Jorge Renato de Menezes, poeta conhecido artisticamente por Jorge Filó, nasceu em Recife em 1969. Viveu a infância entre as cidades de Recife, Tuparetama, São José do Egito e Arcoverde. Nesta última, viveu da adolescência à fase adulta, exercitando a produção cultural, quando se mudou para o Recife em 1998, onde reside até hoje.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
E o FIG agora lê...
"Um dos espaços inéditos na programação do FIG 2012 é a
Praça da Palavra, que transformará a Praça Souto Filho num polo de literatura.
Recitais, debates, lançamentos, oficinas, contações de histórias, feira de
livros e muitas outras atividades estão programadas para este endereço, que
também ganha um miniauditório com capacidade para 50 lugares, além de uma
cafeteria, para receber o público o dia inteiro, durante todo o festival.
Entre as ações literárias, merecem destaque os projetos Livros Livres, que
promove a soltura de exemplares de diferentes escritores pela cidade; e o
projeto Severina Catadora, que através de oficina, capacita catadores de
Garanhuns para criar publicações artesanais, a partir do papelão reciclado, em
parceria com autores locais. Enquanto a primeira iniciativa tem inspiração no
movimento do bookcrossing, a segunda se apoia na cooperativa editorial
latino-americana Eloisa Cartonera, da Argentina, que também serviu de base para
a criação do coletivo Dulcineia Catadora, de São Paulo. A proposta é que
participantes deem continuidade ao projeto, mesmo após o período do
festival."
Do site da FUNDARPE
Uma tristeza em mim...
O poeta cantador Dércio Marques viajou fora do combinado
esta noite, ainda dia 26, na cidade de Salvador, onde brigava contra um câncer.
É uma perda sem reparação para música, para a poesia, para arte...
O Brasil inteiro está de luto!
Valeu poeta Paulo Matricó...
Valeu poeta Paulo Matricó...
terça-feira, 26 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Hoje... Estarei lá...
Poeta Jansen Filho...
Um Monteirense arretado
Que honrou nosso sertão
Vate de inspiração
Para o verso improvisado
Do Cariri afamado
Percorreu todo o país
Mostrando um povo feliz
De bem com a natureza
Sem esquecer da tristeza
Das secas dos Cariris.
Jansen Filho foi assim
Por onde andou fez história
Hoje vive na memória
Como um troféu de marfim
Fez do verso o trampolim
Além fronteiras do estado
Deixou seu nome marcado
Nos anais da poesia
Digo com toda alegria
Um Monteirense arretado.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Agradecimentos...
Meu muito obrigado.
Foi uma festa arretada minha posse na APDMN, tendo como Patrono o Mestre Zé Marcolino. Orgulho da gôta. Uma ruma de amigos, os bons. Uma ruma
de acadêmicos, os celebres. E mais uma tuia de artistas e admiradores da boa música,
posto que eram dois grandes acontecimentos em um só evento.
Por tanto, agradeço com todo meu apreço, aos que foram para
minha posse na APDMN. Meu muito obrigado. E me congratulo a todos que
compareceram ao lançamento, da já consolidada coletânea, “Pernambuco Forrozando
Para o Mundo”, do selo PassaDisco, do amigo Fábio Cabral.
Um grande abraço em todos e tai alguns registros...
terça-feira, 12 de junho de 2012
Literatura na vez...
Em seu 3º ano, a Mostra SESC de Literatura Contemporânea é uma atividade formativa realizada pelo SESC Pernambuco, através doLaboratório de Autoria Ascenso Ferreira, localizado no SESC Santa Rita/ Recife-PE. Visando o intercâmbio entre escritores locais e nacionais e ainda, a ampliação do diálogo entre os escritores e a plateia, a Mostra traz convidados de reconhecimento local e nacional e faz parte do projeto de Intercâmbio e Dinamização da Literatura e do Programa Estético Literário do Departamento Nacional do SESC.
O tema da Mostra este ano é a Literatura: Territórios/ Interfaces/ Conexões/ Diálogos Possíveis, pois a maioria dos convidados trabalham com literatura, mas transitam entre outras linguagens artísticas.
As ações da Mostra acontecerão no próprio Laboratório de Autoria Ascenso Ferreira (13 a 15 de junho) e na Livraria Cultura do Recife (16 e 17 de junho).
A programação conta com oficinas e palestras, além de exposição literária.
Visite a programação completa do Laboratório de Autoria Ascenso Ferreira.
A programação conta com oficinas e palestras, além de exposição literária.
Visite a programação completa do Laboratório de Autoria Ascenso Ferreira.
Poesia em festa...
É no próximo fim de semana.
O poeta paraibano Astier Basílio, vem a Recife para palestra
do SESC Santa Rita, que acontecerá no auditório da Livraria Cultura, juntamente
com outro paraibano, Bráulio Tavares, mais os pernambucanos Wilson Freire e
Pedro Américo, a partir das 17:40h.
Antes disso, as 11h ele, Astier, vai estar conosco no Box
Encanto Sertanejo, conforme convite abaixo, lançando seu mais novo rebento em
poesia. Como sempre, teremos vários poetas declamadores, cantadores e os bons
amigos daquele recanto.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Próximo fim de semana...
Nesse final de semana
Vai ter Jessier Quirino
Vou entrar na Passa Disco
O Patrono é Marcolino
Vai ter FIP e poesia
Viva o povo nordestino.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Um convite arretado...
Queridos[das] poetas.
Não sei se é do conhecimento de todos, mas Fábio Cabral, dono da loja Passa Disco [Shopping Sítio da Trindade, Recife], junto com mais um magote de cabras bons, criou há algum tempo aAcademia Passa Disco da Música Nordestina [APDMN], onde nomeia gente ligada ao meio, sempre com um Patrono ilustre.
Recebi recentemente o convite para assumir uma vaga, junto a grandes nomes da nossa música – Fiquei besta que só peru novo – desta Academia, e para minha grande honra terei como Patrono o Mestre Zé Marcolino. Indicação dos acadêmicosPaulo Carvalho e Xico Bizerra, por saberem da grande amizade entre meu pai e o Mestre Zé.
Pra acabar de lascar tudo, na data marcada haverá o maior lançamento dos Festejos Juninos de 2012 no Brasil, a coletânea “Pernambuco Forrozando Para o Mundo”. Um ajuntamento de mais de 40 artistas, já consagrados e da nova geração, com fino trato e acabamento de luxo, como bem merece a nossa música.
Faço então, um convite a todos que, na medida do impossível, se façam presentes a esta grande festa para música nordestina e a esta bela homenagem a esses dois grandes poetas, Zé e Mané, onde serei apenas um instrumento de guia.
Aguardo todos lá...
segunda-feira, 21 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Um texto de Bruno Lins...
![]() |
| Bruno, Renata Rosa, André Nunes e Herbert. |
Se você, por alguma curiosidade, inventou de consultar algum
site de música, cultura ou variedades, nesses últimos dias, entre o escândalo
da nudez de Carolina e o apoio de Obama ao casamento gay nos States,
provavelmente ouviu falar de um cara chamado Herbert Lucena.
A notícia que correu os grandes portais de internet do Brasil, antes mesmo de ser divulgada nos sites de notícia da nossa resignada província, é a de que, o ilustre cantor, compositor e artista pernambucano Herbert Lucena, concorre, em 2012, à quatro categorias, na mais importante premiação musical do País, o Prêmio da Música Brasileira.
Lucena disputa, ao lado de grandes músicos, os prêmios de Artista Revelação, Melhor Cantor Regional, Melhor Disco Regional e Melhor Design Gráfico, no que pode se considerar um feito inédito, posto que é a primeira vez que um pernambucano, e me arrisco a dizer, um brasileiro, concorre a tantos canecos numa só edição do Oscar da MPB.
Nos idos de 2008, tive a oportunidade de estrear em disco, com o grupo Fim de Feira, através do cuidadoso trabalho de produção de Herbert Lucena. No ano seguinte, lá estávamos nós, no Rio de Janeiro, na mesma premiação, do lado de gente como Milton Nascimento, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Quinteto Violado, Elba Ramalho e Chico César.
Vencemos e comemoramos juntos a categoria Melhor Grupo Regional. Nesse mesmo ano, Herbert concorreu também pela produção do brilhante trabalho com a Mazurca de Agrestina. Ou seja, já disputava dois prêmios como produtor, numa só edição. Se alguns jornalistas o chamam de azarão é porque certamente não abriram os olhos para este pequeno detalhe.
Entretanto, o reconhecimento do trabalho de Herbert por parte da dos curadores musicais do Sudeste nos sugere muitas alegrias e algumas reflexões.
A primeira questão é justamente o lance da produção fonográfica de Pernambuco, sobretudo no campo dos artistas e grupos ligados ao forró. Redundância, falta de ousadia e desleixo com a obra em si, são aspectos recorrentes nas produções de quem trabalha nesse segmento. Ao contrário disso, o disco de Herbert aposta em grandes parcerias, arranjos criativos, pluralidade rítmica sem forçação de barra, conteúdo nas letras e um trabalho gráfico impecável.
Muita gente pode argumentar: “Ah, mas fazer disco muito elaborado hoje em dia sai caro e não vende!” Pode até ser que não venda tanto assim, mas gera conteúdo, interesse, forma novos públicos e coloca nossa arte no mais alto panteão da cultura nacional. Isso é pouco?
Por outro lado, as pessoas que fazem parte do nosso Poder Público ainda insistem em ignorar músicos como Lucena. Gestores do meu e do seu dinheiro que pagam dez vezes mais a grupos e artistas que vivem do passado, que vêm de fora cobrando cachês milionários ou que apelam pra música chula e de mal gosto, não merecem meu respeito. A propósito, o próprio título do disco de Herbert trata justamente disso “Não me peçam jamais que eu dê de graça tudo aquilo que eu tenho pra vender”.
As quatro indicações de Herbert ao antigo prêmio Sharp e Tim, são demonstrações inequívocas de que apostar num produto de qualidade sempre rende bons frutos. Outros artistas daqui, pelo esmero e empenho que dedicam ao seu trabalho também poderiam facilmente estar no lugar do nosso companheiro. Ocorre que este ano ele nos representa, e ao invés de chamá-lo de Azarão eu prefiro dizer Favorito.
A notícia que correu os grandes portais de internet do Brasil, antes mesmo de ser divulgada nos sites de notícia da nossa resignada província, é a de que, o ilustre cantor, compositor e artista pernambucano Herbert Lucena, concorre, em 2012, à quatro categorias, na mais importante premiação musical do País, o Prêmio da Música Brasileira.
Lucena disputa, ao lado de grandes músicos, os prêmios de Artista Revelação, Melhor Cantor Regional, Melhor Disco Regional e Melhor Design Gráfico, no que pode se considerar um feito inédito, posto que é a primeira vez que um pernambucano, e me arrisco a dizer, um brasileiro, concorre a tantos canecos numa só edição do Oscar da MPB.
Nos idos de 2008, tive a oportunidade de estrear em disco, com o grupo Fim de Feira, através do cuidadoso trabalho de produção de Herbert Lucena. No ano seguinte, lá estávamos nós, no Rio de Janeiro, na mesma premiação, do lado de gente como Milton Nascimento, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Quinteto Violado, Elba Ramalho e Chico César.
Vencemos e comemoramos juntos a categoria Melhor Grupo Regional. Nesse mesmo ano, Herbert concorreu também pela produção do brilhante trabalho com a Mazurca de Agrestina. Ou seja, já disputava dois prêmios como produtor, numa só edição. Se alguns jornalistas o chamam de azarão é porque certamente não abriram os olhos para este pequeno detalhe.
Entretanto, o reconhecimento do trabalho de Herbert por parte da dos curadores musicais do Sudeste nos sugere muitas alegrias e algumas reflexões.
A primeira questão é justamente o lance da produção fonográfica de Pernambuco, sobretudo no campo dos artistas e grupos ligados ao forró. Redundância, falta de ousadia e desleixo com a obra em si, são aspectos recorrentes nas produções de quem trabalha nesse segmento. Ao contrário disso, o disco de Herbert aposta em grandes parcerias, arranjos criativos, pluralidade rítmica sem forçação de barra, conteúdo nas letras e um trabalho gráfico impecável.
Muita gente pode argumentar: “Ah, mas fazer disco muito elaborado hoje em dia sai caro e não vende!” Pode até ser que não venda tanto assim, mas gera conteúdo, interesse, forma novos públicos e coloca nossa arte no mais alto panteão da cultura nacional. Isso é pouco?
Por outro lado, as pessoas que fazem parte do nosso Poder Público ainda insistem em ignorar músicos como Lucena. Gestores do meu e do seu dinheiro que pagam dez vezes mais a grupos e artistas que vivem do passado, que vêm de fora cobrando cachês milionários ou que apelam pra música chula e de mal gosto, não merecem meu respeito. A propósito, o próprio título do disco de Herbert trata justamente disso “Não me peçam jamais que eu dê de graça tudo aquilo que eu tenho pra vender”.
As quatro indicações de Herbert ao antigo prêmio Sharp e Tim, são demonstrações inequívocas de que apostar num produto de qualidade sempre rende bons frutos. Outros artistas daqui, pelo esmero e empenho que dedicam ao seu trabalho também poderiam facilmente estar no lugar do nosso companheiro. Ocorre que este ano ele nos representa, e ao invés de chamá-lo de Azarão eu prefiro dizer Favorito.
Bruno Lins é Jornalista e músico da banda Fim de Feira.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Enquanto isso no sertão...
A seca que nos assola
Não provem da natureza
Pois nasce da má vontade
Casada com a safadeza
De políticos astutos
Degenerados, corruptos
Que só miram sua riqueza.
É hoje mermo...
Mais um evento arretado
Com as coisas da nossa gente
Com nossa alma contente
Tudo fica melhorado
Com um poeta “arrombado”
E uma ave cantadeira
Esse encontro de primeira
Com mais duas carambolas
Bia e Vates e Violas
Maciel e Irah Caldeira.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Cordel em HQ...
Ragu Cordel é uma publicação da editora independente Ragu,
são doze livretos no formato dos tradicionais cordéis nordestinos - (10 x
15cm, com 20 páginas de miolo em preto e branco, capa em duas cores e impresso
em papel offset 90g) – embalados em uma caixa rígida de papelão impressa em
policromia. As histórias em quadrinhos são adaptações de textos do universo da
poesia popular nordestina: músicas, obras de autores da literatura de cordel,
ou histórias sem texto que remetem a “causos” da tradição popular do nordeste.
São 12 quadrinistas pernambucanos e 5 poetas que compõem o conjunto de autores da edição. Os desenhistas: Mascaro, Lin, Ral, Flavão, Jarbas, Silvino, Samuca, Fernando Duarte, Rafael Anderson, Moa, Zalma e Raoni. Os autores dos textos: Luciana Rabelo, Siba, Adiel Luna, Cancão e José Soares.
A edição tem o apoio da Provisual Gráfica - tiragem de 1000 exemplares.
O valor da caixa com os 12 livretos é de R$ 30,00.
Para a noite do lançamento, o músico Tonino Arcoverde apresentará o seu recente CD “Depois da Chuva”, com poesia de Cancão. As violas de Eduardo Buarque e Publius Lentulos acompanham Tonino nessa empreitada.
A exposição Pinturas de Mascaro apresenta pela primeira vez a produção de pinturas em acrílica sobre tela e acrílica sobre madeira, do quadrinista, ilustrador e editor de arte do Diário de Pernambuco. São trabalhos que criam um universo particular povoado de uma estranha e curiosa fauna humana. Encontros inusitados, realidades distorcidas e ambientes oníricos estão presentes neste conjunto de pinturas que flerta com o movimento pop surrealista e mantém presente as influências dos quadrinhos e da ilustração.
A exposição fica na Casa do Cachorro Preto até o dia 27/05, das quintas aos domingos, das 16 às 21h.
O lançamento e a abertura da exposição acontecerá na Casa do Cachorro Preto em Olinda, novo espaço alternativo com foco na tradição das artes gráficas, desenho, gravura, ilustração...
Domingo, 20 de maio de 2012 às 17h, naa Casa do Cachorro Preto ( Rua 13 de Maio, 99 – Cidade Alta - Olinda).
Contatos: 9654.9603 – João Lin (joaolin@joaolin.com.br)
9199.0587 – Mascaro (mascaroilustra@gmail.com)
São 12 quadrinistas pernambucanos e 5 poetas que compõem o conjunto de autores da edição. Os desenhistas: Mascaro, Lin, Ral, Flavão, Jarbas, Silvino, Samuca, Fernando Duarte, Rafael Anderson, Moa, Zalma e Raoni. Os autores dos textos: Luciana Rabelo, Siba, Adiel Luna, Cancão e José Soares.
A edição tem o apoio da Provisual Gráfica - tiragem de 1000 exemplares.
O valor da caixa com os 12 livretos é de R$ 30,00.
Para a noite do lançamento, o músico Tonino Arcoverde apresentará o seu recente CD “Depois da Chuva”, com poesia de Cancão. As violas de Eduardo Buarque e Publius Lentulos acompanham Tonino nessa empreitada.
A exposição Pinturas de Mascaro apresenta pela primeira vez a produção de pinturas em acrílica sobre tela e acrílica sobre madeira, do quadrinista, ilustrador e editor de arte do Diário de Pernambuco. São trabalhos que criam um universo particular povoado de uma estranha e curiosa fauna humana. Encontros inusitados, realidades distorcidas e ambientes oníricos estão presentes neste conjunto de pinturas que flerta com o movimento pop surrealista e mantém presente as influências dos quadrinhos e da ilustração.
A exposição fica na Casa do Cachorro Preto até o dia 27/05, das quintas aos domingos, das 16 às 21h.
O lançamento e a abertura da exposição acontecerá na Casa do Cachorro Preto em Olinda, novo espaço alternativo com foco na tradição das artes gráficas, desenho, gravura, ilustração...
Domingo, 20 de maio de 2012 às 17h, naa Casa do Cachorro Preto ( Rua 13 de Maio, 99 – Cidade Alta - Olinda).
Contatos: 9654.9603 – João Lin (joaolin@joaolin.com.br)
9199.0587 – Mascaro (mascaroilustra@gmail.com)
Extraído do site Flores no Ar.
Eleições 2012...
Um voto já
consolidado...
Eleições Dois Mil e Doze
Não vou ser de muita prosa
Pois já estou engajado
Na força vitoriosa
E convoco a toda gente
Seja um elo da corrente
De eleger Cida Pedrosa.
Guerreira e corajosa
Nossa competente CIDA
Vai bem nos representar
Pois é forte e decidida
Peço a todos sem segredo
Vamos votar sem ter medo
Pense nisso e se deCIDA.
Vamos firmes nessa lida
À vitória gloriosa
Todos juntos decididos
E de forma harmoniosa
Vote com o coração
Nesta próxima eleição
Bote fé, CIDA PEDROSA!
Jorge Filó
domingo, 13 de maio de 2012
Um texto de Ésio Rafael...
Em fim, os 100 anos de Cancão!
Pernambuco está vivendo em 2012 o centenário de alguns de
seus filhos Ilustres. Uns menos, outros mais cortejados, ao passo que
outros nem mesmo são lembrados. Por exemplo, Luiz Gonzaga e Nelson
Rodrigues, um já está rolando, no caso do Luiz, outro a imprensa já começa a
pressionar para que haja alguma atitude das autoridades constituídas, no
momento em que já saiu até entrevista com Nelson Rodrígues carreada por Geneton
Moraes, hoje, correspondente da “Globo” em Londres. Justo! Nada mais justo.
Afinal, Luiz por motivos óbvios merece todas e mais homenagens não só através
do governo, mas do povo em geral. Nelson saiu daqui muito pequeno, o povo não o
conhece, mas foi ele um Ilustre pernambucano que mudou a história (dentre
outras funções) do teatro brasileiro.
Claro que existem outros centenários dignos de comemorações.
Apenas são desconhecidos. Mas, ninguém vai ficar catando “centenaristas” por
aí. Devem existir outros pernambucanos ilustres que lá do túmulo estão
aniversariando também, mas nunca fizeram questão em vida, quanto mais em outra
esfera. Há também aqueles proscritos que foram Ilustres tanto quanto os mais
badalados.
Mas nós estamos aqui para falarmos dos Cem Anos de um
fenômeno poético, bastante conhecido nas regiões do Cariri paraibano e
principalmente do Pajeú pernambucano, trata-se do poeta João Batista de
Siqueira, conhecido por Cancão, nascido no Sítio Queimadas, município de São
José do Egito-PE, em 12 de maio de 1912. Apelidado de Cancão por ter sido um
menino irrequieto e buliçoso, tal qual o pássaro, comum no nosso Estado. O
maior contraste do Cancão já homem feito: contido, angustiado, sofrível e por
demais generoso.
Cancão – o Pássaro Poeta foi criado por ali mesmo nas
atividades do campo em contado direto com os pássaros e a natureza,
personagens mais fortes dos seus futuros poemas. Vejamos o que
disse Francisco Coutinho Filho, escritor, pesquisador, funcionário público
federal, autor do livro, hoje um clássico – Violas e Repentes, publicado em
Recife em 1953: ”Cancão é um agricultor pobre, de mãos calosas. Acentuadamente
introspectivo, vive preso à tristeza e conformado no árduo trabalho da roça e
no doce cultivo da poesia”.
Começou sua vida poética tocando viola e cantando de
improviso até que em 1950 largou a profissão trocando a viola por um bico de
pena, depois de perceber “que não dava pro serviço”. Com essa decisão ganhou a
poesia, ganhou a região e todos nós. “Se acaso existisse um Deus da poesia, nas
regiões do Pajeú e Cariri, seu nome com certeza, seria Cancão”.
Cancão é referência na boca e no sentimento poético das
velhas e novas gerações, como destaque poderíamos registrar dois exemplos
recentes: O músico Tonino Arcoverde gravou um CD exclusivo com poemas de
Cancão; e o poeta Lirinha vocalista da ex-banda Cordel do Fogo Encantado,
gravou o poema “Tempestade”, além de recitar este e outros poemas de Cancão em
seus shows. Em Natal-RN, o poeta egipciense, Gilmar Leite, em ensaio
escrito em 2009, diz: “Sempre encontrei em prefácios de livros de poesia, mais
conceitos literários do que o sentido fenomenológico do mundo vivido pelos
poetas. Esses conceitos cristalizados geralmente determinam a concepção do belo
ao induzir os leitores a uma opinião já formada, desviando a sua capacidade de
mergulharem com as suas próprias percepções”. Mais adiante do texto, o poeta
Gilmar encerra o seu ensaio poeticamente: “Cancão, pureza da alma, exemplo de
humildade, encantador que usou a poesia para elevar nosso espírito, pincel
vernáculo dos poemas campesinos, voz singela dos humildes, plantador de sonhos
e fantasias. Obrigado por nos proporcionar um mundo belo, cheio de auroras e
esperanças, nesses tempos de tantos ocasos e incertezas.
Acredito que o poeta do “Pajeú das Flores” deve estar nesse
instante no paraíso celestial da poesia, declamando poemas, acendendo
estrelas e jogando orvalhos nas madrugadas celestiais”.
Como poderia um homem simples mortal como Cancão que não
chegou a concluir o curso primário nas bancas das difíceis escolas da época,
numa cidade que embora historicamente “propícia às musas”, distante do poder,
das decisões, das academias literárias, do foco da mídia. Ele, um misto de
suposto submisso junto aos seus pares, caminhantes das feiras livres, em
direção à bodega onde a literatura de cordel representava o avanço literário e
tecnológico dos mais assíduos leitores, num vai-e-vem das cidades esquecidas
pelos homens de BENS, ser considerado – O Deus da poesia? Apesar de todas as
especulações ainda não foi bem explicado o fenômeno – Cancão. Um poeta incomum
de linguagem sofisticada e incompatível com o dialeto em que fora criado,
adiantando-se que ele teria lido apenas, apenas? Fagundes Varela, Cassimiro de
Abreu e Castro Alves. Todavia, isso não autoriza certos escritores e
pesquisadores afirmarem categoricamente que Cancão psicografava os seus
escritos, numa tentativa talvez inconsciente de não se conformarem com a
capacidade intelectual do mestre, subtraindo-lhe a essência inata metafórica de
sua poesia.
No livro: PALAVRAS AO PLENILÚNIO, do poeta Lindoaldo Campos,
onde reúne a obra pulicada de Cancão e mais alguns textos, o poeta adverte:
“Desde logo, ressalte-se, todavia, que a evidenciação de tais aspectos não tem
por propósito filiar o Vate Egipciense a qualquer escola literária, mas, apenas
e tão somente, delinear o seu estilo através de uma fórmula concisa, em que
sejam ressaltados seus aspectos mais relevantes. Neste sentido, poder-se-ia
ousar dizer que ela se ajustaria a uma espécie de impressionismo, tendo em mira
que é sedimentada, toda ela, na pormenorização plástica dos elementos naturais,
em que ressai a vivacidade de cores fortes e nítidas, que glorificam a
variedade e a exuberância de minudências da natureza. Depois o poeta cita: Raul
Brandão “na tentativa de retratar seus sítios ignorados, termina por confessar:
“o que eu queria dar só o podem fazer os pintores – os tons
molhados, os reflexos verdes, o galopar das nuvens fugindo sobre a imensa
superfície polida, e, por fim, ao cair da tarde, a agonia dolorosa da luz.”
Ora (continua), não é precisamente isto que Cancão logra
fazer? Então vejamos:
A água branda descia
Pelo pequeno gramado
A relva, fresca e macia,
Era um tapete rendado
Se ouvia lá da colina,
Soluçar uma cascata
E o sol com seus lampejos,
Dava os derradeiros beijos
No rosto verde da mata
Pelo pequeno gramado
A relva, fresca e macia,
Era um tapete rendado
Se ouvia lá da colina,
Soluçar uma cascata
E o sol com seus lampejos,
Dava os derradeiros beijos
No rosto verde da mata
(Depois da Chuva)
Em meados dos anos setenta, aconteceu um fato digno de
registro. Estávamos em visita à “Velha Grécia”. Corria um sábado dia de feira.
Dez horas da manhã, o sol já trêmulo. Fomos à casa de Cancão localizada no
quadro da feira, para uma visita evidentemente poética e de prazer: Eu, Celis e
Marcos Nigro (todos de Sertânia). Lá o encontramos nu da cintura pra cima, de
mãos espalmadas tateando na parede do corredor da casa, em direção à cozinha.
Embriagado 10h da matina? Imaginamos silenciosamente. A mãe dele havia
morrido há 15 dias. Era esse o motivo do desespero. Cancão chorava feito
criança e dizia inconformado: – Eu quero mamãe!
Sua esposa, dona Amélia nos recebeu com o mesmo calor do
sertanejo comum. Foi até o quarto do casal e nos trouxe uma caixa
de sapatos repleta pelas bordas de poemas escritos pelo mestre em variados
tipos de papéis. Inesquecível!
Esse é o perfil do homem que “viajou” em 1982, julho,
precisamente. Cancão deixou três livros: Musa Sertaneja (1967) com o prefácio
do sertaniense, Wlisses Lins de Albuquerque; Flores do Pajeú (1969); Meu
Lugarejo (1979). Acreditamos que publicado pela UFRPE, quando o poeta Joselito
Nunes era diretor da gráfica daquela Instituição.
Em 2007, o escritor, Lindoaldo Campos prestou esse impagável
serviço à população leitora de poesia e pertencente à irmandade, Cancão, ao
compilar os poemas do mestre malassombrado, em um só livro: “PALAVRAS AO
PLENILÚNIO” para o deleite de todos nós. Livro este, patrocinado pelo governo
da Paraíba – UFPB (edição esgotada).
O projeto 100 ANOS DO PÁSSARO POETA, idealizado pelo poeta
egipciense Marcos Passos, coordenado por ele, Ésio Rafael e Lindoaldo Campos,
encontra-se na: Secretaria de Cultura do Governo do Estado. É um
projeto de pequeno porte, onde consta uma estátua do mestre, a ser erguida em
São José do Egito-PE, oficinas literárias, rodas de glosa, debates e o
lançamento da segunda edição do livro “PALAVRAS AO PLENILÚNIO”, também
encaminhado à CEPE. É a oportunidade do Governo do Estado fazer com o poeta
Cancão o que o Governo do Ceará fez com Patativa do Assaré, que hoje é reputado
como o maior poeta popular da América Latina.
Convocamos algumas pessoas que possam nos ajudar, pois, não
é mole, concorrer com aniversariantes mais visíveis. Cancão está longe, são
mais de quatrocentos quilômetros de distância daqui para São José do Egito: “A
Velha Grécia”, no dizer de Wlisses Lins no seu discurso de posse na Academia
Pernambucana de Letras. Estamos longe da claridade e do foco da pilha, dos que
têm a chave do poder. O Projeto: Pernambuco Nação Cultural nos têm dado apoio
logístico, no sentido de divulgarmos os Cem Anos de Cancão na confecção do
selo: Cem Anos do Pássaro Poeta, momento em que fomos à Nazaré da Mata para
traçarmos um perfil biográfico do poeta, divulgando o seu nome na Mata Norte
pernambucana. No próximo dia 16, vamos à Petrolina, na região do São Francisco
para fazermos a mesma coisa, desta feita, numa cidade sertaneja, onde já se
conhece Cancão, inclusive professores universitários residentes naquela cidade
sertaneja que cultivam o gosto pela poesia do mestre. Tudo isso com o apoio do
escritor: Wellington de Melo, Coordenador de Cultura da Secretaria de
Cultura do Estado, que conhece e reconhece Cancão.
E… SALVE CANCÃO!
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Festa para João Furiba...
O Mestre João
Furiba, repentista de uma geração de cantadores imortais, entre os quais estão;
Pinto de Monteiro, Antônio Marinho, os irmão Batista e tantos outros, estará
neste sábado, aos 88 anos, lançando sua biografia [Convite anexo]. Uma Historia
cheia de estórias e acontecimentos insólitos, dignos das grandes figuras
humanas.
É imperdível qualquer contato que se possa ter com o iluminado
Furiba, uma figura impar entre seus pares. Cômico, irônico, ácido, irreverente,
assim é sua verve para o repente. Um cantador de viola de inúmeras habilidades.
Apenas uma de suas magníficas passagens;
Cantando com o renomado e imortal cantador Pinto de Monteiro,
com quem fez dupla por décadas, sempre sendo subjugado a apenas “bater esteira”
para o mestre, pega ele numa deixa mau calculada, numa falha sem precedente do
“Cascavel do repente”.
Finda o verso Pinto;
Vou acender minha luz
Pra seguir o meu roteiro.
E Furiba rebate sem pestanejar;
Olhem Pinto de Monteiro
Caindo nos pés da cruz
Pois sou um analfabeto
Mas agradeço a Jesus
Pois digo muita besteira
Mas não digo acender luz.
Então, todos ao Paço!
Abraços...
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
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