sexta-feira, 29 de agosto de 2008

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Mestres da poesia

Lourival Batista Patriota, um gênio que se percebia logo de cara, e não falo apenas de sua verve poética, falo do gênio no seu dia-a-dia, no trato com as pessoas, a família, os amigos, os loucos, os humildes, as crianças. Um gênio anarquista, sem falso moralismo, sem preconceitos, dono de uma sensibilidade impar. Como poeta, bom, deixo que tirem suas próprias conclusões.


Baralho tem quatro ases
Quatro duques, quatro três
Quatro quatros, quatro cincos
Quatro oitos, quatro seis
Quatro noves, quatro setes
Quatro dez, quatro valetes
Quatro damas, quatro reis.

Este é, sem duvida, um dos maiores improvisos do mestre Louro do Pajeú, o Rei dos Trocadilhos. Colocar, dentro das mais rígidas regras da métrica, na velocidade do improviso, todas as cartas de um baralho, é algo inimaginável para simples mortais.

O “V” faz vitoriosos
Valores, vates e vultos
Versando versos ocultos
Nos vendavais valorosos
Entre a viola e o vate
Trava-se eterno combate
Que ficará nos arquivos
A terra o imortalizando
Vates, violas, voando
Velozes voltando vivos.

Esta estrofe foi improvisada sobre tema dos irmãos Miguel Marcondes e Luis Homero, da banda Vates e Violas. Em meio a efervescência de um festival de musica em São José do Egito, Louro, ao ouvir os Vates defendo sua musica, lhes presenteia com esta perola.

Veja mais de Louro do Pajeú clicando aqui!



Obs. Foto Paulo Carvalho
----------

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Notícias do Interpoética!



Convite para uma ciranda poética
em torno de uma gravura de Samico

por Marco Polo Guimarães



Durante uma palestra sobre alguns artistas visuais que usaram as gravuras de Gilvan Samico como mote para seus trabalhos, me dei conta de que nunca uma xilo sua tinha sido aproveitada num cordel. Resolvi inverter a questão propondo um cordel que ilustrasse uma de suas obras. Escolhi a xilogravura O Diálogo e fiz, para abrir a corrente, três estrofes.

A idéia é que participem poetas populares ou de formação erudita, dando uma interpretação à imagem. Pode ser uma história, pode ser um comentário. Pode ser elogioso, crítico ou neutro. Pode fazer referência aos versos anteriores e lhes dar seqüência, ou não. Pode repetir o refrão ou mudá-lo. Pode escolher a forma, contanto que seja uma das normalmente usadas nos folhetos: quadra, sextilha, septilha, oitava, quadrão, décima, galope à beira-mar, martelo, redondilha ou carretilha.

Convido, pois, os poetas de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil a participarem desta ciranda poética, ao ritmo da música nas imagens de Samico.

Envie sua contribuição clicando aqui.

Esta foi minha contribuição para peleja, mas tem muito mais poetas na roda.


Eu vim aqui poetar
Sobre esta bela figura
Que é a xilogravura
Deste artista sem par
Quero lhe homenagear
Pois seu ofício é sagrado
Um artista renomado
Gilvan não é brincadeira
Que na gravura em madeira
Esse Samico é um danado.

Marco Pólo já versou
Bráulio e Cida Pedrosa
Eu vou entrar nesta prosa
Pois poeta também sou
Acho até que demorou
Mas o meu tempo é chegado
Quero me ver enquadrado
Neste time de primeira
Que na gravura em madeira
Esse Samico é um danado.

Tem um ente que não sei
Se está na água ou no céu
E vem estendendo um véu
Foi logo o que avistei
Eu também observei
Um casal apaixonado
Um pavão pra cada lado
Numa simetria inteira
Que na gravura em madeira
Esse Samico é um danado.


Jorge Filó


----------

sábado, 23 de agosto de 2008

Um recado de Bráulio Tavares

Prezado Jorge:
Eu estou divulgando meu livro "Contando histórias em versos -- Poesia e romanceiro popular no Brasil".
A editora está procurando pessoas ligadas à poesia popular e também gente ligada ao ensino (professores, etc.), para divulgar esse livro. É um estudo simples e acessível da poesia (métrica, rima, oração, etc.) com enfoque no Romanceiro Nordestino.
Me envie seu endereço, e o de algumas outras pessoas interessadas no assunto. A editora remeterá os livros o mais breve possível.
Um abraço BT




Contando Histórias em Versos: Poesia e Romanceiro Popular no Brasil
BRAULIO TAVARES


O que existe em comum entre a cantiga de roda e o rap, a poesia erudita e de cordel, uma canção de MPB e um poema de Homero? Todos eles utilizam elementos básicos da língua - como o ritmo, as rimas, o jogo das imagens e das idéias - para construir suas composições.
Neste livro Bráulio Tavares expõe de maneira clara e bem humorada, os principais recursos expressivos da linguagem poética, ao mesmo tempo que introduz os leitores no vasto repertório de rimas, ritmos, estrofes, etc...

Entre em conta com o poeta. btavares13@terra.com.br


--------

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Do livro "As curvas do meu caminho"

Erasmo e Manoel Filó


Hasteei a bandeira da saudade
No momento da minha despedida
Pois a coisa pior que tem na vida
É deixar o que é bom sem ter vontade
Isso foi quando em plena mocidade
No vagão do destino viajei
Quinze anos depois eu retornei
Pra rever meu Boi Velho berço amado
Visitando o lugar que fui criado
Tive tanta saudade que chorei.


----------------------------------------------


Boi Velho era a antiga denominação da cidade de Ouro Velho, Cariri paraibano.

O grande poetamigo Erasmo de Mimosa, como era conhecido, era um caboclo nascido no Cariri paraibano. Ninguém que eu conheça expressava com tanta veemência, sua paixão pelo repente, pela poesia dos cantadores. Erasmo costumava explodir em gritos e aplausos, em meio as cantorias, como se estivesse sufocado com a genialidade dos poetas. Boêmio e grande glosador, o “Nêgo Erarmo” tinha a verve poética impregnada da saudade do seu chão, por ter vivido a maior parte de sua vida longe do seu “Boi Velho berço amado”. A estrofe acima retrata bem esse sentimento.
A benção mestre Erasmo.



-------------

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Uma foto que já era um verso


Pé quebrado

Namorei uma cabôca
Porém não tinha noção
Que ela quando endoidava
Era maior confusão
Dava a gôta, esperneava
Trocava a mão pelo pé.


-------

sábado, 16 de agosto de 2008

Canturis da cor do chão


Dia onze de setembro
Tem poesia e canção
Lá no Teatro do Parque
Vai rolar muita emoção
Dalí lança seu CD
Canturis da cor do chão.

Serviço

O quê? Lançamento CD
“Canturis da cor do chão” Anchieta Dalí
Onde? Teatro do Parque
Quando? Dia 11 de setembro
Que horas? 20h

Na ocasião o poeta e cantador Anchieta Dalí aproveita a festa e grava seu 2º DVD!

NÃO PERCA!!!

Contatos
81 99752645 [Jorge Filó]
81 96958140 [Anchieta Dalí]
81 32321553 [Teatro do Parque]

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Agenda Vates e Violas



Próximos shows

Dia 07 de setembro
Sarau da Independência
Mercado da Boa Vista
16h [quatro da tarde]

Dia 21 de setembro
Livraria Cultura
Pocket show de lançamento do CD
Quem não viaja, fica!
18h [seis da tarde]


segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Mestres da poesia

João Pereira da Luz é o nome do poeta, cantador e repentista, mas conhecido como João Paraibano – no universo do repente, sem medidas, nem classificações. O repentista João, tem raras participações em material gravado, que não tenha sido feito de improviso, dada a sua verve em constante ebulição criadora. João é o adivinhão, como diz o Mestre das Artes da Paraíba Zé de Cazuza ou Aquele que tira de onde não tem e bota onde não cabe, como diria Pinto do Monteiro. Tudo que vier da lavra de João, terá nascido da musa inspiradora do repente, do improviso, o que não considero uma arte, e sim, uma dádiva, um bem. Não há como negar um dom. O ofício da arte, até pode ser uma escolha. Mas João Paraibano, exerce seu dom com a maestria de poucos. Vejam os exemplos;

Eu nasci num pé de serra
Num lugar muito esquisito
A geladeira era um pote
O guarda roupa um cambito
O transporte era um jumento
E o telefone era um grito.

Me criei com cuscuz e leite quente
Jerimum de fazenda e melancia
Com seis anos de idade eu já sabia
Quantas rimas se usava num repente
Fui nascido nas mãos da assistente
Na ausência dos olhos do doutor
Mamãe nunca fez sexo sem amor
Papai nunca abriu mão do seu direito
Obrigado meu Deus por ter me feito
Nordestino, poeta e cantador.

E por ai vai!!!

domingo, 10 de agosto de 2008

Fique sabendo!

Ainda estão abertas as inscrições para 3ª Recitata, que acontece durante o Festival Recifense de Literatura, agora em agosto. Mais informações você encontra no site Interpoética, datas, edital, premiação. As inscrições estarão abertas ate o dia 12 deste mês. Se você é poeta e declamador, marque presença! Clique aqui! e saiba mais!

O poeta e cantador Anchieta Dalí, vai estar lançando no próximo dia 11 de setembro, o seu mais novo CD de cantorias. Canturis da cor do chão reverbera o lado cancioneiro de Dalí, que também passeia por outros ritmos. O CD trás alguns convidados, que deverão participar do lançamento, mas nada confirmado, ainda! No show de lançamento, Dalí, aproveita a festa e grava seu segundo DVD ao vivo. Aguardem!!!


Foi inaugurado recentemente no Pátio de São Pedro o Memorial Luiz Gonzaga. Uma viagem de conhecimento e descobertas, esperam pelos visitantes que admiram a obra deste grande brasileiro. Fotos, vídeos, discos, peças de uso pessoal, do Rei do Baião, estão expostas num casarão totalmente reformado para o fim que se destina, guardar a memória da nossa identidade cultural. Visitem o site [clique aqui] e a casa também, principalmente!



Está chegando mais um SARAU DA INDEPENDÊNCIA!
É dia 07 de setembro, claro! O Mercado da Boa Vista vai ficar pequeno! Como acontece, já há dez anos, o dia da independência é comemorado com muita criatividade e irreverência dos nosso artistas. Sobre o comando do poeta e produtor Ednaldo Possas [na foto], a festança começa a partir das 11h e sabe-se lá quando termina. Tem poetas declamando, tem coco de roda, maracatu, rokc, regaee e muito mais!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Mestre Cabôco Paulo


Meu mestre Caboclo Paulo
O meu avô centenário
Fez a ultima viagem
Fechou seu itinerário
Deixou honra e fidalguia
Nobreza e sabedoria
Peças do seu inventário.

Nunca juntou numerário
A sua maior riqueza
Foi educar cinco filhos
Sem a menor tibieza
Reforçando seu legado
Como um cidadão honrado
Sua maior fortaleza.

Ao meu avô Antonio Sebastião de Menezes, Caboclo Paulo ou, simplesmente, Seu Cabôco, falecido no último dia 30 de julho de 2008, aos 102 anos, completos no último dia 13 de junho, que além de agricultor, motorista, mecânico, marceneiro e inventor, não fugiu a regra, em sendo do Pajeú, e também foi capaz de poesias;

Veja como são bem feitas
As obras da natureza
O espinho da macambira
Nasce pra sua defesa
Um pra traz, outro pra frente
Prevenindo a incerteza.

Sua benção Vô!!!

sábado, 2 de agosto de 2008

Um recado de Felipe Jr.

Pessoal,

compartilho com vocês mais um fruto do meu trabalho: "uma boléia com um rebâim de poesia boa". O meu CD, Na Boléia da Rima e do Riso, traz poesias minhas e de grandes poetas como Chico Pedrosa, Daudeth Bandeira, Patativa do Assaré, Carlos Cavalcanti, Altair Leal e Amazan.

Houve um empenho extraordinário de todos, desde a gravação à criação do design da capa.

O fruto é meu... porém semeado por tantos e tantos que gostam do meu trabalho. Todos têm uma participação particular, direta ou indiretamente.

Faremos o lançamento em breve... conto coma presença de todos!!!

Abraço fraterno,
Poeta Felipe Júnior


Capa do CD