sexta-feira, 12 de abril de 2013

Fala Pedro!!!


O poeta, escritor e pesquisador, Pedro Américo de Farias, natural de Ouricuri, região do Araripe pernambucano, será o homenageado, da II Jornada Literária Chapada do Araripe, uma realização SESC-PE, que acontecerá de 18 a 27 deste mês em cinco cidades e dois distritos da região [Em breve programação completa].

Nesta entrevista, concedida ao nosso blog, com exclusividade, o poeta nos fala um pouco de tudo e convoca a todos para participar da Jornada, que culminará em sua Ouricuri com uma Mesa de Glosas e recital poético.

Entrevista por Jorge Filó.

Quando e como surgiu o Pedro Américo poeta, escritor e curioso de tudo?

– Primeiro veio o curioso de tudo, depois, pelos 13 anos, as primeiras leituras fora dos livros escolares, entre as quais o Tesouro da juventude. Já no Recife, depois do vestibular, comecei a ensinar em cursinhos preparatórios para supletivo e pré-vestibular (início dos anos 1970). Então, curtindo os textos na preparação de aulas fui descobrindo que eu também podia escrever, pois era só dar rédeas à imaginação e arrumar as frases da melhor maneira. Assim na poesia como na prosa, para décadas com fim, amém!

Quais suas referências literárias de sempre e de hoje, regionais e universais?

– Sou um leitor compulsivo e generalista. Gosto de tudo que tem sabor de engenho e arte, o que é encontrável em todas as tribos do mundo, na escrita como na oralidade. Homero e Pinto do Monteiro, Guimarães Rosa e Aquilino Ribeiro, Baudelaire e Manuel Xudu.

Como foi sair do Araripe, há 45 anos, e agora voltar como homenageado em um evento literário com a importância da Jornada?

– Não cultivo a vaidade pessoal como fatura de um status. Acredito na produção literária como dupla vertente: a) sou funcionário de uma instituição pública, para a qual entrei porque leio,escrevo, reviso e edito, portanto vivo de literatura; b) encaro o meu trabalho como militância política (a luta pela sensibilização e a liberdade de expressão) e como instrumento de prazer. Recebo a homenagem com muita simplicidade e com alegria, pelo que, ao meu ver, significa: reconhecimento ao meu trabalho de escritor e animador cultural (expressão gasta, mas é o que é). Esta homenagem também significa que a região do Araripe, como qualquer outra do planeta, integra o mundo do pensar e do fazer artístico. Vem por mim e vem por todos os que escrevem ou experimentam a arte literária/poética, nestes ermos distantes do colarinho engomado de todas as urbes letradas.

Que transformações, culturais e sociais, um evento como a jornada, pode legar a região do Araripe?

– Citando Castro Alves: “Oh! bendito o que semeia / Livros, livros, à mancheia / E manda o povo pensar...” – tirando o desnecessário ‘manda’, que vem do positivismo, fecho com Castro Alves na ideia de que tudo de bom, na vida como na educação – o Sesc é uma instituição educativa – consiste  em gerar oportunidade igual para todas as pessoas, estejam onde estiverem. Assim, vemos fluir a invenção e fruir o prazer do invento.
               
De que maneira Ouricuri, sua terra natal, e região, influenciam na sua escrita?

– Penso que não há nenhuma simbiose entre o meio em que nasci e a minha criação, pelo menos não no sentido da motivação inicial. O que certamente se pode perceber é que a memória registra cada momento da vida e que tal registro reflete em vários textos que criei. Esse reflexo pode ser, às vezes, visível a qualquer leitor; outras vezes, somente ao escritor. Pode acontecer de ser invisível até ao escritor. Ouricuri, hoje, igual à Itabira de Drummond, “é apenas um retrato na parede”. Mas há o bar de Pita.

Tendo estado em várias outros países com povos e costumes diferentes, o que traz do mundo para seu terreiro?

– Respondo com um poema do meu quase livro Arquivo perdido, inédito:

A poesia se reconheça
neste que declara
a língua
é de todos e a fala
de cada um

a invenção
ao alcance das onze mil tribos
do mundo
foge de vesgos padrões
nega a cor local única
universaliza-se.

 
Pedro Américo, Reinivaldo Pinheiro e Jorge Filó... 1987 Festa Universitária de São José do Egito

terça-feira, 9 de abril de 2013

Continua esquentando!!!


E a II Jornada Literária Chapada do Araripe, segue se avolumando, em qualidade e conteúdo de seus participantes... Como se diz no sertão; Arri-égua!!!

Olhai; Junior Baladeira, Ésio Rafael, Marcelino Freire, Eu, As Severinas, Kerlle de Magalhães, Edison Ropberto e Myrna Maracaja...



segunda-feira, 8 de abril de 2013

A Chapada vai esquentar


A Chapada do Araripe
Encravada no sertão
No estado de Pernambuco
Uma bela região
Neste quarto mês do ano
Vai perceber no seu plano
Uma grande transformação.

É o SESC o fazedor
Da Jornada Literária
Que leva a cinco cidades
De maneira itinerária
Poetas e prosadores
Magníficos escritores
Numa festa solidária.



A programação de cada dia está em fase de finalização. Aguardem e acompanhem aqui no blog e na pagina do FCBK clicando aqui...

terça-feira, 2 de abril de 2013

No Reino do Poetas Cantadores...



Mil novecentos e oitenta
Em São José do Egito
Mês janeiro, dia seis
Se dava início ao rito
De poetas cantadores
Magníficos condores
Do repente mais bonito.

Da esquerda, fotos de cima;

1ª FOTO - João Furiba canta com Diniz Vitorino, sob o olhar atento do poeta Oliveira de Panelas, à direita de Furiba, e Otoni Propaganda, o guia do carro da Pitu, que segura o microfone. Logo atrás se vê o Mestre Louro.
2ª FOTO - Os poetas saudosianos Antônio Pereira e João Batista de Siqueira, o Mestre Cancão, em frente à casa do aniversariante Lourival Batista.
3ª FOTO - Os poetas Pedro Bandeira e Lourival Bandeira. Dois grandes do repente e advindos de outra dinastia de poetas repentistas.
4ª FOTO - [Foto central] Vista geral da Rua da Baixa, em São José do Egito, onde ocorria o grande encontro dos poetas, que cantavam junto do povo, em meio ao povo, anônimos e poetas já consagrados.
5ª FOTO - O mais incrível de todos o gênios já nascidos naquela ribeira do Pajeú. Pela grandeza de seus poemas, pela simplicidade de seus gestos, pelo apego às coisas naturais... Cancão é indefinível...
6ª FOTO - O mais lírico de todos, Mestre Jó Patriota, um boêmio inveterado, de poemas madrugadores, recheados de um sentimentalismo próprio dos virtuosos, assistido pelo poeta e jurista Zé Silva, à sua esquerda.
7ª FOTO - Cantam o aniversariante do dia, o genial Louro do Pajeú, o rei dos trocadilhos, com o fabricador de pérolas da Serrinha Zezé Lulú, outro incomensurável repentista daquele recanto.

Em 1980, data das fotos, que foram tiradas pelo amigo Marcos Nigro, de Sertânia, sertão do Moxotó, eu tinha 11 anos de existência. Lembro vagamente, talvez não deste, mas de outros grandiosos encontros em torno das festividades do Dia de Reis e do aniversário do Mestre Louro, aos 06 de Janeiro...

Que essas imagens sirvam pra adoçar a lembrança de todos que puderam vivenciar estes, hoje tão distantes, momentos e que joguem um pouco de luz sobre os novos administradores públicos da cidade Berço Imortal da Poesia, para que se possa reviver instantes tão mágicos quanto estes.

Os jovens poetas que hoje habitam São José reclamam e clamam pela volta da poesia como tema central de seus festejos... Eu acredito!

Jorge Filó.

terça-feira, 26 de março de 2013

Vejam que time!

Essa Jornada Literária Do Araripe já é, antes de ser...

Constelação de estrelas
Brilha no chão sertanejo
A Chapada do Araripe
Transforma-se num festejo
Recebendo os escritores
Poetas e prosadores
Num grandioso cortejo.

Jorge Filó.



quinta-feira, 21 de março de 2013

Um convite para todos



        Neste sábado estaremos todos - poetas, músicos, apologistas, declamadores... - no Mercado da Madalena para prestigiar estes dois ícones da nossa cultura genuinamente sertaneja, os poetas Xico Bizerra, com X e com I, e a maestrina Fátima Marcolino. O primeiro com seu CD Forroboxote 10 - Luar Agreste no Céu Cariri, com canções dele e do Mestre Dominguinhos, a segunda vem com seu livro de poemas reunidos "A mesa da cozinha la de casa". Duas belas obras...

Aguardamos todos lá!!!

terça-feira, 19 de março de 2013

Tejo por Berto!


Isso é que é um registro fela-da-gaita... Nosso Papa da ICAS, Luiz Berto, enchendo a lata de aguardente com uma récua de meia dúzia de seis bêbados, e contando histórias de outro mestre da nossa arte literária, o poeta Orlando Tejo... É de si urinar de rir com os versos à Canindé e demais presepadas destes dois geniais literatos.

Cuidem em ver o vídeo até o final que vale a pena demais...

terça-feira, 12 de março de 2013

Deu no JC...


Isso é o que eu chamo de artista comprometido, não só com sua arte, mas com o mundo em sua volta... Além de todas as viagens mencionadas na nota, vai estar, agora em abril, em Bodocó, pela II Jornada Literária Do Araripe, iniciativa do SESC-PE, no sertão do estado...

SonetOlinda...Arrecife...


domingo, 10 de março de 2013

Um texto de Geraldo Palmeira

Bio Crisanto, o “Poeta Filósofo”

Severino Cordeiro de Sousa (Bio Crisanto), nasceu aos 09 de maio de 1929, no povoado São Vicente, na época município de São José do Egito. Filho de Crisântemo Olegário de Sousa e Blandina Maciel de Sousa, nos seus primeiros anos de vida foi residir em Sumé – PB, retornando à Capital da Poesia já adolescente. Aos oito anos de idade, escreveu sua primeira poesia, “Vida na Roça”. A partir daí a arte do versejar tomou conta da sua vida e, junto ao irmão Macilon Olegário de Sousa, foi cantador de viola durante três anos.

Na década de 50, logo após o falecimento de seu genitor, Bio Crisanto mudou-se para Jacobina – BA, onde exerceu outras atividades profissionais. Naquela cidade, em novembro de 1959, por excesso de trabalho, sofreu um esgotamento físico e foi hospitalizado. Uma enfermeira sem conhecimentos anatômicos aplicou-lhe uma injeção no glúteo onde a agulha atingiu a cartilagem do tendão de locomoção. A partir dessa data o poeta não andaria mais.

No início da década de 60, Bio retorna a São José do Egito e começa sua luta para adequar-se a doença que o acometeu. Depois de morar alguns anos com a família, decide residir sozinho.

Grandes companheiros de suas horas de solidão foram amigos, familiares e os livros. Foi principalmente na dedicação à leitura que Bio Crisanto superou suas mágoas e, na poesia, expôs toda sua sentimentalidade, valorização ao regionalismo e teorias sobre a vida. A arte do pensar foi a grande responsável pelo título que recebeu: “Poeta Filósofo”.

Na década de 60, em períodos tensos de nossa história, Bio escreveu “Fase Semi-Feudal”, poema consagrado que lhe rendeu elogios além fronteiras pernambucanas. Por se tratar de versos hostis ao regime militar, nenhuma das suas 14 estrofes foi publicada no seu livro.

Em 1975, o sonho de publicar um livro é realizado. Prefaciado pelo grande amigo e poeta Aleixo Leite Filho, Bio Crisanto lança “Meu Trigal”, um composto de prosa e versos. Na obra, o poeta conduz o leitor aos seus pensamentos filosóficos e envereda na poesia, dando ênfase ao estilo soneto.

Nas horas de conversa, quase sempre debruçado na janela de sua residência, localizada na Rua do Poeta, denominação escolhida em sua homenagem, Bio atendia inúmeros estudantes em busca de conhecimentos, levantava importantes assuntos ao lado de amigos e sempre que outro poeta o visitava, a glosa tomava conta do ambiente.

Na década de 90 foi fundador do Clube de Cultura Literária, entidade que por mais de dez anos foi instrumento forte na promoção cultural da Região. Ainda nessa época, participou de diversos concursos de poesia, obtendo os primeiros lugares.

Membro da União Brasileira de Escritores, teve alguns de seus poemas publicados em jornais e nos livros “São José do Egito – Musa do Pajeú” e “São José do Egito – Solo Sagrando, Mentes Iluminadas”.

Bio Crisanto faleceu com 71 anos, aos 22 de agosto de 2000. Seus poemas inéditos estão sendo catalogados e serão inseridos na publicação de seu segundo livro “Meu Madrigal”, título escolhido pelo poeta antes de sua morte. O novo livro trará, também, todo o conteúdo da primeira publicação.


Estrofe 11 de “Fase Semi-Feudal”

(...)
“Libertas quae será tamem”
Quem dissera, quem dissera,
A frase existe entre nós
Liberdade quem nos dera!
De que vale independência
Onde não há consciência
Moral nem patriotismo,
Onde o Direito se vende
A Lei covarde se rende
Aos pés do capitalismo.
(...)



Soneto extraído do livro “Meu Trigal”:

Dúvida

Nasci! De onde vim é que não sei,
Enfim, também não sei para que vim,
Se vim para voltar para que fiquei
Neste intervalo de incerteza assim?

Não foi do pó fecundo que brotei,
Não sei quem tal missão me impôs a mim,
O acaso não foi, já estudei...
Desta incumbência desconheço o fim.

Sou a metamorfose das moneras
Desagregadas nas primeiras eras,
Reunidas hoje nesta luta infinda.

Sou a passagem irreal da forma
Submetida aos desígnios da norma,
Do meu princípio não sei nada ainda.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Em busca de um violão...


Esse ai é meu sobrinho, filho do poeta cantador Anchieta Dalí com minha mana Paula Filó. Genética ele tem sobrando, mas falta um instrumento de qualidade e a altura do que vem tocando em suas apresentações, juntamente com os amigos do grupo Mambembe, do qual faz parte.

Por tanto, estamos fazendo uma rifa de um cavaquinho, que pertence a seu irmão Eduardo, que ficará com seu atual violão. A rifa é para aquisição de um violão que se apresente, que faça jus ao tocador. A rifa, para os interessados em ganhar o cavaquinho, semi-novo, ou simplesmente ajudar, pode ser acessada no link abaixo...

Abraço em tod@s e boa sorte a quem participar.

https://www.facebook.com/groups/162915247195735/

segunda-feira, 4 de março de 2013

Encanto do Em Canto...


Nesta próxima sexta, dia 08 de Março, a partir das 20h, teremos no Pátio de São Pedro, o aguardado lançamento do CD do grupo Em Canto e Poesia, da nova geração de irmãos Batista. Se a anterior era composta por Dimas, Otacílio e Louro, esta vem com Greg, Antônio e Miguel, dando continuidade, não propriamente no repente, mas na genialidade poética e musical desta família privilegiada pelo dom da arte.

O CD, que hora se lança, é apenas a estréia deste grupo que há de prover ainda muitos e muitos frutos desta mesma arvore de fronde inestimável. O próprio nome já nos remete ao belo, e factível em se tratando de Em Canto e Poesia. O canto e a poesia destes jovens, mas veteranos talentos, nos encanta a todos, e com certeza, hão de encantar o mundo.

Carregado de hereditariedade, mas com o gás e a energia dos herdeiros, este primeiro trabalho traz canções e poemas que já se confundem com o Pajeú e sua gente. Poetas contemporâneos e antepassados estão presentes. De Louro do Pajeú, Job Patriota, Manoel Filó a Bia Marinho, Zeto, Lamartine Passos, passando por suas próprias criações. É um registro magnífico e seu lançamento é imperdível... Eu vou!!!


O lançamento ocorre dentro das comemorações do Dia Internacional da Mulher, que ainda terá as repentistas Mocinha de Passira e Santinha Maurício, Helton Moura, Mexidinho, Marcone Melo, Bia Marinho e Irah Caldeira.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Sobre o Linguaraz...


Hoje teremos a participação do poeta Pedro Américo de Farias no programa Folha da Tarde, com a comunicadora Patrícia Breda, na Rádio Folha 96,7. O poeta vai falar sobre seu mais recente trabalho publicado, o livro-CD Linguaraz, e sobre o seu relançamento amanhã, a partir das 15h, no Acalanto Bar, do amigo Marquinhos.

Não deixe de ouvir e participar, enviando sua mensagem para a rádio. E amanhã, venha participar com a gente desta grande festa de lançamento, que contará com a presença e a participação de grande poetas e artistas convidados...

Para ouvir clique aqui.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O Araripe em festa...



O caleidoscópio esta se formando. Estes são alguns nomes já confirmados para II Jornada Literária Chapada do Araripe, da qual participarei trazendo informações das várias atividades que se realizarão ao longo dos dias, com fotos, textos, entrevistas, comentários...

Na imagem acima, da esquerda para direita começando na linha de cima, estão; Pedro Américo de Farias [O homenageado], Mariane Bígio, Lourival Holanda, Marcelino Freire, As Severinas, Virgílio Siqueira, José Maria A. Marques, Flávia Gomes, Raimundo Carrero, Sidney Rocha, José Mauro de Alencar e Ronaldo Correi de Brito.

Outros nomes ainda serão confirmados até o fechamento de toda a grade e a gente vai atualizando. De antemão, percebemos que este time já confirmado, fará desta II Jornada uma das mais brilhantes...

O céu do Araripe repleto de estrelas
Terá o seu chão estrelado também...

Aguardemos!

Esse litígio é por PE... Eu vou com Robalinho!


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Mais uma grande ação do SESC-PE...

Está chegando a II Jornada Literária Chapada do Araripe, que acontecerá de 18 a 27 de Abril de 2013, nas cidades de; Bodocó, Granito, Exu [Mais distrito de Timorante], Ouricuri, Araripina [Mais distrito de Nascente] e Trindade. Chega trazendo a literatura do universo e se alimentando das riquezas culturais do sertão nordestino, do Araripe pernambucano.

O SESC-PE programa, promove e prospecta o saber na linguagem dos escritores romancistas, poetas, prosadores, ficcionistas... A Jornada se transforma numa grande arena de pensadores, vindos do Brasil inteiro, embora muitos com raízes no solo sertanejo, a disseminar e absorver conhecimentos e vivências, matéria prima para a criação.

Em breve, teremos a programação completa de mais esta grande Jornada, que, com certeza, pelo time já confirmado, será estupendamente estupenda! Bora aguardar!!!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Esse é o artista...



Antônio Ribeiro da Conceição, nome artístico Bule Bule, nascido em 22 de outubro de 1947, na Cidade de Antônio Cardoso no Estado da Bahia, musico, escritor, compositor, poeta, cordelista, repentista, Ator e cantador.Ao longo dos seus mais de trinta e oito anos de carreira gravou  seis Cd’s  (Cantadores da Terra do Sol,  Série Grandes Repentistas do Nordeste, A fome e A vontade de Comer, Só Não Deixei de Sambar, Repente Não Tem Fronteiras e Licutixo), quatro livros editados (Bule Bule em Quatro Estações, Gotas de Sentimento, Um Punhado de Cultura popular, Só Não Deixei de Sambar), mais de oitenta cordeis escritos, participação em vários seminários como palestrante, varias peças teatrais e publicitárias agraciadas pelo Prêmio Colunista. Milhares de apresentações durante a sua carreira. Atualmente ocupa o cargo de Gerente de Cultura da Prefeitura Municipal de Camaçarí, diretor da Associação Baiana de Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia e da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel. Recentemente foi premiado com o Prêmio Hangar De Música no Rio Grande do Norte junto com Margaret Menezes e Ivete Sangalo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Um recado de Alexandre Morais


Recital e muito improviso no 5º Pajeú em Poesia


Cerca de 40 poetas estão sendo esperados na grande confraternização da poesia regional, dia 25 de dezembro, em Afogados da Ingazeira. Neste dia acontece o 5º Pajeú em Poesia, uma realização do Minstério da Cultura, coordenada pela Funarte com incentivos do Programa Mais Cultura. E é por conta desta iniciativa que a entrada será franca.



Já confirmaram presença nomes como Chico Pedrosa, Dedé Monteiro, Dudu Morais, Zé Adalberto, Vinicius Gregório, Genildo Santana, Belinha, Mariana Veras, Thiele, Gonga Monteiro, Henrique Brandão, Diomedes Mariano, Paulo Monteiro, Adelmo Aguiar, Denilson Nunes, Afonso Pequeno, Lima Júnior, Zé de Mariano, Galdêncio Pereira, Júnior Cordel, Edezel Pereira, Severino Pereira, Thiago Monteiro, George Alves, Welington Rocha e Elenilda Amaral. O homenageado do ano é o poeta repentista João Paraibano.



Esta edição do evento tem a missão de apresentar e revelar novos talentos, jovens entre 17 e 29 anos. 20 jovens poetas, homens e mulheres, vão compor o elenco de recitadores e glosadores. O encerramento ficará por conta dos cantadores repentistas.



Serviço:
5º Pajeú em Poesia - Edição Jovens Poteas
Casa de Eventos Beto Show, em Afogados da Ingazeira/PE
Dia 25/12/12, às 16 horas
Entrada franca
Informações: 987) 9935.4210 - Alexandre Morais


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Foi prestando demais...



Gostaria de agradecer, enormemente, a presença de todos e todas que compareceram no sábado último passado, na nossa festa de lançamento de livro e também de confraternização dos poetas. Minha alegria em contemplar tão singular momento foi imensurável. Muito obrigado mesmo!

Não vou citar nomes, alguns que eu jamais esperei encontrar numa festa de lançamento de um livro de minha lavra, mas que lá estivem, pois todos e todas foram importantíssimos naquele momento e na vida cotidiana de cada dia. Não posso esquecer a turma da imprensa, jornais, blogs, sites... Sinto-me honrado com o apoio.

Um grande abraço em tod@as!

Agradecer cada um
Era o que eu mais queria
Pra novamente abraçar
Quem já abracei no dia
A vocês muito obrigado
Meu dia foi recheado
De poeta e poesia!

Jorge Filó.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Extraído do JBF...


FRANCISCO BERNARDO DE MENEZES – CHICO DE DEDÊS

cd1
Chico e sua companheira no velho casarão de Dedês onde moravam
Nasceu no sítio Olhos D’água, hoje município de Ouro Velho no Estado da Paraíba, em 1930. Foi ajudante de caminhão, agricultor e morava com a mulher na mesma casa centenária, sem reboco  e de chão batido, onde nasceu.
Chico escondia por trás do vasto bigode toda uma vida de aventuras, arruaças e histórias engraçadas. Gago e desconfiado, não fazia amizade à primeira vista. Num contato mais próximo, tornava-se aquilo que se pode chamar de “amigo de infância”, tal era o seu desprendimento e a sua lealdade.
Aos   oitenta anos, o seu patrimônio era um centenário casarão com paredes de tijolos nus, uma pequena  aposentadoria rural que recebia, alguns trocados que ganhava na atividade rural e um monte enorme de histórias que fizeram dele sem dúvida o sujeito mais importante daquelas plagas.
Sábio como era ,  se não foi pro céu, foi  por que não quis. O caminho ele conhecia.
cd2
Da direita  para a esquerda: Manoel Filó, Zelito Nunes, Sebastião Dias, Chico de Dedês, Dulau e Nildinho, num congresso de Cantadores em Monteiro-PB
A MISSA DA CABRA
Chico tinha uma cabra ladrona que tava entrando no roçado de um sujeito lá perto dos Olhos Dágua aonde ele morava. Um dia na feira do Boi Velho o camarada encontrou-se com ele e pediu providências e Chico prometou dar um jeito.
Na outra semana , outra reclamação:
- Mas Chico, será que vai ser preciso eu ir pra polícia?
- Pode deixar Fulano, que não vai mais acontecer.
Dois dias depois o cabra encontrou Chico:
- Chico, assim não dá, você tem que dar um jeito nessa cabra!
Chico respondeu :
- Agora meu velho, a única coisa que eu posso fazer é rezar uma missa pra alma dela pois eu já matei a coitada, vendi o couro e até já comi a buchada.
Chico, que já vinha doente, passou mal e foi levado pra Monteiro. Lá o médico, depois de examiná-lo, recomendou:
- Seu Chico eu vou mandar aplicar um soro no senhor.
E Chico respondeu:
- Doutor, eu prefiro que o senhor me dê o leite ou o queijo, o soro não vai resolver meu problema não.
Melhorou e voltou pros Olhos Dágua. Dois dias foi de novo pra Monteiro.
Dessa vez , não voltou mais.
Aí , todos os olhos do lugar se encheram d’água com a sua partida.
cd3
Em frente à casa de Paulo Preto na Boa Vista dos Barões, município de Prata-PB; na foto Chico de Dedês está em pé; sentados: Nerise, Edelzuita Rabelo, Zelito Nunes, Santanna, Antonio de Catarina, Edleuza, Luciano Nunes e outros

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Lançamento novo Livro-cordel...


No próximo dia 15, deste último mês do ano de 2012, estarei lançando meu novo livro-cordel “Os de cá, com os de lá ou Um encontro inusitado”, com edição participante de uma coleção de livros editados pelo Ponto de Cultura Interpoética, dos amigos Sennor Ramos e Cida Pedrosa, e que já teve publicados os livros dos poetas Cida e Miró, dois grandes ícones da poesia contemporânea.

O livro apresenta dois cordéis, um primeiro enaltecendo tanto a poética do cordel, quanto seus fazedores, os chamados Cordelistas. O segundo trabalho traça um paralelo entre as gerações atuais fazendo um passeio por várias outras gerações, reverenciando grandes nomes, não só do cordel, mas também do repente, da glosa e da viola.

Com apresentação primorosa da Doutora em Literatura de Cordel, Maria Alice Amorim, hoje uma das mais respeitadas autoridades em cordel, e com diagramação perfeita e bem acabada de Sennor Ramos, o nosso livro é um verdadeiro presente de fim de ano. Espero que agrade a todos, pois a mim, já agradou bastante, e aguardo todos para uma grande festa de lançamento e de confraternização entre os amigos.

Grande abraço em todos...

Serviço:
Lançamento do livro-cordel
“Os de cá, com os de lá ou Um encontro inusitado.”
Onde? Box Canto Sertanejo [Mercado da Madalena]
Quando? Dia 15 de Dezembro de 2012
Que horas? A partir das 12h
Inf. 81-9975.2645 ou poetafilo@gmail.com

Participação de vários artistas; declamadores, cantadores, prosadores...