu
catálogo.
E é assim, com esse cuidado com a nossa arte, que neste dia
teremos o lançamento coletivo de grandes nomes da nossa rica cultura. Teremos o
mais novo CD "Sou Brasil" de Thais Nogueira, jovem promessa que vem
se consolidando entre tantas feras já consagradas do nosso forró.
Daí o CD dos poetas Leninho de Bodocó e José Maria Marques,
com seu "O Violeiro e o Poeta" trabalho que une a poesia de Zé Maria
com as canções de Leninho. A cantadeira veterana e de voz açucarada Sevy
Nascimento, chega com seu novo rebento e confeita mais ainda esta noitada, que
ainda trás o poeta e compositor Jurandy da Feira, com seu CD em homenagem a Seu
Lua, que chegou a gravar algumas de suas composições.
Pra fechar com um arremate poético, teremos o Mestre José
Costa Leite, um dos mais respeitados e renomados cordelista e xilogravurista,
em todo Brasil, e no oco do mundo também, lançando seu livro autobiográfico em
cordel ilustrado. O livro tem a Editora Coqueiro a frente de sua edição e conta
um pouco da trajetória deste grande poeta de cordel. É um mundo de arte e de artistas
pra se ver de perto.
Nesta quinta, todo mundo lá!!!
sábado, 4 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Já com saudades...
Trindade encerra a Jornada
Trindade amanhece o dia
Com o Baú Encantado
Encantando todo mundo
Num espetáculo animado
Logo a tarde se declina
Sarapopéia é Petrolina
Com um teatro afinado.
A noite encerra a Jornada
Com rodada de poesia
São vários declamadores
Para enaltecer o dia
Que a Jornada se despede
Mas sabendo o quanto mede
O que essa empreitada cria.
Baladeira declamou
Com Miró e Laecio Lima
Ícaro Holanda mostrou
Que há poesia sem rima
Chico Pedrosa decanta
Luna brilha, Bela encanta
E a platéia se anima.
Encerra Flávio Leandro
Com forró de qualidade
A Jornada Literária
Parte deixando saudade
E fazer parte da equipe
Da Chapada do Araripe
Me fez feliz de verdade.
Valeu José Manoel
Um xêro Cida Pedrosa
Sennor Ramos obrigado
Carminha és a poderosa
A todos muito obrigado
Volto vivo e vigorado
Desta comunhão honrosa.
Valeu a todos!
Grande Cantoria
Segunda edição do livro "De Repente Cantoria", de Geraldo Amâncio e Vanderley Pereira, será relançada na ocasião..
Publicado originalmente em 1994, o livro "De Repente Cantoria - Uma coletânea de versos e repentes dos maiores cantadores do Brasil", assinado pelo cantador Geraldo Amâncio e o jornalista Vanderley Pereira, automaticamente virou leitura obrigatória aos interessados no assunto. São 480 páginas preenchidas com o resultado de mais de 10 anos de pesquisa sobre a história do gênero no País e recolhendo informações e obras de seus principais representantes.
Editado pela primeira vez pela LCR, o livro estava fora de catálogo há alguns anos. A reedição sai pela editora Premius. O conteúdo coletado na pesquisa foi processado e dividido na obra em 17 capítulos temáticos, que, através das características afins entre os diversos autores, resgatam a trajetória e produção dos artistas populares.
Fazem parte da coletânea cantadores do século XIX, de localidades como a Serra do Teixeira, na Paraíba, considerados os precursores da cantoria no País, até nomes de destaque do século XX como Cego Aderaldo.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Belo, belo, belo...
Uma Jornada enriquecedora
Nas trilhas da Chapada do
Araripe, região que abrange os estados de Pernambuco, Piauí e Ceará, numa geografia
incrivelmente singular e bela, estive por dez dias acompanhado
e acompanhando escritores, poetas, prosadores, contadores de histórias e de
causos... por seis cidades da região, em solo pernambucano.
Era a II Jornada Literária
Chapada do Araripe, uma realização do SESC-PE, com a primorosa execução de José
Manoel Sobrinho, diretor de cultura do SESC Pernambuco, com curadoria da poeta
e escritora Cida Pedrosa e do pesquisador Sennor Ramos, ficando a logística a
cargo de Carminha Lins. Competências a toda prova.
Esta segunda edição da Jornada do
Araripe foi dedicada ao poeta, escritor, livreiro, pesquisador e mais uma ruma
de coisas ligadas às artes da escrita, Pedro Américo de Farias. Cidadão de
Ouricuri, uma das cidades agraciadas por onde passou o cortejo de escritores
convidados. Tudo muito bem arrumado.
O rosário começou a ser desfiado
por Bodocó, terra natal de Cida Pedrosa, Lourival Holanda, José Maria Marques e
Cícero Belmar. Todos presentes à Jornada, num retorno às origens, agora como
escritores renomados, retribuindo com conhecimento e sabedoria, o que colheram
em suas infâncias neste pedaço de chão sertanejo.
Seguimos depois para Granito e
Exu, passando ainda por Timorante, distrito que pertence a Exu, onde tivemos
grande recepção. Aportamos em seguida em Ouricuri, terra do homenageado de todo
o evento, Pedro Américo de Farias, que se revelou um grande declamador e
des-aboiador, como ele mesmo se coloca, nos presenteando com uma ladainha de
seus poemas.
Daí, a Jornada toma o rumo de
Araripina, cidade pólo da região, que se transformou, assim como todas as
localidades pelas quais passamos, num imenso tabuleiro de encontros de
escritores, recitais, conversas, oficinas, apresentações musicais, teatrais...
Tudo muito bem orquestrado pelos organizadores deste maravilhoso evento.
Citar nomes incorrerá, sem dúvida
alguma, em cometer injustiças, pela grande quantidade de escritores que por lá
estiveram. Mas é imprescindível registrar a presença marcante dos escritores
Raimundo Carrero, Marcelino Freire, Ronaldo Correia de Brito, Sidney Rocha,
Xico Sá, Samarone Lima, Alexandre Furtado, Luce Pereira, Raimundo de Morais,
José Mauro de Alencar... além dos Bodocoenses já citados, e muitos outros.
Na Jornada houve de tudo um
muito. Teatro, música, oficinas [HQ, cordel, escrita, leitura...], encontro de
escritores nas escolas, leitura de textos, recitais, roda de glosas, ladainhas
poéticas... Uma verdadeira revolução literária que envolvia a todos, da criança
ao idoso, estudantes, professores, trabalhadores rurais, e a gente simples e
carente de cultura e arte, comum a todas as regiões mais distantes dos grandes
centros urbanos.
Fazer parte de tudo isso é
transformador, é algo que enriquece e abre novos horizontes para convivência com
o outro, com as coisas mais simples e cotidianas. Meu muito obrigado a todos,
José Manoel, Cida Pedrosa, Sennor Ramos, Carminha Lins... Pela oportunidade de
ter feito parte de algo tão grandioso e belo.
A Chapada do Araripe agora mora
em mim.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Cidade e distrito na literatura...
Segue a Jornada em Araripina
Nascente e Araripina
O distrito e a cidade
Festejam os dois a riqueza
Também a diversidade
Da arte em literatura
Valorizando a cultura
Da nossa comunidade.
No distrito de Nascente
teve encontro de escritores
Conversando nas escolas
Com alunos e professores
Teve o Baú encantado
Baladeira e seu legado
As Severinas, primores.
SESC Ler Araripina
Grande movimentação
Onde várias oficinas
Com grande aceitação
A parte recreativa
Que manterá sempre viva
Arte em comunicação.
Escritores nas escolas
Espalham em Araripina
Por várias localidades
Esta criação que ensina
Escrever é uma arte
Onde a leitura faz parte
Da Jornada esta é a sina,
A noite uma conversa
De Alexandre Furtado
Com´a mestra Luce Pereira
Num papo muito animado
Que falou sobre escrever
Publicar e também ler
Para um público lotado.
Geraldo Maia fechou
A noite em meio a canções
Do mestre Chico Buarque
Arrematando emoções
E a Jornada assim termina
Na cidade Araripina
Deixando grandes lições.
sábado, 27 de abril de 2013
SESC Ler e Faculdade de Araripina recebem a Jornada
O SESC une e promove
Artes das diversidades
A Jornada Literária
Viajou por seis cidades
Com mais de cem escritores
Trouxe e descobriu valores
Em várias atividades.
Em vinte e cinco de abril
Nos abriu Araripina
Onde fiz meu rapapé
Num papo que se destina
A falar de repentistas
Os mais altivos artistas
Desta nação nordestina.
A poesia popular
Teve oficina ilustrada
Edison Roberto foi
Da origem da toada
A cantoria de prima
Ensinou métrica, rima
E oração, pra garotada.
A noite na faculdade
Recebemos um presente
Mestre Raimundo Carrero
Um escritor competente
Teve um papo mediado
Thiago Corrêa a seu lado
Pra quem lá se fez presente.
Logo depois teve o Alto
Das Sete Luas de Barro
Com o Mestre Vitalino
Na condução deste carro
Teve a história reviva
Na arte figurativa
E assim este dia eu narro.E a Jornada não para...
2º dia em Ouricuri.
Vinte e quatro de abril
Ouricuri se renova
Oficinas e conversas
Com o povo dando prova
Não existe faixa etária
Numa festa literária
Toda região aprova.
Na praça um Pé de Livro
Para adultos e crianças
Com o olhar na leitura
Renovam-se as esperanças
E o SESC prioriza
Arte no que realiza
Educação nas andanças.
A noite outra apoteose
Com os poetas glosadores
Demonstrando o improviso
Relíquia dos cantadores
Numa roda improvisada
Pra uma platéia lotada
Muitos admiradores.
Um verso improvisado
Encanta qualquer pessoa
Pelo valor do improviso
Esta arte pouco soa
Mas a Jornada aparece
E nossa mesa agradece
Por esta ação tão boa.
O público muito atento
A cada glosa que ouvia
Logo se manifestava
Ficava em pé, aplaudia
E mal a roda terminava
O São Saruê entrava
Com muito mais poesia.
Com Clécio, Luna e Kerlle
Viola, voz e pandeiro
Onde o novo perpetua
A raiz do seu terreiro
É o verso eternizado
No canto desembestado
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Caindo nos braços de Ouricuri...
Aporta em Ouricuri
A Jornada Literária
Da Chapada do Araripe
Uma região solidária
Trazendo a literatura
Para abraçar a cultura
Dos que vivem nesta área.
Com encontros de escritores
Oficinas, recitais
Vendo a participação
Cada vez aumentar mais
O povo participando
Aprendendo e ensinando
Pois somos todos iguais.
Foi no Carlota Peixoto
O teatro da cidade
Onde a grande apoteose
Aconteceu de verdade
E na primeira noitada
Teve poesia cantada
Com força e liberdade.
As Benditas, que encanto
Na voz, na declamação
Susana Morais é força
Mariane Bígio, ação
Pedro Américo de Farias
Teve suas poesias
Cantadas em louvação.
Ouvimos a ladainha
De dois grandes escritores
Marcelino Freire e Pedro
Desdobraram seus valores
Deram voz aos personagens
Desfizeram engrenagens
Tornaram-se dois atores.
Pedro o homenageado
Marcelino Freire o mito
Pedro deu o seu recado
Marcelino deu seu grito
E fizeram desta hora
Da Jornada até agora
O momento mais bonito.
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