segunda-feira, 31 de outubro de 2011

É bom demais!


Atingimos a marca dos setenta mil acessos. Para muitos, muito pouco, para mim um grande feito, é claro, com a grande ajuda dos amigos poetas e admiradores da poesia, que visitam e divulgam nosso sítio.

Agradeço a todos, muito mesmo, pela contribuição valorosa que dão ao nosso espaço cultural, que divulga e promove as nossas manifestações e diversidades do fazer e pensar a cultura nossa de cada dia.

Valeu a todos e vamos simbora...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Um pedaço do sertão!



Um plano infalível para os sábados. Mais ou menos ao meio-dia você se dirige ao Mercado da Madalena, na área interna do lado oposto a feira dos bichos, você encontra esse oásis da cultura sertaneja com seus representantes e produtos variados, nesta capital pernambucana.

Uma caixa de som ligada, microfone no pedestal e o violão e as cantigas de Eduardo Abrantes e seus convidados. O microfone é aberto a todos para declamar, cantar, dar um recado... Sempre se fazem lançamentos de livros, CDs, DVDs, cordéis...

Os encontros acontecem sempre aos sábados, mas de terça a domingo das 10h as 17h, o box ta lá com seus produtos vindos diretamente do chão sertanejo. Tem de tudo e mais algumas coisas. Uma boa variedade de cachaças de Minas, Paraíba, Pernambuco... farinha de milho, doces, livros, CDs, queijo, pimenta, manteiga de garrafa...

É um verdadeiro armazém de secos e molhados.

Ta dada a dica! Apareçam por lá!!!

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Uma Balada arretada...

Esse é de longe o maior evento literário do Brasil hoje em dia. Tanto pela diversidade de temas e abordagens, das mais variadas formas de literatura, quanto pela distinção de seus convidados e ambientações onde ocorrem suas oficinas, recitais, debates, mostras...

Marcelino Freire, que é inventor e curador da balada, além de prestigio no meio literário, reunindo um time mais que de primeira linha, e força midiática pra alavancar patrocínios e divulgação, tem um fôlego de mil ventas arretado, pois participa como organizador, escritor, debatedor, mediador e ainda por cima, e o melhor de tudo, badalador das noitadas.

Vejam a programação completa clicando na imagem abaixo!


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Oitão sombreado!




Essa é a Mercearia Nabuco, mais conhecida como a Budega de Seu Artur. Fica na Rua da Harmonia, em Casa Amarela, próximo ao Parque Sitio da Trindade. O lugar é arretado. O povo que freqüenta, a maioria coroas das antigas na casa, é uma estória a parte. As acomodações são típicas de uma mercearia. Bebe-se no balcão, ou nas poucas mesas na calçada. O petisco principal, pelo menos para mim, é o pastelzinho [carne ou bacalhau], mas também têm frios [queijos, mortadelas, conservas...], cachorro quente de charque e aqui acolá sarapatel, miúdo... Quem atende é o próprio dono, Sr Artur, e seu filho Artuzinho. Vale uma visita. Funciona até as 20h, de segunda a sábado.

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Ainda para o Dia do Poeta!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Para o Dia do Poeta...




Claros desígnios

Os vícios tragam-me depressa
À parte a rebeldia que me torna em jovem

Claros são os meus desígnios
É-me incontida a busca dos momentos
Ao passo que me são estranhas
As vocações que emergem desses tempos

Diuturnos rituais à impotência
As existências curvam-se às idades
E se acrescenta à ancestral obediência
A iminência de também ser ancestral

A tal sorte a mim me cabe lamentar o
[Pouco-a-pouco

A morte tarda dos longevos
Sorrir da vida e a que ela se presta
Tão mais intenso quanto perto o fim

Os vícios tragam-me depressa
À parte a rebeldia que me torna em jovem

Erickson Luna

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Um recado do poeta Aderaldo Luciano!



Olha lá, meus amigos:
Amanhã viajo para a Bélgica para fazer conferência no sábado, dia 22, sobre cordel, dentro da programação do Europalia - international arts festival, Ano do Brasil na Bélgica.
Lançarei meu novo livro para a Europa em formato digital apenas e a programação de lançamentos para o Brasil, no formato tradicional em papel, já está sendo construída.
Apontamentos Para A História Do Cordel Brasileiro foi editado por Flávio Martins para a Conhecimento Editora e em novembro divulgaremos a agenda.


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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Um texto de Bráulio Tavares!


Os Indispensáveis


Depois que conhecemos Toulouse Lautrec ou Mozart e os transformamos em referência obrigatória, pensamos que não saberíamos viver num mundo sem eles. Mas saberíamos, sim. Um artista só é indispensável depois que é conhecido. Se nunca ouvirmos falar nele (ou mesmo se ouvimos falar, mas de sua obra não escutamos um pio), nossa vida corre mansa do mesmo jeito, sem um catabí a mais ou a menos. Eu, por exemplo, vivo num mundo onde não existiram os poetas Anacreonte e Alexander Pushkin, os romancistas William Faulkner e Leon Tolstoi,, os cineastas Manoel de Oliveira e Satyajit Ray, os compositores Schoenberg e Stockhausen. Sei que são indispensáveis para muita gente, e não discuto que o sejam, mas minha vida transcorreu até agora dispensando-os, sem a menor cerimônia. (Claro que não digo isso me gabando. É uma mera constatação de que a arte é longa e a vida é breve, ou que a arte é uma semibreve e a vida é uma semifusa).

Nunca li muitos autores que são indispensáveis à maioria da humanidade. Para mim, são apenas nomes na lista cronológica dum almanaque. Do mesmo jeito, conheço pessoas que vivem num mundo em que Augusto dos Anjos não existiu. Nunca o leram, nunca se interessaram por ele, e viveriam igualmente bem se Augusto tivesse morrido de escarlatina aos sete anos, sem ter escrito uma linha. Sinto em calafrio de horror quando um amigo de infância me pergunta: “Quem é esse tal de Philip K. Dick?”, e percebo que eu e ele vivemos em universos incompatíveis. Conversar com estrangeiros, então, é um terror sem fim: gente que nunca ouviu falar em Carlos Drummond, em Nelson Pereira dos Santos, em Mário de Andrade... Um gremlin sertanejo e malicioso pousa agora no meu ombro, me cutucando pra que diga: “Também é terrível conversar com cariocas ou paulistas, que fazem cara de estranheza ao me ouvir falar em Manuel Xudu, em José Pacheco, em Colombita, em Rogaciano Leite, em Delarme Monteiro...” Mas o gremlin recolhe as asas e cai fora, encabulado, quando lhe explico que a imensa maioria dos nordestinos também nunca ouviu falar nesses indispensáveis do nosso Panteão. Como dizia Joyce: “Vê agora. Esteve ali todo o tempo sem ti: e existirá sempre, mundo sem fim”.

Uma cultura compartilhada aproxima pessoas com divergências pessoais ou políticas. O nazista de um conto de Borges é admirador de Shakespeare e Beethoven, e isto de certa forma o traz para mais perto de mim do que algum vizinho meu, com quem cruzo no corredor, e que até hoje não deu a mínima para esses dois. Existem pessoas na Terra que nunca ouviram falar nos Beatles ou em Sherlock Holmes. Que planeta estranho deve ser esse que habitam.

Leia mais em:

Áh eu lá...


O evento contará com as participações dos poetas Marcos Passos [Org. da Antologia], Profº Edison Roberto [Como apresentador do recital] e de Clécio Ferreira, Gabriele Vitória e Kerle de Magalhães nos recitais. Vale conferir!


Retratos do Sertão em Arcoverde!


Nesta sexta-feira, 21 de Outubro, Arcoverde recebe dois grandes espetáculos com recital, declamações, performances, encontro de poetas de várias regiões e estilos, causos e lançamentos de livros.

O Nordeste é uma região de território vasto e de grande diversidade cultural. Nele convivem manifestações populares como a música, as danças regionais, o teatro, o cordel e várias outras representações do mundo rural e urbano. Diante de tal realidade, é imperativo que toda essa diversidade seja difundida e divulgada pelo país – até para que os cidadãos conheçam melhor suas raízes.
Foi baseado numa proposta de difusão da arte dos poetas nordestinos, de pouca ou nenhuma projeção literária, que o poeta, declamador, apologista, produtor cultural e escritor Marcos Passos idealizou sua ANTOLOGIA POÉTICA RETRATOS DO SERTÃO, que reúne oitenta e nove poetas, entre eles Chico Pedrosa, Dedé Monteiro, Jessier Quirino, Maciel Melo e a dupla de repentistas João Paraibano e Sebastião Dias, todos retratando o sertão alegre com seus costumes e sua natureza exuberante. A segunda parte do livro traz uma homenagem a quinze saudosos poetas, entre os quais Antonio Marinho, Pinto do Monteiro, Rogaciano leite, Lourival Batista, Manoel Filó, Jó Patriota.
Pernambucano de São José do Egito, desde muito cedo, Marcos Passos foi influenciado pelos cantadores de viola, quando teve o privilégio de assistir a cantorias de Pinto e Louro do Pajeú, sem enumerar outras memoráveis duplas de repentistas.
Sua formação poética também tem como referencial a arte dos poetas escritores, a exemplo da sua mãe, a poetisa Beatriz Passos, Augusto dos Anjos, Jansen Filho, Bio Crisanto, Fernando Pessoa, Rogaciano Leite, entre vários outros grandes sonetistas.
Entre suas várias apresentações, o poeta já declamou em vários palcos, a exemplo de Brasília/DF, Recife/PE (Teatro do Parque, Casa da Cultura, Assembléia Legislativa de Pernambuco, Centro de Convenções de Pernambuco, Câmara dos vereadores do Recife, Sítio da Trindade, Pátio de São Pedro), em Paulo Afonso/BA, Taquaritinga do Norte, São José do Egito, Tabira, Garanhuns, entre vários outros.
Marcos é co-autor e organizador dos livros NOS PASSOS DA POESIA - de autoria de sua mãe, a poetisa Beatriz Passos, e da coletânea de galopes a beira-mar, com a presença de 60 poetas, intituladaAMORES PERFEITOS NA BEIRA DO MAR. Está preparando uma homenagem em prosa e verso a um dos maiores compositores nordestinos, Zé Marcolino. O livro trará o título CONVERSAS SEM PROTOCOLO.
Para a apresentação e o lançamento do livro o poeta marcos Passos contará com a participação luxuosa de poetas dos mais variados matizes, a exemplo de:

Gabrielle Vitoria de Lira (Luna Vitrolira), Recife, vencedora da 6ª Recitata - concurso de poesia do Festival Recifense de Literatura A Letra e A Voz, Free porto, Bienal do Livro 2009. Trabalha nas  áreas de poesia, declamação performática, composição musical e atuação cênica.

Kerlle Magalhães Lima, Kerlle de Magalhães, Arcoverde-PE. Membro da União dos cordelistas de Pernambuco, fez seus primeiros cordéis aos vinte e um anos de idade, destacando-se: Em busca da chuva; O coice do preá; Lampião, arretado de escapulir torrão, entre outros

Poeta popular(declamador e glosador),Clécio Ferreira de Lima,Serra Talhada-PE. Mudou-se para Tabira aos 4 anos de idade, sendo praticamente criado nesta cidade. É músico percussionista, tendo preferência e domínio pelo pandeiro. Participou das 13º e da 15ª Mesa de Glosas do Sertão do Pajeú-Tabira-PE/ 2009 e 2011, Coletânea “Cem poetas sem livros” (Litera PE) /Recife-PE/2009 e no livro “1ª Antologia de Tabira – Prosa e Poesia”. Tabira-PE/2008.

A apresentação do evento ficará por conta do Profº Edison.

Serviço: Recital Poético e Lançamento do Livro ANTOLOGIA POÉTICA RETRATOS DO SERTÃO
Locais: Livraria Lira Cultural às 18:00.
            Budega da Poesia às 21:00.
               

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mais uma da JPLS...

Foi no último dia 18 de setembro passado. Eu e o poeta performático Miró, na Livraria Lira Cultural, em Arcoverde. Durante a III Jornada Literária Portal do Sertão. Um encontro arretado que juntou uma tuia de amigos para ouvir poesias de gêneros tão antagônicos. Miró, com sua verve poética urbana, social, crônica... Filó[Eu], um poeta meio mato, meio cidade, com leitura de cordéis, declamando sextilhas, décimas, galopes... Foi bom demais. Mais uma vez, obrigado ao SESC-PE, pela oportunidade.


Fotos de Rodolfo Araujo.


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Não resisti a galhofa!



Tudo que existe tem fim
É esse o grande destino
Para morte há sempre um sim
Há quem pense ser divino
Outros pensam ser ruim
Pra quem morre inda menino.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mestres da poesia!

Cida Pedrosa [09/01/11]
Para poeta e atriz Silvana Menezes, musa desse mote.

É amante da beleza
O palco é a sua casa
Na poesia cria asa
Silvana, mulher tão bela
Tua alma, essa procela
Onde iludida naufrago
Em noite escura, divago
E sem saber como piso
Mergulho pra ver narciso
No espelho do teu lago.

O ruflar da poesia
Espraia-se no caminho
Pega os versos, põe no ninho
Perfuma-os com maresia
A platéia se extasia
Eu, no meu canto, sufrago
Com a presteza dum mago
Trazendo na boca o riso
Mergulhei pra ver narciso
No espelho do meu lago.

Versos no mote de Ésio Rafael e Padim [Sertânia-PE]

Quer ver mais Cida, clique aqui!

Só pra saber...

Assembléia Legislativa de Pernambuco.

Duas pulgas atrás da urêa!

Ontem a noite [Segunda, 03.10.2011] tive o privilégio de assistir a duas impecáveis apresentações na Torre Malakoff, no Recife Antigo, dentro da programação do projeto Segundas Culturais, que tem a marca da ALEPE [Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco].

A primeira apresentação, belíssima, foi do grupo de choro do Espaço Cultural Nosso Quintal, que fica no Bonji, do amigo Marcos Veloso, que fica ao lado da sede da CHESF. O grupo se apresenta por lá sempre aos sábados e toca divinamente, sob a batuta do Maestro Arimateia.

A segunda, e cada vez melhor, foi apresentação da Banda Vates e Violas, dos irmãos Miguel Marcondes e Luiz Homero, filhos do Cariri Paraibano, da lavra do Mestre das Artes Zé de Cazuza, já radicados no solo Pernambucano a duas décadas.

Com repertorio próprio e impecável, os irmãos, que contam com uma banda afinada, com presenças de figuras como Nido do Acordeom, último sanfoneiro a acompanhar o Mestre Luiz Gonzaga, com o percussionista André Pernambuco, entre outros, encerraram a noite com chave de ouro.

Ai, duas coisas me deixaram intrigado, depois do que vi ontem, e como diz aquela máxima “perguntar não ofende”, eu pergunto a quem possa interceder;

1ª - Sendo o evento [Segundas Culturais] realizado pela ALEPE, nossa assembléia de deputados, casa esta que conta com [Gorda] dotação orçamentária, porque não se pagam cachês aos artistas? Que tipo de valorização seria essa, que só visa expor a imagem? como se apenas isso pagasse as contas dos trabalhadores da arte!

2ª - Sendo o evento [Segundas Culturais] realizado pela ALEPE, nossa assembléia de deputados, porque nenhum deles, repito, nenhum, dos deputados prestigia o evento? Pelo menos minhas lentes oculares não registraram a presença de nenhuma das excelências.

Bom, tirando minhas indignações e indagações, que não devem ser só minhas, o evento foi brilhante e está de parabéns a equipe da ALEPE que o coordenou. Agora é esperar pra ver se tenho prestigio suficiente pra obter respostas.


De novo Cancão!


cance3oedinizvitorino
O poeta e professor Aleixo Leite Filho e o poeta repentista Diniz Vitorino com Cancão num registro do apologista Urbano Lima
Eu, cada vez que folheio o livro Palavras ao Plenilúnio do poeta Cancão, impressionado fico. Não só pelo rigor na rima, na métrica e na oração, mas também por ser Cancão a figura impar que é. Vejamos o que escreveu sobre ele o pesquisador, escritor e folclorista Francisco Coutinho Filho, no seu livro Violas e Repentes, de 1953, Cap. XII, pp 65/69.
“João Batista de Siqueira, conhecido pela alcunha de Cancão, é um agricultor pobre, de mãos calosas, acentuadamente introspectivo, vive preso a tristeza indissimulável de um desgosto íntimo. Ajusta-se aos derivativos de uma existência calma e conformada, no árduo trabalho da roça e no doce cultivo da poesia. É um lírico de remígios impressionantes(…) Vive na reclusão voluntária do seu tiquinho de terra no sitio Queimadas, do município pernambucano de São Jose do Egito. Nasceu lá, no dia 12 de maio de 1912. Deixou de cantar em 1950. Freqüenta a cidade, sede do município, algumas vezes, nos dias de feira, aos sábados(…)”
Em 1953, era essa a imagem de Cancão, assim como foi até o “fim da vida” em 1982, de uma simplicidade sem antecedentes. Geraldo Amâncio, grande poeta repentista, numa tarde de 06 de janeiro do ano que não me lembro, com certeza inicio da década de 1980, observava Cancão que cochilava numa cadeira enquanto Pinto do Monteiro cantava com o aniversariante do dia, Lourival Batista, em sua casa em São Zé – casa de Louro. Geraldo, logo após, indo cantar com Louro, nos primeiros acordes da viola, Cancão desperta, ao que Geraldo emenda;
Cancão as vezes parece
Não saber quem canta bem
Pinto cantando ele dorme
Eu vou cantar ele vem
Mas todo gênio e ingênuo
Não sabe o valor que tem.
Lendo e relendo seu livro, uma coletânea lançada recentemente pelo poeta Lindoaldo Junior, numa compilação de seus três livros; Musa Sertaneja, Flores do Pajeú e Meu Lugarejo, alem de poemas inéditos, fico impressionado com a magnitude de seus versos. Do poema Meu Lugarejo, extrai esta belíssima estrofe;
(…)
Esvoaçam preguiçosas
As abelhas pequeninas
Tirando néctar das rosas
Das regiões campesinas
Os colibris multicores
Pelos serenos verdores
Perpassam com sutileza
O orvalho cristalino
Lembra o pranto divino
Dos olhos da natureza.
(…)
A benção Mestre Cancão, cultivador de versos geniais e malassombrados, habitante do mundo do invisível, ainda tão presente e real em nossas vidas!  

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mais um do Mestre Chico!


Nesta sexta, dia 30, o Mestre da Cultura Popular, Chico Pedrosa, vai lançar seu mais novo livro “Raízes do Chão Caboclo”, pela Editora Coqueiro, no estande 304, da própria editora, na VIII Bienal do Livro de Pernambuco [Centro de Convenções].

O poeta, que dispensa comentários, vai ajuntar uma ruma de amigos e poetas, pra fazer um recital e comemorar o nascimento do mais novo rebento. Com toda certeza, recheado de belos poemas e imagens poéticas que só o Mestre Chico sabe criar.

Então esperamos todos lá. A tertúlia terá inicio às 16h, seguindo pela tarde e entrando pela noite. A oportunidade de ver e ouvir o Mestre Chico Pedrosa declamando, num é coisa que se perca por nada no mundo.

Eu mesmo não vou perder!!!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Olha o que é que tem domingo!

Tonino e Cacncão!


Coisa de gente grande!

O poeta João Batista de Siqueira, o nosso grande Mestre Cancão, poeta nascido no sertão do Pajeú, pra ser mais preciso, em São José do Egito, e mais certeiro ainda no sítio Queimadas, que beira o rio, pode ser melhor compreendido no escrito de Ésio Rafael, logo ai abaixo.

Canção é um desses gênios que só nascem de séculos em séculos, e em lugares remotos, longe das vistas da turba, dos grandes centros, para assim poderem exercitar sua genialidade sem ser importunados pelos mortais comuns.

Em São Zé, poucos tinham noção de sua grandeza, tanto poética, quanto humana, de humildade e caráter irretocáveis. Dizia o mestre Dr. Jurista, professor, poeta... José Rabelo de Vasconcelos, que o individuo Poeta-Cancão, assim mesmo, como uma palavra composta, só seria de fato compreendido, pelas gerações futuras, que era um homem fora de seu tempo.

O Poeta teve sua obra – três livros publicados – recentemente lançada em uma coletânea com o título de “Palavras ao plenilúnio”, título também de um de seus poemas, organizada pelo poeta e conterrâneo, Lindoaldo Campos Junior, que fez um verdadeiro tratado sobre a poesia.

Então, que este compêndio chega às mãos do violeiro e cantador Tonino Arcoverde, este um mestre na arte da viola, que se encantou com os poemas de Cancão, aos quais, dizendo já ter música, melodiou e arranjou 14 deles, juntamente com outros grandes instrumentistas, entre eles; Públius Lentulus e Emerson Calado. O que resultou no belíssimo CD “Depois da chuva”, título de outra obra de Cancão.

O CD de Tonino e Cancão, pode-se dizer assim, tem quatro faixas liberadas para audição na net [Clique aqui]. Em breve estará a venda nas melhores casas do ramo [Leia-se Passa Disco – Shopping Sítio da Trindade].  Escutem e terçam seus próprios comentários. Eu recomendo!!!

Um recado do nosso Magnânimo Papa Berto!!!

A BESTA ASSUME A DENOMINAÇÃO DO SEU ESPAÇO

Desde o dia de ontem, 27 de setembro, o Complexo de Comunicações Besta Fubana assumiu o controle acionário do domínio bestafubana.com
Embora tanto o governo federal quanto vários governos estaduais, além de prefeituras de capitais e parlamentares (na condição de pessoas físicas e corruptoras), tenham se oferecido pra pagar as despesas decorrentes da assunção deste controle, informo que o pagamento foi feito com o dinheiro armazenado no cofre da redação, zelosamente cuidado pela secretária Chuplicleide. Não estou autorizado a falar em cifras mas posso adiantar que foi dinheiro pra ministro algum de Dilma botar defeito.
Assim, este blogue que é acessado pelo endereço www.luizberto.com, a partir de agora também poderá ser acessado pelo endereço www.bestafubana.com.
Em um futuro ainda a ser definido, o nome deste Editor vai sumir nos ares, feito peido de aviador, e prevalecerá apenas, com muita justeza, o nome da Besta Fubana no endereço desta página.
Assim, sugiro aos distintos leitores que, ao divulgar a sua página preferida, repassem para os seus contatos este novo endereço:
A Besta Fubana majestosa nos ares e celebrando a titularidade do domínio do seu blogue: além das duas carreiras de peito pra dar leite e energia aos eleitos, ela tem também uma bimba pra enfiar no furico dos tabacudos que aperreiam a boa convivência neste viciante terreiro fubânico.

Um passeio pela Bienal!

Clique na imagem.

Junto a cachaça Volúpia
E Cariri & Pajeú
Perto do Memorial
Luiz Gonzaga de Exu
Tem Editora Luzeiro
E para quem é caneiro
Toma uma com caju.

O que tem na Bienal!



Amigos professores e admiradores da Cultura Nordestina, comparecendo à VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, no Centro de Convenções, no período de 23 de setembro a 03 de outubro de 2011, façam uma visita ao estande “CAUSOS E CORDÉIS BODEGA CULTURAL” e adquiram os melhores artigos da Cultura Popular e da Literatura Nordestina.
No “CAUSOS E CORDÉIS BODEGA CULTURAL”, também teremos lançamentos de livros, CD’s e DVD’s, além de recitais com os melhores poetas de Pernambuco, diariamente.
Desde já, agradecemos às vossas visitas.
Felipe Júnior e Ismael Gaião
Coordenadores do Estande “Causos e Cordéis – Bodega Cultural”
(81) 9828-6161; (81) 9727-2575
Dirigi na contramão
Em alta velocidade;
Cruzei o farol vermelho
Da minha felicidade
E o guarda, a me perseguir,
Multou-me por conduzir
O veículo da saudade.
Felipe Júnior
Dignidade pra mim
Faz parte da formação,
E é preciso ter isso
Para ser um cidadão,
Porque a honestidade
Não é uma qualidade
É só uma obrigação.
Ismael Gaião


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Olhai o que tem hoje!!!

Mestres da poesia!

Poeta Zé da Luz.


A Cacimba.
 
Tá vendo aquela cacimba
lá na bêra do riacho,
im riba da ribanceira,
qui fica, assim, pru dibáxo
de um pé de tamarinêra.

Pois, um magóte de môça
quage toda manhanzinha,
foima, assim, aquela tuia,
na bêra da cacimbinha
prá tumar banho de cuia.

Eu não sei pru quê razão,
as águas dessa nacente,
as águas que ali se vê,
tem um gosto diferente
das cacimbas de bêbê...

As águas da cacimbinha
tem um gôsto mais mió.
Nem sargada, nem insôça...
Tem um gostim do suó
do suvaco déssas môça...

Quando eu vejo éssa cacimba,
qui inspio a minha cara
e a cara torno a inspiá,
naquelas águas quiláras,
Pego logo a desejá...

... Desejo, prá quê negá?
Desejo ser um caçote,
cum dois óio dêsse tamanho
Prá ver aquele magóte
de môça tumando banho!

Zé da Luz.

Para saber mais sobre o poeta, clique aqui.


domingo, 25 de setembro de 2011

Pra encher os olhos e a boca d´água!




No tempo que a Pitú era cachaça, que vinha até com identificação do lote. A melhor que tinha era a D7-NE. Essas ai tem em média 35 anos e cada ano vale 1 Real, então cada belezinha dessas custa R$ 35,00 [trinta e cinco reais].

Você encontra dessas garrafas mágicas, no Museu da Cachaça, que está com um estande na Bienal do Livro de Pernambuco, até o próximo domingo.

O estande fica na praça de alimentação da bienal onde também tem os estandes do MLG [Memorial Luiz Gonzaga], Cariri e Pajeú, Cachaça Volúpia [essa com degustação] e o palco “Lá no meu sertão” com atrações todos os dias.

Vale uma visita!


sábado, 24 de setembro de 2011

Meu Mestre...

Nunca mais tinha cantado
Numa baixada de areia
Onde a lua sai mais clara
Três noites depois de cheia
Jogando brilho no orvalho
Que a madrugada semeia.

        Versos do poeta Manoel Filó. Esta estrofe consta do livro do Mestre “As curvas do meu caminho”, que já está em sua 2ª edição e estará a venda na VIII Bienal do livro de Pernambuco.

        Como dispomos de alguns espaços onde a literatura sertaneja será o destaque, o livro poderá ser encontrado nos seguintes endereços;

Editora Coqueiro [Nº 304]
Suzana Morais Cordelista [Nº 297]
Causos e Cordéis – Bodega Cultural [N° 197]
Cariri e Pajeú [Praça de alimentação]

Aguardamos todos lá!!!


O Sertão na Capital!



Não deixe de visitar
Caso vá a Bienal
Um estande popular
Ambiente cultural
Sei que você vai gostar
Lá é tudo natural
Poetas a declamar
Seu poema original
O Cariri vem mostrar
Seu valor essencial
O Pajeú faz constar
Seu canto fenomenal
Então venha se esbaldar
Este aqui é o local.

     Todos os dias têm programação cultural no Estande Cariri & Pajeú na VIII Bienal do Livro de Pernambuco [Centro de convenções]. Lançamentos de livros, CDs, DVDs... Vários artistas irão apresentar-se no palco “Lá no meu sertão”, montado próximo ao estande.

     Cariri & Pajeú, é uma iniciativa do escritor Zelito Nunes, juntamente com Neurides e Nelsita, do Box Canto Sertanejo, do Mercado da Madalena. Venha simbora pra Bienal ver de perto o que o sertão tem de bom sem sair da capital.