quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Um recado Interpoética! Mais uma Corda Virtual!


Baixa a face o pranto desce
Ao som da Ave Maria

Por Ésio Rafael
(Aos componentes e participantes da JORNADA LITERÁRIA - Portal do Sertão- SESC-PE)

Durante o percurso da viagem do Recife à Arcoverde para participar da JORNADA LITERÁRIA - Portal do Sertão, Setembro/2011, na sua terceira versão, numa realização do SESC-Pernambuco, viajavam Ésio Rafael, Celis e o poeta Jorge Filó, que conduzia no bolso um pendrive contendo versos de improviso e poesia popular de vários poetas, com o propósito de encurtar uma distância de mais ou menos 260 quilômetros, Jorge sacou o pendrive do bolso e o colocou pra trabalhar. Vieram à tona, nada mais e nada menos que: Manuel Xudu, Jó Patriota, os irmãos Batista (Louro, Dimas e Otacilio), Zé Marcolino, Manoel Filó, dentre outros, vejam quem: CANCÃO. Sim, Cancão declamando. Né véi? Chega!

Daí, Jó Patriota declamou uma canção/poema do maravilhoso genial violonista Canhoto da Paraíba. Fora quando nos deparamos com uma expressão dentro do texto: “BAIXA A FACE O PRANTO DESCE / AO SOM DA AVE MARIA”. Ôxe! Que mote para a CORDA VIRTUAL? Pensamos assim. Manda pra Sennor e Cida.
Então, nada mais lógico do que tirarmos o centro. Aí, os versos vão para o poeta e professor de literatura, Edison Roberto:

Na remissão dos pecados
Perante a noite que surge
Canta o cristão que urge
Uma canção dos seus fados
Nessa hora os apenados
Comemoram o fim do dia
Um sacristão de vigia
Puxa a corda o sino cresce
Baixa a face o pranto desce
Ao som da Ave Maria.

Para dar continuidade à peleja convocamos a todos os poetas, cordelistas e cantadores, desde que compreendam as regras da poesia popular, para glosarem o mote: 

Baixa a face o pranto desce.
Ao som da Ave Maria

Envie sua participação para: faleconosco@interpoetica.com ou clique aqui e visite a corda

Esses versos são da minha participação.


Quando é tempo de estio
Nos grotões do meu sertão
Não brota nada do chão
Fica perdido o plantio
Não se ver água no rio
No peito só nostalgia
Num viver de agonia
O sertanejo esmorece
Baixa a face, o pranto desce
Ao som da Ave Maria.

Já perto das seis da tarde
Quando a penumbra começa
Mudando a cor da peça
Do mundo que a sombra invade
É quando cresce a saudade
Que nos corrói e crucia
Quando o ocaso anuncia
O peito chega estremece
Baixa a face, o pranto desce
Ao som da Ave Maria.

Jorge Filó. 22.09.2011.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um momento da Jornada em Arcoverde!

Uma geral da farra. [Foto: Jorge Filó]


Êita farra prestano!!!

Logo depois da apresentação de Bia Marinho e Val Patriota, meus irmãos por afinidade ascendente, no SESC-Arcoverde pela JLPS [Jornada Literária Portal do Sertão], eu, eles e mais uma penca de gente, fomos pra Cachaçaria de[o] Gigante. Ai já sabe, né!

Todo mundo arruma logo um lugar perto da dupla pra ouvir melhor, o que poderia se dizer sem exagero algum, duas das vozes mais belas do canto universal. Ai vem o auxílio luxuoso do vilão de 7 cordas de Greg e do pandeiro de Miguel, com intervenções de Neguinho.

Ninguém arreda, a madrugada avança, a noite se cansa, a manhã se queda, e todos partimos, todos tendo ganhado mais uma noite sem sono, ouvindo e desfrutando do cancioneiro e da poética sertaneja.

Valeu demais! Agradeço a toda turma do SESC-PE, nas figuras múltiplas de José Manoel e Carminha, pelo belíssimo evento que coordenam, já há três anos, incentivando, não só a literatura, mas também agregando a música, o teatro, os recitais...




Ôh coisa boa é Val!
[Foto Rose Mary, com intervenção de Jorge Filó]

OBS. Para ampliar, clique na imagem.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um texto de Ésio Rafael!


João Batista de Siqueira


VEM AÍ, OS CEM ANOS DO POETA CANCÃO


                No dia 12 de maio do próximo ano, se vivo fosse, o poeta João Batista de Siqueira, conhecido como: Cancão, estaria completando exatamente cem anos. Justamente no mês das noivas, das novenas. Mês de Maria (a mãe de Jesus, o Sumo Bem), de quem Cancão era  supremamente devoto.

                Os sertões do Pajeú pernambucano e Cariri paraibano terão a oportunidade de celebrar o aniversário do seu particular Sumo Bem. Pois, como alguém já disse, caso existisse um Deus da poesia naquelas regiões, esse Deus teria nome e seria – Cancão, o Pássaro Poeta.
                Não é pra menos, já que o Pajeú pernambucano e o Cariri paraibano contam com a magia do Pajeú, o rio feiticeiro e o garboso desfile da Serra da Borborema, com suas carregadas baterias (contrafortes), e a proteção parcimoniosa dos Deuses da poesia, que ecoa na ressonância das casas e taperas de seus habitantes.

                Se a língua portuguesa nasceu do brado das largas discussões do crochê popular. Se a língua portuguesa nasceu da prática oral e não dos textos eruditos da Roma Imperial. Então, podemos tomar o Pajeú e Cariri como autênticos precussores da oralidade poética da nossa língua pátria/sertaneja, da nossa língua mãe, tendo o – Homem Pássaro como o nosso eterno interlocutor poético, comum aos dois gêneros.
                João Batista de Siqueira foi um homem simples fora da medida. Um homem comum nos hábitos, no ritual da vida, na sucessão dos dias, no gestual, no vestir. Um homem do campo, um agricultor.

                Começou tocando viola, para depois ver que não dava para o “serviço”, largando-a a posteriori para se valer de um bico de pena, de um lápis, de um pedaço de papel de balcão para escrever seus poemas, suas revelações para guardá-las dentro de uma caixa de sapatos.
                Homem de choro frouxo, de sentimento exposto a toda prova. Afeito à natureza dos cactos, das macambiras, dos irmãos pássaros, à relva. Daí, fora um pulo para o fortalecimento de suas asas, até alçar voos de maior amplitude, mais rasantes, profundos, longínquos.  Rápidos. Na demonstração de um poeta completo, de sentimento assombroso, iluminado.

                De João, a João Batista, como qualquer brasileiro, veio a se transformar em um poeta, incomum, escritor de uma linguagem metafórica, sideral e sofisticada. Portador de uma habilidade que passava por cima das Academias de Letras, das teorias literárias saindo da “ Velha Grécia” sertaneja do Pajeú, até aportar no solo e na mitologia grega, de fato:


ÉS DAS REGIÕES POLARES
A MAIS DELICADA PLANTA
VIVES IGUAL UMA SANTA
ENTRE AS TOALHAS LUNARES
OS GÊNIOS DOS LONGOS MARES
DÃO-TE ATRAÇÃO SOBERANA
ÉS A MAIS GENTIL LIANA
EM FORMA DE CRIATURA
NASCESTE DA NINFA PURA
DA MARESIA INDIANA


                Foi dessa forma, lendo os poemas de Cancão que alguns estudiosos e pesquisadores chegaram a insinuar a não autenticidade de sua obra, por uma possível psicografia dos seus escritos, justo que,  um homem do sítio que só teria lido Fagundes Varela e Cassimiro de Abreu não teria bagagem suficiente para evocar a mitologia grega. Puro engano. O poeta, escritor, jornalista e boêmio Rogaciano Leite teria se negado a dar depoimento por escrito sobre Cancão, alegando que não seria capaz. Isso, com o detalhe de que Rogaciano fora amigo e conterrâneo do poeta.

                O poeta, escritor e político de Sertânia, Moxotó pernambucano – Wlisses Lins de Albuquerque, fora quem apresentou o primeiro livro de Cancão: MUSA SERTANEJA. Em seu discurso de posse na Academia Pernambucana de Letras, também não tirou por menos, exaltando a região e os poetas do Pajeú e Cariri, de Pernambuco e da Paraíba, respectivamente, como fenômenos poéticos localizados.
                O poeta e escritor, estudante de Filosofia, o egipciense Lindoaldo Vieira,  condensou uma comunhão de textos dos três livros publicados de Cancão  em um  só  no sentido de oportunizar  uma leitura digna dos poemas do mestre, para facilitar uma visão mais acurada do leitor - PALAVRAS AO PLENILÚNIO. Título retirado de um poema do poeta.  Lindoaldo  usou uma linguagem dentro dos parâmetros básicos  das Academias, como de resto, teorias  literárias como quem dá suporte e almeja subsidiar o leitor mais exigente, embora que causando estranhamento, mas para que o Brasil possa conhecer um poeta “cachorro da mulesta”, que foi Cancão.

             Acreditamos que com atraso, Pernambuco e suas autoridades literárias constituídas, façam justiça colocando Cancão no lugar que merece, e fazendo dele o que o Ceará o fez com – Patativa do Assaré, que hoje é conhecido como: o maior poeta popular da América Latina. Embora que Cancão tenha carregado em si essa dupla nacionalidade intelectual por ter sido um homem popular, e um poeta “erudito”. Duas celebridades vizinhas.
             Nós que somos partes pelo menos das aspirações literárias, vamos fazer um grande esforço, bater em todas as portas, no sentido de viabilizar a grande festa dos - CEM ANOS DO PÁSSARO POETA, a ser realizada na cidade de São José do Egito em maio de 2012. Se Deus quiser...


Ésio Rafael.
Poeta, escritor e pesquisador.

A poesia visual de Marcelino Freire!



Clique aqui, e saiba mais sobre este poeta, contista, agitador literário... [Pernambucano de Sertânia], e suas estripulias.

Marcelino estará, a partir deste dia 15, em Arcoverde para a III JLPS/SESC-PE, junto com outros nomes do quilate [e que morde] de; Jomard Munis de Brito, Michelinne Verunschk, Ésio Rafael, Cida Pedrosa...

E eu de inxirido...

Veja a programação completa da III Jornada Literária Portal do Sertão [SESC-PE] logo abaixo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Uma homenagem bem pregada!

UM PINGO DE RECONHECIMENTO.


                Poder, gestão e comando políticos são feições de regimes genéricos: democrático, parlamentar, monárquico, socialista, etc. O democrático é o que nos rege, cujos princípios filosóficos apregoam uma doutrina de governo do povo, pelo povo, para o povo e involuntariamente ou por falta de opções somos seduzidos a conviver com essa persuasão, no entanto, qualquer laico, (me incluindo), sabe que as instituições governamentais, (estatais em geral), através dos seus comandantes e em conformidade com seus superiores, tendem subestimar a racionalidade dos desprovidos de privilégios e também aqueles que não estão em sintonia com os interesses políticos do poder em vigor.
            Não sei se consciente ou inconsciente, mas tudo passa como se os juízos de valores fundamentais tendessem para uma inutilidade, alienando valores individuais e sociais e que muito se observa na necessidade de demanda de dirigentes das instituições públicas, porque há um vínculo com políticos de pífias atitudes.
            No ser humano em geral, arvora às vezes, a arrogância e o egoísmo, no caso dos políticos existem o aval do poder e para fins de interesse sem a conseqüência dos meios, desrespeitam a ética sacrificando o povo, ou seja, os mais sacrificados.
            Para um caso específico tenho a imensa satisfação de registrar o fato ocorrido no Hospital da Restauração do Recife, onde um dos seus Diretores, empossado e com menos de seis meses, realizou um trabalho grande, bonito e digno de elogios para a realidade pré-posse, porém por interesses outros foi convidado a mudar para um posto de menor relevância, no que diz respeito às carências do povo. Estou me referindo ao Dr. João Veiga Filho que fez mudanças profundas, (minhas desculpas a sua equipe, porque não se realiza trabalho louvável sem uma boa equipe), no Hospital da Restauração, restaurando por completo, com muito brilho e com luz própria. A comprovação dos fatos e números foi divulgada pela própria imprensa.
            Seu trabalho feito no, para e pela Restauração fez este voltar a ser referência na área de Saúde Pública, tal como se notabilizou na década de 1970, e, sem nenhuma dúvida foram decisões difíceis, porém acertadas, mas com certeza com dores de cabeça, no entanto quando a virtude e a sabedoria imperam a razão aprova, e mesmo não sendo mantido no cargo continuará brilhando no trono da sua consciência, apesar da necessidade do povo ser sacrificada.
            Gostaria de citar um exemplo de grandeza do ser humano João Veiga, (perdão por não usar o adjetivo apropriado, estou me referindo exclusivamente à pessoa humana, ao ser individual), que foi de quando tomou da morte a turista Israelense atingida por uma bala durante um carnaval na cidade de Olinda.
            Diante dos fatos ficam as interrogações: qual a razão para mudar o que está dando certo? Política? Pessoal? Ou ironicamente falando, será a nostalgia do caos que predominou por muito tempo neste ambiente de tanta serventia para um povo tão sofrido e que dependem demais do mesmo.
            A Dr. João Veiga Filho meus parabéns que cujos princípios básicos, conforme a profissão que abraçou, é salvar vidas. 

Respeitosamente
Francisco João do Nascimento

Ainda sobre JLPS.


Clique aqui, e veja programação completa de oficinas, recitais, lançamentos, palestras...

Tudo sobre este grande evento literário capitaneado pelo SESC-PE e que este ano acontece nas cidades de Arcoverde, Pesqueira e Buíque.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Indo pra Jornada!

Neste domingo, dia 18, das 14h às 16h, estarei eu e o poeta Miró, em uma tarde de leitura e declamação de poesia, na LiraCultural Livraria, em Arcoverde,  durante a III Jornada Literária Portal do Sertão.

Vou aproveitar para fazer uma leitura do conto de Machado de Assis “A Igreja do Diabo” juntamente com o cordel adaptado e escrito por mim, contendo ainda o subtítulo “Ou a contradição humana”.

Aguardo todo mundo lá...


Vamos todos...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

24ª Missa do Poeta!

 Clique na imagem.


Tabira e Zé...

Mais um ano que Tabira
Homenageia o poeta
Na sua história se inspira
Em outra data completa.

Reverbera a sua lira
De alegria repleta
Quando a cidade transpira
A sua verve inquieta.

Grande mestre versador
Da cantiga com sabor
Tinha até cheiro seu hino.

Da fulô de cumaru
Um cheiro que vem de tu
Poeta Zé Marcolino.


Os Mestres Zé e Mané Filó.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Zé Vicente/A Natureza!

Descobri agora, com grande surpresa, essa maravilha de interpretação da obra prima “Natureza” do nosso mestre repentista Zé Vicente da Paraíba.

Bela versão por Marília Pêra extraída do LP, que em breve será lançado em CD, “Feiticeira” de 1975. Oh coisa bonita arretada...






terça-feira, 30 de agosto de 2011

Um recado Interpoética!





Informamos aos amigos internautas as atualizações do Interpoética, que na sua primeira página traz um artigo de Ricardo Japiassu sobre a também escritora Inah Lins de Albuquerque, um poema inédito de Samarone Lima - que está lançando em breve seu primeiro livro de poesia - e uma nova cria do escritor e poeta Lara, disponível para download: Betinha Suicídio. Estamos fazendo também uma homenagem a Luiz Carlos Monteiro, um dos nomes mais lembrados do Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco, e que se encantou final de julho. Confira a opinião dele sobre o livro Tríade, de Raimundo de Moraes. Na resenha deste mês o destaque é uma figura porreta lá de Garanhuns, Helder Herik, que também tem seu espaço garantido no nosso cardápio de poesia.

Renovamos o nosso convite para o lançamento de miúdos, a primeira coletânea poética de Cida Pedrosa, que vai rolar neste último dia de agosto (quarta-feira, 31), a partir das 18h30, na Livraria Poty, bairro da Boa Vista. Recital, batida de maracujá, um papo com os amigos e um revival lembrando Chico EspinharaErickson LunaFrançaJailson Marroquim e Luiz Carlos Monteiro. Esperamos vocês lá.


Fraterno abraço e até a próxima.

Os editores
. 
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É pra hoje mesmo...

Clique na imagem.

domingo, 28 de agosto de 2011

Aos poetas glosadores!


Uma imagem e um mote para quem quiser glosar...

Saber o que é surreal
O que não tem cabimento
Não cabe discernimento
No que é sobrenatural
Alheio ao que é normal
Da verdade desalinha
Perde o senso e descaminha
Do real desencontrando
Uma águia alimentando
Seus filhotes com cochinha.



Mestres da poesia!

Tolos 
Anacreonte Sordano

Há quem pensa saber o que não sabe
E que vive a arrotar sabedoria
De bazofia em bazofia se enfia
Num universo que não lhe cabe.

O fanfarrão que nada conhece
Mas que alardeia tudo conhecer
De tão incauto mal vai perceber
Que nada sabe, mesmo que soubesse.

Mal sabe ele que o conhecimento
Dorme no leito da cognição
Onde o saber vem da convicção
E esta nasce do discernimento.

O eminente imbecil sofista
Mas, um neófito na pregação
Nada distingui da abstração
Só lobrigando o que está na vista.

Seria pois então o tolo algoz?
Ou um fantoche da sociedade?
Jamais serei o dono da verdade
Pois há um tolo em cada um de nós.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Neste sábado dia 20!


Amanhã, a partir do meio-dia, Wilson Freire, autografa o seu "A mulher que queria ser Micheliny Verunschk", no Box Canto Sertanejo, no Mercado da Madalena.




quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Onde reina a poesia!!!

Clique na imagem.

No meu Pajeú das flores
Tem festa, tem poesia
Onde reina a alegria
Nos versos dos cantadores.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Mestres da poesia!




Se ela viesse...
Mauro Mota

Se ela viesse aqui, como eu desejo,
E me encontrasse triste, a pensar nela...
E si quebrasse, com o rumor dum beijo,
O silêncio claustral de minha cela...

Se ela viesse ouvir tudo o que eu digo
Neste momento de saudade e dor...
E se ficasse a conversar comigo
E me lançasse o olhar cheio de amor...

Se ela viesse... Ai! se ela pudesse
Sorver o pranto que minh’alma chora...
Eu não sei que faria! Até parece
Que nem a amava tanto como agora!...
Nazareth.

Timbauba-Jornal, [1928?]

Veja mais no site da Fundaj

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Fachadas do sertão!!!


Sempre tive essa mesma curiosidade.

Agora me deparo, com o que acho, porque ainda não vi por completo, com algo definitivo no que diz respeito as minhas aspirações.

Vou aguarda pra ver a exposição aqui pelo Recife, quem sabe, e ver como adquirir o livro.




O que pode uma casinha tão simples e colorida? A pergunta há décadas intriga a fotógrafa e artista plástica Anna Mariani, que viajou pelo sertão fotografando e organizando as cenas que parecem saídas da ficção. O primeiro livro com suas fotografias foi originalmente publicado em 1987, logo após a participação de impacto da artista plástica e fotógrafa na 19ª Bienal Internacional de São Paulo.

Aclamadas como grande arte no Brasil e no exterior, as fotografias de fachadas de pequenas casas de lugarejos do Nordeste brasileiro, sempre retratadas em ângulo frontal, sem a presença de pessoas e com enquadramento que exclui toda a paisagem ao redor, retornam às livrarias em nova edição do Instituto Moreira Salles para "Pinturas e Platibandas", revista e ampliada pela autora.

Extraído do blog Semiótica, por José Antônio Orlando
Clique aqui e leia apresentação completa



Festa para as letras!


Mais uma vez o Recife
Se reveste de cultura
Mostrando bem seu cacife
Montando nova estrutura
Para atender todos nós
E assim “A Letra e a Voz”
Da voz a literatura.



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Uma boa iniciativa em andamento!


O cabôco Asley Ravel, que também tá na empreitada com Zelito na mega produção da mega industria do cinema caririzeiro “João Badalo e a botija encantada”, tem também outros projetos em andamento, um deles seria esse documentário a respeito da vida e da obra do mestre Pinto do Monteiro, já iniciado, mas carecendo de ajuda pra finalização.
Digo e garanto que vale assistir aos poucos depoimentos já colhidos pela produção e que seria de grande valor a concretização deste belo trabalho.
Mas isso fica a critério dos assistentes. O contato da produção consta dos créditos finais do filme.



domingo, 14 de agosto de 2011

Mais um dia!



Este dia, na verdade
Em nada me contagia
Pois de meu pai a saudade
Está em mim todo dia!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Pela passagem do ano do centenário!

Vó Mira e Vô Cabôco [Década de 1940, Arcoverde-PE]



Ermíra Francisca de Menezes.

            Mira de Seu Cabôco, como ficou mais conhecida, era [e sempre será] minha Vó Mira, mãe de minha mãe e tia do meu pai, posto que minhas avós eram irmãs, foi uma figura de uma doçura e sensibilidade únicas.

            Nascida aos 11 do 01 de 1911, este ano teria completado em janeiro seus 100 anos, feito conseguido pelo meu avô, o Seu Cabôco seu marido, que faleceu aos 102. Vó desencantou-se aos 92, depois de uma existência sublime.

            Grandes exemplos de austeridade e honestidade, nos servem, a todos da família, de espelho. Modelos de caráter e virtudes a serem seguidos e que só dignificam aos que continuam na sua jornada.

Quisera eu ter a verborragia necessária para uma homenagem à altura de suas biografias. Mas fica aqui o meu reconhecimento a todos os seus valores, hoje pautados pela presença de minha mãe e minhas tias, e a lembrança de suas memórias.

A minha Mãe, tias, irmãos, primos, sobrinhos [netos] e a todos os Menezes e seus correlatos.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Grandes poeminhas...



Assistindo o filme "O Xangô de Baker Street" lembrei dessa quadrinha de autor desconhecido [pelo menos da minha pessoa];


Com corpo de violino
Mas de recursos precários
A mulher do pagão Nino
Se tornou extra de vários!



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Mestres da poesia!

O poeta em Mossoró-RN, onde mora.


Carta a Papai Noel.
Luiz Campos

Seu moço, eu fui um garoto
Infeliz na minha infança
Qui eu sube qui fui criança
Mas pela boca dos ôto.
Só brinquei cum gafanhoto
Qui achava nos tabulero,
Debaixo dos juazeiros
Com minhas vaca de osso
Essas catrevage, sêo moço
Qui se arranja sem dinheiro.

Quando eu via um gurizin
Briancando de velocipe
De caminhão e de jipe,
Bola, revólve e carrin
Sentia dentro de mim
Desgosto que dava medo
Ficava chupando o dedo
Chorando o resto do dia
Só pruque eu não pudia
Pegar naqueles brinquedo.

Mas preguntei uma vez
A uns fio dum dotô:
Quem dá isso pra vocês?
Mim respondeu logo uns três:
-Isso aqui é os presente
Qui a gente é inocente
Vai drumi às vezes nem nota
Ai Papai Noé bota
Perto do berço da gente.

Fiquei naquilo pensando
Inté o Natá chegá
E na noite de Natá
Eu fui dromi m'a lembrando
Acordei, fiquei caçando.
Por onde eu tava deitado
Seu moço eu fui enganado
Qui de presente o qui tinha
Era de mijo uma pocinha
Qui eu mesmo tinha botado

Sai c'a bixiga preta
Caçando os amigo meu
Quando eles mostraro a eu
Caminhão, carro e carreta,
Bola, revólve , corneta,
E trem elétrico até,
Boneca máquina de pé,
Mas num brinquei só fui vê
E rusuvi escrevê
Uma carta a Papai Noé.

"Papai noé é pecado
Os outro se maltratá
Mas eu vou li reclamá
Um troço qui tá errado
Qui aos fio dos deputado
Você dá tanto carrin,
Mas você é muito rim
Qui lá em casa num vai
Por certo num é meu pai
Qui não se lembra de mim.

Já tó certo qui você
Só balança o povo seu
E um pobre quinem eu
Você vê, faz qui não vê.
E se você vê, porque
Na minha casa num vem?
O rancho qui a gente tem
É pequeno, mas li cabe
Será qui você num sabe
Qui pobre é gente também?

Você de roupa incarnada
Colorida, bonitinha
Nunca reparou qui a minha
Já tá toda remendada
Seja mais meu camarada
Pr'eu num chamá-lo de rim
Para o ano faça assim:
Dê meno aos fio dos rico
De cada um tire um tico
Traga um presente pra mim.

Meu endereço eu vou dá,
Da casa qui eu moro nela.
Moro naquela favela
Que você nunca foi lá.
Mas quando você chegá
Qui avistá uma paioça
Cuberta cum lona grossa
Cum dois buracão bem grande
Uma porta vêia de frande
Pode batê, qui é a nossa.

Mais uma festa arretada!



            Sem dúvida, foi um dos mais belos encontros de poetas, promovido pelo nosso Espaço Cultural Cachaçaria Matulão, sempre em parceria com os nossos mestres, seja na musica, na poesia... foi o lançamento do livro do poeta Neném Patriota.

            Nenen arrebanhou para o pequeno, porem aconchegante, espaço a frente de nossa cachaçaria, uma gama de poetas, declamadores, escritores, apologistas e seus vários amigos dos tempos de vivência cá na capital, bem como de sua atividade como educador, já a um bom tempo

Foi uma tarde de louvação a sertanejidade, a poeticidade e ao congraçamento de novos e velhos conhecidos, admiradores da arte do povo do sertão. Todos os artistas que por lá passaram, e deram seu recado, fosse cantando, declamando, ou simplesmente parabenizando o autor, abrilhantaram ainda mais a nossa tarde.

Meus agradecimentos a todos. A Nenen Patriota, pela escolha do nosso terreiro para lançar seu belo trabalho [Casebres, Castelos e Catedrais], os cantadores e declamadores que se apresentaram, a turma da imprensa no imprescindível apoio na divulgação [jornais, rádios, blogs...] e a todos que por lá passaram e nos deram o prazer de sua companhia.

Agora é aguarda nossa próxima empreitada! Em tempo divulgaremos e novamente será um grande prazer receber a todos. Muito obrigado!


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