quarta-feira, 11 de junho de 2008

Explicando o poema abaixo!






O poema abaixo é de um dos vários poetas que habitavam Fernando Pessoa, Álvaro de Campos. Faço uma homenagem ao poeta Zeto, por suas declamações irreparáveis deste poema. Quem viu e ouviu sabe perfeitamente do que estou falando.

Zeto! Zeto!! Zeto!!!

LISBON REVISITED
(1923)

Não: não quero nada.

Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!

l Álvaro de Campos

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ron Mueck e sua arte incomparável!

Imagem, imagem, imagem... é assim que tem inicio o livro “Antes de Adão” do escritor Norte-americano Jack London. No livro, o leitor é obrigado a criar e enveredar pelo mundo proposto na leitura. Em “Antes de Adão” isso se faz de forma espetacular. Mas a imagem, ela propriamente dita, cria em nós um impacto desconcertante. Foi assim que fiquei quando vi as esculturas deste cabôco Australiano, Ron Mueck, o nome é fêi, mas o que ele faz é de engasgar. Clique aqui! e viaje nas imagens...



sábado, 7 de junho de 2008

Do livro "As curvas do meu caminho"

Os versos que aqui se seguem foram extraídos do livro de meu pai Manoel Filó “As curvas do meu caminho” que pode ser encontrado no Box Sertanejo, Mercado da Madalena, em Recife, ou diretamente comigo, que mando pra qualquer lugar. Me mande um imêi ou ligue 81-99752645, o livro custa R$ 20,00 [vinte conto], fora taxa de envio que varia de lugar pra lugar. E ai vão os versos.

Mais uma vez Heleno:

O inverno era constante
No final de cada dia.

Manoel Filó:

No sertão, quando chovia,
Se via na região
Lindos rosários de orvalho
Sob os galhos de algodão
E um pingo em cada folha
Das latadas de feijão.

Ainda Heleno:

Mesmo que a chuva atrapalhe
Cantaremos novamente.

Manoel Filó:

Quer tenha ou não tenha gente,
Deus querendo a gente canta.
Nós somos dois grilos verdes
Dentro do capim de planta
À espera do inverno
Que vem na Semana Santa.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Vozes Femininas

Mariane, Silvana, Cida e Susana

Quatro poetisas, ou poetas, pois, como diz a poeta Leila Míccolis, Em poetisa todo mundo pisa, quatro vozes femininas; Cida Pedrosa, Silvana Menezes, Susana Morais e Mariane Bígio. Alem da graça e da beleza destas moças, está a arte de declamar, encenar, interpretar poesias com a sutileza que só as mulheres tem. O grupo vem se apresentando pelo Recife e já arrebanha vários admiradores e fãs. Com um repertorio autoral e de grandes nomes da nossa poesia universal, a apresentação do grupo é um deleite para os ouvidos e para os olhos. Todas são poetas, fabricam seus próprios poemas nos mais variados formatos; sonetos, quadras, cordéis, versos soltos, nos mais variados temas. Quem tiver a oportunidade de vê-las, não hesite e será surpreendido com um belo espetáculo.

Hoje e amanhã, dias 06 e 07 de Junho, elas estarão na estação central do Recife, ao lado da Casa da Cultura. Vale a pena prestigiar estas belas Vozes Femininas.

Serviço

O que? Apresentação do grupo Vozes Femininas
Onde? Museu do Trem de Recife (Estação Central do Metrô)
Quando? 06 e 07 de Junho de 2008
Que horas? a partir das 17h
Quanto? GRÁTIS

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Fim de Feira! Música de qualidade!!!

Os Vates na Continente Multicultural


A banda Vates e Violas está na edição deste mês de junho da conceituada revista pernambucana, que tem distribuição nacional. A matéria foi escrita pelo jornalista Germano Rabelo, a partir de uma entrevista realizada com os irmãos Miguel e Luis, que lideram a banda a mais de dez anos, por conta do lançamento do novo CD “Quem não viaja, fica!”. Compre a revista ou visite o site [clique aqui] e saiba um pouco mais sobre os Vates e sua sonoridade única! Você pode, também, visita o MySpace da banda [clique aqui], lá tem musicas, agenda, release, imagens... entre e deixe seu recado!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Do livro "As curvas do meu caminho"


Em cantorias com o primo irmão Heleno Rafael, Heleno de Tia Mariquinha ou Caicai, como pai costumava chamar, sempre tiveram o tema das coisas do sertão como mote central de suas pelejas. Eis ai uma pequena mostra destes encontros poéticos, sempre com deixas de Heleno.

Conheço a acrobacia
Do noiteiro bacurau.

Manoel Filó

Admiro o Serra-pau
Num galho de aroeira
Sem sebo para o serrote
Trabalhar a vida inteira
Serrando só pelo vício
Sem precisar da madeira.

Outra vez Heleno

O homem fica sem jeito
Na ausência da caseira.

Manoel Filó

Quando falta a companheira
Na vida de um passarinho,
Ele busca um pau bem alto
Para construir seu ninho;
Devido ser menos triste
Para quem mora sozinho.

Mais uma vez Heleno:

Quando a lua já vai perto
De se esconder no poente.

Manoel Filó:

Bonito é vê-se uma enchente
Ao clarão da lua cheia
Se alargando no baixio
Trazendo bancos de areia
Salvando um campo de milho
Que a folha virou correia.

OBS. Na foto acima, estão minhas duas avós – as duas últimas da esquerda pra direita, sendo a primeira, Mãe Tête, mãe de pai, e a derradeira, Vó Mira, mãe de mãe – e a primeira das quatro, é Tia Mariquinha, mãe do poeta Heleno, todas irmãs.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Mestres da poesia

O poeta e professor Aleixo Leite Filho e o poeta repentista Diniz Vitorino com Cancão num registro do apologista Urbano Lima

Eu, cada vez que folheio o livro Palavras ao Plenilúnio do poeta Cancão, impressionado fico. Não só pelo rigor na rima, na métrica e na oração, mas também por ser Cancão a figura impar que é. Vejamos o que escreveu sobre ele o pesquisador, escritor e folclorista Francisco Coutinho Filho, no seu livro Violas e Repentes, de 1953, Cap. XII, pp 65/69.

João Batista de Siqueira, conhecido pela alcunha de Cancão, é um agricultor pobre, de mãos calosas, acentuadamente introspectivo, vive preso a tristeza indissimulável de um desgosto íntimo. Ajusta-se aos derivativos de uma existência calma e conformada, no árduo trabalho da roça e no doce cultivo da poesia. É um lírico de remígios impressionantes(...) Vive na reclusão voluntária do seu tiquinho de terra no sitio Queimadas, do município pernambucano de São Jose do Egito. Nasceu lá, no dia 12 de maio de 1912. Deixou de cantar em 1950. Freqüenta a cidade, sede do município, algumas vezes, nos dias de feira, aos sábados(...)

Em 1953, era essa a imagem de Cancão, assim como foi até o "fim da vida" em 1982, de uma simplicidade sem antecedentes. Geraldo Amâncio, grande poeta repentista, numa tarde de 06 de janeiro do ano que não me lembro, com certeza inicio da década de 1980, observava Cancão que cochilava numa cadeira enquanto Pinto do Monteiro cantava com o aniversariante do dia, Lourival Batista, em sua casa em São Zé – casa de Louro. Geraldo, logo após, indo cantar com Louro, nos primeiros acordes da viola, Cancão desperta, ao que Geraldo emenda;

Cancão as vezes parece
Não saber quem canta bem
Pinto cantando ele dorme
Eu vou cantar ele vem
Mas todo gênio e ingênuo
Não sabe o valor que tem.

Lendo e relendo seu livro, uma coletânea lançada recentemente pelo poeta Lindoaldo Junior, numa compilação de seus três livros; Musa Sertaneja, Flores do Pajeú e Meu Lugarejo, alem de poemas inéditos, fico impressionado com a magnitude de seus versos. Do poema Meu Lugarejo, extrai esta belíssima estrofe;

(...)
Esvoaçam preguiçosas
As abelhas pequeninas
Tirando néctar das rosas
Das regiões campesinas
Os colibris multicores
Pelos serenos verdores
Perpassam com sutileza
O orvalho cristalino
Lembra o pranto divino
Dos olhos da natureza.
(...)

A benção Mestre Cancão, cultivador de versos geniais e malassombrados, habitante do mundo do invisível, ainda tão presente e real em nossas vidas!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Poetas da Unicordel!

A mais bela imagem do ano!


Esta é a barragem de Brotas, em Afogados da Ingazeira-PE, sertão do Pajeú, num momento mágico para o povo sertanejo. A imagem por si só já traduz toda riqueza que tem a água pra nossa gente.
O poeta Wilson Freire descreve o curso natural das águas com grande maestria nesta bela sextilha.

A chuva afaga o lajedo
Até deixa-lo macio
Depois corre barulhenta
É correnteza no cio
Se entrega a um riacho
Engravida pare um rio.

Este é o Rio Pajeú, nossa maior riqueza.

domingo, 11 de maio de 2008

Ésio Rafael no site Interpoética!


Pra mim foi mais que uma honra participar desta entrevista. Agradeço o convite de Ésio, Cida e Sennor. Foi, na verdade, uma grande e proveitosa farra, regada a poesia e, é claro. uma cachacinha das boas! Parabéns ao site Interpoética pelo belo trabalho, pela transcrição incorrigível, pelo cuidado, incluindo ainda uma galeria de fotos.

Esta foto abaixo descreve um pouco do que foi esta tarde de março no terreiro da casa de Ésio Rafael. Clique no link acima e pode desfrutar!


Mais uma pra Zé Vicente


Em mais uma foto do poetamigo Paulo Carvalho, que tem um acervo fotográfico incrível. O poeta Zé Vicente canta com o poeta cantador Zeto. Esta cantoria está se repetindo nos salões celestiais!

Uma homenagem do poeta Zelito ao mestre Zé Vicente!

ZÉ VICENTE NO CÉU


Zé Vicente chegou no paraíso
Foi direto pra casa de Cancão
Que num abraço lhe disse – meu irmão
Você trouxe farinha e rapadura?
Cante um verso que fale da natura
De um canário voando na amplidão
Que eu lhe falo do amor da virgem pura
E a saudade que eu sinto do sertão.

Zelito Nunes

Agenda Unicordel

13/05/08 (terça)-15 h - Palestra de Altair sobre a poesia e o rádio, na Biblioteca Pública de Casa Amarela

13/05/08 (terça) -19h - Inauguração do espaço do Coletivo CÉLULA MATER - Rua da Glória, nº 310 - Boa Vista (cartaz anexo)

15/08/08 (quinta) - 20h - Recital com Altair Leal, Felipe Júnior e José Honório na Pizzaria O LENHADOR , na Lagoa do Araçá (próximo ao núcleo policial)

16/05/08 (sexta) - 15 h - Intervenção do Coletivo Oroboro na Estação Central do Metrô


Mestres da poesia

Foto Paulo Carvalho

O poeta Zé Vicente, na foto com Louro do Pajeú, viajou fora do combinado nesta sexta-feira última passada. O poeta estava hospitalizado a dias na cidade de Bezerros, e teve seu descanso merecido. Zé Vicente foi e sempre será um ícone no universo dos repentistas.

O que prende demais minha atenção
É um touro raivoso numa arena
Uma pulga do jeito que é pequena
Dominar a bravura do leão
Na picada ele muda a posição
Pra coçar-se depressa com certeza
Não se serve da unha nem da presa
Se levanta da cama e fica em pé
Tudo isso provando quanto é
Poderosa e suprema a natureza

Admiro demais o beija-flor
Que com medo da cobra inimiga
Só constrói o seu ninho na urtiga
Recebendo lição do Criador
Observo a coragem do condor
Que nos montes rochosos come presa
Urubu empregado na limpeza
Como é triste a vida do abutre
Quando encontra um morto é que se nutre
Quanto é grande e suprema a natureza

Não há pedra igualmente ao diamante
Nem metal tão querido quanto o ouro
Não existe tristeza como o choro
Nem reflexo igual ao de um brilhante
Nem comédia maior que a de Dante
Nem existe acusado sem defesa
Nem pecado maior que avareza
Nem altura igual ao firmamento
Nem veloz igualmente ao pensamento
Nem há grande igualmente à natureza

[Zé Vicente, Passarinho do Norte e Bráulio Tavares]

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Boa Nova [O livro de Cancão]

O poetamigo Lindoaldo Jr., organizador do livro Palavras ao plenilúnio, do genial poeta João Batista de Siqueira, Cancão, estará neste sábado, dia 10, no Mercado da Madalena, mas precisamente no Box Sertanejo, nos brindando com a 2ª edição do livro. Muitos me procuraram, e procuram, a procura do livro do poeta, que teve sua 1ª edição esgota quase que no lançamento. Pois bem, esta é uma ótima oportunidade de adquirir esta obra prima, não só pelo fabuloso conteúdo poético, inquestionável, bem como pelo esmero e cuidado do organizador na compilação e apresentação da obra. Pra quem não conhece Cancão, tai uma “pequena” mostra de sua grandeza poética.

CREPÚSCULO

O céu se abre num leque de rubor
A luz solar cristaliza o panorama
Se escoa e tremula sobre a rama
Tornando toda a pelúcia multicor

Os horizontes circulam de outra cor
A penumbra parece arder em chama
A última luz no ocaso se derrama
Num quadro mágico, sublime, encantador

O sol, guerreiro que veio do Oriente
Passou o dia lutando ferozmente
Da guerra trouxe seu golpe assinalado

Agoniza agora, e através da tela infinda
Pela grimpa da serra mostra ainda
A metade do rosto ensangüentado

Logo abaixo, temos dois textos, de Ésio Rafael e Meca Moreno, que dão um lustre mas adequado a obra prima do mestre Cancão!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Um recado de Josildo Sá

Quero comemorar com todos os amigos e parceiros a indicação ao PRÊMIO TIM DE MÚSICA BRASILEIRA, na categoria de MELHOR CANTOR REGIONAL!! Agradeço a todos vocês que me incentivam e torcem pelo meu trabalho!!

PRA COMEMORAR mais essa vitória, eu estarei com minha banda fazendo temporada de forró e samba de latada neste mês de maio inteiro:

QUINTAS-FEIRAS DE MAIO: estarei no Restaurante GIO em Boa Viagem com muitos convidados. Neste próximo dia 8, 22h, os convidados são Geraldo Maia e Cézar Michilles!! Dois amigos que admiro muito.
Informações: 3325.5588

SEXTAS-FEIRAS DE MAIO: estarei no Quintal do Lima, na Rua do Lima número 100. A festa começa dia 9, as 22h, com os melhores DJs da cidade. No quintal o meu convidado desta sexta é o coquista caruaruense Herbert Lucena. Informações: 3221.6552 E 8856.6251

Conto com vocês pra gente divulgar esta temporada ok!! Um grande abraço. Josildo Sá.

Ta valendo poeta! Pode contar com a gente!!!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Mestres da poesia


O mestre maior de todos, Manoel Xudú, poeta paraibano da cidade de Pilar, um dos maiores gênios da poesia. Em certa ocasião era, insistentemente, interpelado por um ouvinte da cantoria, que lhe oferecia uma bebida enquanto o poeta cantava, o mestre Xudú saiu-se com essa pérola;


Deixe de tanta imprudência
Deixe eu findar a peleja
Como é que eu posso tocar
Cantar e tomar cerveja
Quem três gosto é cachorro
Que corre, late e fareja.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

What's Happening in Pernambuco


“O que está acontecendo em Pernambuco” é a tradução dessa coletânea lançada nos Steits pelo selo Luaka Bop do produtor e músico David Byrne. Né brincadeira não! Os caras já estavam numa coletânea que saiu a dois anos na Europa e agora invadem a terra dos ianques. É, quero ver quando os Vates serão reconhecidos por aqui!












Os irmãos Luis Homero e Miguel Marcondes [na foto acima], líderes da banda Vates e Violas, estiveram por estes dias em viajem pelo sertão dos estados da PB e PE, divulgando e mostrando seu mais novo trabalho, o CD "Quem não viaja, fica!". Em Serra Branca-PB participaram da gravação do DVD da banda Forro Gente Boa, junto a nomes como; Biliu de Capinas, Os Três do Nordeste, Nanado Alves e tantos outros.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Quem não viaja, fica! [onde comprar]


Passa Disco
Shopping Sítio da Trindade
Fone 32680888

Box Sertanejo
Mercado da Madalena
Fone 34468596

Budega de Veio
Ladeira do Amparo-Olinda
Fone 34290185

Oficina da Música
Av. Guararapes-Centro
Fone 32247654

Livraria Cultura
Paço Alfândega-Recife Antigo
Fone 21024033

Livraria Saraiva
Shopping Center Recife
Fone 34649393

Gramophone
Shopping Center Recife
Fone 34646298

Mais pontos de venda em breve!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Tá aqui, tá aqui, tá aqui, tá aqui...!


PRU SÃO JOÃO DA CAPITÁ


Essa é minha contribuição para o manifesto do amigo Anselmo Alves, transcrito logo abaixo, Eu quero o meu sertão de volta! Esse “São João da Capitá” é uma verdadeira Ode ao lixo sonoro produzido por esse encharco de bandas comerciais, onde o que menos importa é a musica!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Acunha! Josildo Sá e Paulo Moura!!!

Esses dois manifestados buliram com o quebra cabeça da música direitinho. O Samba de Latada que esses cabôco se juntaram pra fazer, é de lascar o cano e o resto da obra. Isso sem falar no povo que bóli com os instrumentos, uma banda mais que inteira. Mestre Paulo Moura exercita os pulmões da maneira mais melódica que pode existir, enquanto o vaqueiro plugado, Josildo Sá, peneira a voz num arrastado de primeira. É bonito de ver, ouvir, dançar, sentir... num deixe de ir nem que dê a gôta!!!

domingo, 13 de abril de 2008

Fala, Ricardo Anísio!


Viagem sem volta

Vates & Violas lança seu segundo CD “Quem Não Viaja, Fica!” durante apresentação amanhã no Teatro Paulo Pontes

Ricardo Anísio
ricardoanisio@jornalonorte.com.br

O grupo (ou seria melhor chamar de dupla?) Vates & Violas virou uma lenda alternativa na música do Nordeste, tanto quanto na sua riqueza poética, herança de cantadores e trovadores nordestinos que lhes foram apresentados pelo pai, o lendário cantador e poeta Zé de Cazuza. Agora com um som mais amadurecido do que no CD de estréia, eles chegam ao palco do Teatro Paulo Pontes (Espaço Cultural José Lins do Rego, em Tambauzinho) amanhã (11) mais conscientes, para lançar o segundo disco, "Quem Não Viaja, Fica". No show desta sexta-feira estarão participando os poetas Felizardo Moura (irmão de Miguel e Luiz), Marco Di Aurélio, Feitosa Nunes e Zé de Cazuza, este último, 'lambendo as crias' sobre as quais semeou tantos versos e estórias. Os ingressos para a cantoria de lançamento custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (para estudantes). A apresentação começa às 21h.

No primeiro disco, que vendeu nada menos do que dez mil cópias, sem nenhum aparato de divulgação institucional e esgrimando com a alienação reinante onde músicas pobres abocanham o mercado sem dó nem piedade, Miguel Marcondes e Luiz Homero conseguiram a respeitabilidade dos que se interessam por poesia, e por música, sem concessões. Formado em 1997, portanto já com 11 anos de caminhadas, o Vates & Violas hoje é um comboio, uma caravana, uma trupe. "Não pensamos somente como dupla, mas entendemos que somos um grupo de todos que tocam conosco e caem na estrada", disse Luiz Homero ao caderno Show em contato no Recife, semana passada.

Canções como "Ladeiras e Carnavais", "Tibumgo", "Clorofila" e "Saudade Boa" entre outras, deixam bem claro que o pó da estrada deu um cabedal maior aos vates que com suas violas em punho transgridem qualquer curso normal de que se tenha notícia na música atual. "Quem Não Viaja, Fica!" é um disco daqueles a serem catalogados como World Music, pela maneira reverencial com que tratam suas influências mas viajando por outros prados, sem a menor cerimônia. Miguel e Luiz lidam bem com os versos, prenhos de metáforas, o que faz de suas obras algo inovador sem deixar de ter o gosto de raiz.

De uma década pra cá o que lhes coube foi dar um polimento na sonoridade e trabalhar a capa do CD como lhe é devido: o futuro abraçando o passado, para construir o presente. Diríamos que, talvez até inconscientemente, Luiz Homero e Miguel Marcondes têm um que de Raul Seixas, principalmente na viagem planetária que propõe, e no despojamento musical que bebe no sertão e no espaço, sem pousar nas capitais tão frias e violentas.

"Fizemos esse disco com mais zelo, tivemos mais tempo e mais condições para dar qualidade técnica ao que já vínhamos perseguindo", disse Homero quando de nossa conversa rápida na loja Passadisco, em Recife. Eles rejeitam a pose de superstar, e suas esquisitices são naturais. Mas não entendam cá ser esquisito com ser chato, arrogante ou coisa que o valha. Eles são mesmo os bicho-grilo dos quais a urbe ainda não tirou o cheiro rural. Mas também está longe de serem fruto dessas duplas pseudo-sertanejas que empestam o mercado fonográfico.

"É importante a banda fazer um disco que pode ser levado ao palco sem muita diferença do estúdio para não decepcionar nem confundir o público", diz Miguel Marcondes para explicar que os músicos que gravaram o disco estarão no palco do Paulo Pontes amanhã.

Publicado no jornal O Norte, Paraiba, dia 10 de abril.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Meu Pajeú


Uma barragem sangrando
Água barreira a barreira
A grota na corredeira
É meu Pajeú cantando.
O meu sertão invernando
Traz fartura e alegria
Tudo que plantar se cria
Nas margens do redentor
Meu Pajeú teu valor
Eu decanto em poesia.

Jorge Filó

Foto da barragem de Brotas em Afogados da Ingazeira.
Ano de 2008.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Um ano blogando! Parabéns!!!

Me passou desapercebido que neste mês de março o nosso blog No pé da parede completou um ano em plena atividade. Mais de 3 mil pessoas visitaram nossa página neste primeiro ano - de vários que virão - o que nos enche de orgulho e vitalidade para continuar blogando. Espero – acredito que estou – estar agradando a todos que nos visitam. Um abraço a todos que passaram por aqui, e continuem fazendo parte deste terreiro que se expande pelo mundo.

Aqui no pé da parede
É onde a prosa vadeia
Nossa arte popular
A sua verve semeia
Com força e com energia
Espalhando a poesia
Respeitando a arte alheia.

Sempre que puder, nos visite, deixe seu comentário, participe com sugestões, críticas, elogios...

SEJAM SEMPRE BEM VINDOS!


Jorge Filó