
O poema abaixo é de um dos vários poetas que habitavam Fernando Pessoa, Álvaro de Campos. Faço uma homenagem ao poeta Zeto, por suas declamações irreparáveis deste poema. Quem viu e ouviu sabe perfeitamente do que estou falando.
Jorge Renato de Menezes, poeta conhecido artisticamente por Jorge Filó, nasceu em Recife em 1969. Viveu a infância entre as cidades de Recife, Tuparetama, São José do Egito e Arcoverde. Nesta última, viveu da adolescência à fase adulta, exercitando a produção cultural, quando se mudou para o Recife em 1998, onde reside até hoje.
LISBON REVISITED


O poeta e professor Aleixo Leite Filho e o poeta repentista Diniz Vitorino com Cancão num registro do apologista Urbano Lima


O poetamigo Lindoaldo Jr., organizador do livro Palavras ao plenilúnio, do genial poeta João Batista de Siqueira, Cancão, estará neste sábado, dia 10, no Mercado da Madalena, mas precisamente no Box Sertanejo, nos brindando com a 2ª edição do livro. Muitos me procuraram, e procuram, a procura do livro do poeta, que teve sua 1ª edição esgota quase que no lançamento. Pois bem, esta é uma ótima oportunidade de adquirir esta obra prima, não só pelo fabuloso conteúdo poético, inquestionável, bem como pelo esmero e cuidado do organizador na compilação e apresentação da obra. Pra quem não conhece Cancão, tai uma “pequena” mostra de sua grandeza poética.
Quero comemorar com todos os amigos e parceiros a indicação ao PRÊMIO TIM DE MÚSICA BRASILEIRA, na categoria de MELHOR CANTOR REGIONAL!! Agradeço a todos vocês que me incentivam e torcem pelo meu trabalho!!



O grupo (ou seria melhor chamar de dupla?) Vates & Violas virou uma lenda alternativa na música do Nordeste, tanto quanto na sua riqueza poética, herança de cantadores e trovadores nordestinos que lhes foram apresentados pelo pai, o lendário cantador e poeta Zé de Cazuza. Agora com um som mais amadurecido do que no CD de estréia, eles chegam ao palco do Teatro Paulo Pontes (Espaço Cultural José Lins do Rego, em Tambauzinho) amanhã (11) mais conscientes, para lançar o segundo disco, "Quem Não Viaja, Fica". No show desta sexta-feira estarão participando os poetas Felizardo Moura (irmão de Miguel e Luiz), Marco Di Aurélio, Feitosa Nunes e Zé de Cazuza, este último, 'lambendo as crias' sobre as quais semeou tantos versos e estórias. Os ingressos para a cantoria de lançamento custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (para estudantes). A apresentação começa às 21h.
No primeiro disco, que vendeu nada menos do que dez mil cópias, sem nenhum aparato de divulgação institucional e esgrimando com a alienação reinante onde músicas pobres abocanham o mercado sem dó nem piedade, Miguel Marcondes e Luiz Homero conseguiram a respeitabilidade dos que se interessam por poesia, e por música, sem concessões. Formado em 1997, portanto já com 11 anos de caminhadas, o Vates & Violas hoje é um comboio, uma caravana, uma trupe. "Não pensamos somente como dupla, mas entendemos que somos um grupo de todos que tocam conosco e caem na estrada", disse Luiz Homero ao caderno Show em contato no Recife, semana passada.
Canções como "Ladeiras e Carnavais", "Tibumgo", "Clorofila" e "Saudade Boa" entre outras, deixam bem claro que o pó da estrada deu um cabedal maior aos vates que com suas violas em punho transgridem qualquer curso normal de que se tenha notícia na música atual. "Quem Não Viaja, Fica!" é um disco daqueles a serem catalogados como World Music, pela maneira reverencial com que tratam suas influências mas viajando por outros prados, sem a menor cerimônia. Miguel e Luiz lidam bem com os versos, prenhos de metáforas, o que faz de suas obras algo inovador sem deixar de ter o gosto de raiz.
De uma década pra cá o que lhes coube foi dar um polimento na sonoridade e trabalhar a capa do CD como lhe é devido: o futuro abraçando o passado, para construir o presente. Diríamos que, talvez até inconscientemente, Luiz Homero e Miguel Marcondes têm um que de Raul Seixas, principalmente na viagem planetária que propõe, e no despojamento musical que bebe no sertão e no espaço, sem pousar nas capitais tão frias e violentas.
"Fizemos esse disco com mais zelo, tivemos mais tempo e mais condições para dar qualidade técnica ao que já vínhamos perseguindo", disse Homero quando de nossa conversa rápida na loja Passadisco, em Recife. Eles rejeitam a pose de superstar, e suas esquisitices são naturais. Mas não entendam cá ser esquisito com ser chato, arrogante ou coisa que o valha. Eles são mesmo os bicho-grilo dos quais a urbe ainda não tirou o cheiro rural. Mas também está longe de serem fruto dessas duplas pseudo-sertanejas que empestam o mercado fonográfico.
"É importante a banda fazer um disco que pode ser levado ao palco sem muita diferença do estúdio para não decepcionar nem confundir o público", diz Miguel Marcondes para explicar que os músicos que gravaram o disco estarão no palco do Paulo Pontes amanhã.
Publicado no jornal O Norte, Paraiba, dia 10 de abril.
