quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Lilith, Cida e Ésio...


Amanha, dia 05, será o lançamento do amigoirmão Ésio Rafael, no Espaço Pasárgada, na Rua da União, na Boa Vista. Vamos festejar mais esse rebento literário da lavra do poeta... A festa começa as 19h. Pra quem já vai está pelo centro da cidade, recomendo um caldinho de feijão no Caldácio, na Rua da Saudade... Até lá!



domingo, 24 de novembro de 2013

Relendo...

''O Direito ao foda-se!''
(Millôr Fernandes)

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de ''foda-se!'' que ela fala.
Existe algo mais libertário do que o conceito do ''foda-se''?
O ''foda-se'' aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.
''Não quer sair comigo? Não? Então foda-se!''
''Vai decidir esssa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!''
O direito ao foda-se deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.
É o povo fazendo sua língua.
Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
''Pra caralho'', por exemplo. Qual expressão traduz a idéia de muita quantidade do que ''pra caralho''?
''Pra caralho'' tende ao infinito, é quase uma expressão matemática.
A Via-Lactea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o Universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do ''pra caralho'', mas no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso ''nem fodendo!''.
O "Não, não e não!'' é tampouco nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade. ''Não, absolutamente não!" o substituem.
O '' nem fodendo!'' é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciencia tranquila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo '' Danielzinho, presta atenção, filho querido... NEM FODENDO!''. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o ''porra nenhuma!'' atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totelmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.
Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um ''é PHD porra nenhuma!'' ou '''ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!''
O ''porra nenhuma'', como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem-estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos ''aspone'', ''chepone'' e mais recentemente o ''prepone'' - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos.
pense na sonoridade de um ''puta que pariu'', ou seu correlato ''pu-ta-que-o-pa-riu!!!'' falados assim, cadenciamente, sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante qualquer um ''puta-que-o-pariu!'' dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios tem o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso ''vai tomar no cú!'' e sua maravilhosa e refroçadora derivação ''vai tomar no olho do se cú!''?
Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: ''Chega! vai tomar no olho do seu cú!''. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoe a camisa e saia na rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: ''fodeu!''. E sua derivação mais avassaladora ainda: ''fodeu de vez!''.
Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? ''Fodeu de vez!''.
Liberdade, igualdade, fraternidade e FODA-SE!



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Vem por ai...


No dia 27 de novembro, às 19h, no Espaço Pasárgada (Rua da União, 263 - Boa Vista - Recife/PE), com muita alegria, batida de maracujá e microfone aberto para a récita e a leitura, o Interpoética (www.interpoetica.com) lançará três livros de poemas, um de prosa e um vídeo-documentário. 

“Sub 21 - Coletânea de poesia” com André Monteiro, Bárbara Nunes, Clareira, David Henrique, Francisco Pedrosa, Gleison Nascimento, João Gomes, Luna Vitrolira, Penélope Araújo, Yago Santana e Zé Vitor. Os poetas têm até 21 anos e fazem parte da nova cena literária pernambucana.

“Uma dose de lirismo” de Kerlle de Magalhães. Nesse livro o poeta e cordelista publica 31 sonetos.

“Mosaico” - narrativas curtas - com Cícero Belmar, Cleyton Cabral, Gerusa Leal, Lucia Moura e Raimundo de Moraes.

“Os de cá, com os de lá ou Um encontro inusitado” de Jorge Filó. O poeta passeia pelo gênero sextilha e escreve dois longos poemas em que visita grandes autores da poesia popular.

“Rede” com direção de Mariane Bigio, produção de Milla Bigio, capa de Diego Gibran e a participação de Anaíra Mahin, André Monteiro, Caio Menezes, Clécio Rimas, Felipe Morais, Gleison Nascimento, Isabelly Moreira, Kerlle de Magalhães, Luna Vitrolira, Mariane Bigio, Monique D'Angelo e Thiago Martins. O documentário traça um cenário da poesia popular a partir da fala e da récita de 12 jovens poetas.

Os livros e o vídeo são produtos do Ponto de Cultura Interpoética.
Esperamos vocês lá. Tragam a vasilha da poesia.

domingo, 3 de novembro de 2013

Pra Filó...

É muito estranho pra mim, me ver em vídeo, até porque esses momentos que me aparto da timidez e me dano a falar, são raros. Não sei nem se concordo, hoje, com tudo dito ai. Mas, sou eu mesmo dizendo. Valeu a parceria com Ésio Rafael - Já uma herança de meu pai - amigo, professor, poeta e apreciador das artes gerais. Valeu ao SESC-PE pelo reconhecimento!

Pra toda família dos Filós! Bença Mãe...

Obrigado a todos.

E foi assim...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Festa para o mestre!


Domingo, 13 de Outubro de 2013, seria o aniversário de nascimento do poeta Manoel Filó-sofo, como chamavam alguns amigos, que completaria nesta data 83 anos. Vamos aproveitar o último dia da IX Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, também dia 13, a partir das 17h, para prestar uma grande homenagem ao Mestre, com a realização de um recital, com a participação de grandes mestres, e exposição de fotos, motes, glosas, poemas... Tudo isso no terreiro do estande 311 das Edições Araripe...

Convido e aguardo a presença de todos os amigos.
Os que conviveram, conheceram ou apenas ouviram falar do poeta.

Abraços e até lá!

Todo mundo lá...


terça-feira, 1 de outubro de 2013

O que vai rolar na IX Bienal de PE...


PROGRAMAÇÃO POÉTICO-MUSICAL DA IX BIENAL DO LIVRO DE PERNAMBUCO, 04 A 13 DE OUTUBRO DE 2013.

Stand Edições Araripe - 311, Av. F com Praça de Alimentação, Centro de Convenções de Pernambuco, de 10h as 22h. 

Organização: Zelito Nunes e José Mauro de Alencar 

04 sexta-feira

14h: Zelito Nunes – DVD Chico de Dedês, um matuto além da conta 
15h: Ronaldo Aboiador – CD: Sala de Reboco ao vivo
16h: Sidney Nicéas
17h: Felisardo Moura -- Sertão de Verso
18h: Naná Vasconcelos
19h: Maciel Melo – Livro e DVD / A poeira e a estrada
20h: Maurício Cavalcanti: CD – Simples e composto
21h: Poeta Zé Preá e Marron Brasileira

05 sábado

14h: José Mauro de Alencar: Livro – O canto do Patativa
15h: Jorge Filó: - Livro – Os de cá, com os de lá, ou um encontro inusitado. 
16h: Vinícius Gregório – Recital poético Minha droga é a poesia, lançamento CD
17h: Marcos Passos – livro: Obra poética de João Batista de Siqueira
18h: Marcone Melo
19h: Pedro Américo
20h: Zelito Nunes: Livro – Sertão de Beiradeiro
21h: Cesar Amaral

06 domingo

14h: Kelly Rosa – Livro Coração Saudosiano
15h: Expresso Pau de Arara
16h: Renato Phaelante – Livro: Compositores Pernambucanos
17h: Irah Caldeira
18h: Flavio Souza
19h: Getúlio Cavalcante – Disco – 50 anos de lirismo
20h: Ed Carlos
21h: Cristina Amaral

07 segunda-feira

14h: UNICORDEL
15h: UNICORDEL
16h: UNICORDEL
17h: Aderaldo Luciano
18h: Sebastião Eugênio
19h: UNICORDEL
20h: Chico Pedrosa
21h: Roberto Cruz e Andrezza Formiga

08 terça-feira

14h: UNICORDEL
15h: UNICORDEL
16h: Susana Moraes
17h: José Mauro de Alencar: Livro – Mitos e lendas folclóricos
18h: Kelly Rosa
19h: Aderaldo Luciano
20h: Galego do Pajeú
21h: André Macambira

09 quarta-feira

14h: UNICORDEL
15h: UNICORDEL
16h: Marcos Passos
17h: Dudu do Acordeon
18h: Tereza do Acordeon – CDs: Vai Baião
19h: Zé Baracho
20h: Ébano Nunes
21h: Santanna - O Cantador

10 quinta-feira

14h: UNICORDEL
15h: UNICORDEL
16h: Zé Maria Marquês
17h: Ronaldo Aboiador – CD: Aboiando
18h: Chico Pedrosa
19h: Flavio Souza
20h: Mardônio

11 sexta-feira

14h: UNICORDEL
15h: Felipe Junior
16h: UNICORDEL
17h: Getulio Cavalcante – CD: 50 anos de carreira
18h: Chico Pedrosa
19h: Rogério Rangel
20h: Fim de Feira
21h: Josildo Sá: CD BOX Josildo Sá cantando para o mundo.

12 sábado

14h: Kerlle Magalães – Lançamento do livro Panorama da Parte
15h: Xico Bizerra – CD: Luar Agreste no Céu do Cariri, Dominguinhos e Xico Bizerra
16h: Chorinho: Jayminho, Tonona, Bertã, Tonzinho, Edierck e Érik.
18h: Eduardo Abrantes
19h: Quinteto Violado – CD: Quinteto Canta Gonzagão
20h: Pedro Américo
21h: Clécio Rimas: EP amplificando a frequência, eu modifico a matéria

13 domingo

14h: UNICORDEL
15h: Susana Moraes
16h: Caio Menezes
17h: Recital: Memorial do poeta Menoel Filó
18h: Flavio Souza
19h: Nádia Maia
20h: Encerramento

Vem ai...

Fique por dentro de tudo que vai rolar na IX Bienal do Livro de Pernambuco...

Clique na imagem

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Nova trindade Batista!!!


Canturis melodiais
Entre canções sublimadas
Com perfeição entoadas
Por arcanjos divinais
Entre seus tons ancestrais
Dose certa de magia
A lúdica melodia
De cantos embevecidos
Acalentando os ouvidos
Em Canto e Poesia.

Saberes diVersos...

Atenção, amigos!!! 

Quinta-feira (29/08) a apresentação do nosso projeto será na Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP

Justificativa:

A literatura poético/sertaneja do Estado de Pernambuco, especificamente, nunca fora devidamente levada a termo. Tratam-na de maneira passageira em suas grades curriculares sem a devida atenção, igualmente à folha de calendário, onde os dias passam despercebidos.

As escolas das redes oficiais de ensino, desde a educação básica até as academias, ainda não dispensaram a merecida importância, o peso e a riqueza da nossa linguagem escrita e falada dentro do universo da poesia dita popular, escrita e de improviso.

O projeto: CARIRI, MOXOTÓ E PAJEÚ: Poesia, verso e prosa tem como fundamento difundir a nossa linguagem poética, desde o século XVI, a partir da serra do Teixeira (que divide duas regiões sertanejas nordestinas: em Pernambuco, o Pajeú e na Paraíba, o Cariri), ao ciclo do gado, incluindo a poesia oral, junto ao início das nossas lendas. 

Objetivos:

Contribuir com ações literárias que estimulem a leitura, a produção textual, a compreensão e identificação dos interlocutores com as chamadas poesias populares e eruditas.

Estimular o interesse das instituições nos seus vários níveis, para o reconhecimento da poesia popular escrita e oral, que representa o homem sertanejo como patrimônio cultural da região.

Público Alvo:

Consumidores de poesia de cordel, estudantes, professores de história e literatura, apologistas, jovens e adultos de todas as classes sociais e de ambos os sexos, que se interessam pela poesia popular, universitários, jornalistas e formadores de opinião.


*Com um recital poético, este projeto culminará numa justa homenagem à poesia de grandes nomes da história poética destas regiões, que se refina na capital até chegar aos meios literários mais complexos.


Esperamos todos lá!

Abraços!
Marcos Passos


domingo, 25 de agosto de 2013

Tem muito angu nesse caroço!




NOTA DE ESCLARECIMENTO DA CIA DE EVENTOS SOBRE OS ÚLTIMOS FATOS ENVOLVENDO A BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE PERNAMBUCO

A Secretaria de Educação de Pernambuco precisa esclarecer porque pretende deixar os professores da rede estadual de ensino sem direito a política pública de concessão de bônus, que é feita na Bienal do Livro desde 2001 por todos os Governos que passaram no Estado. Justificar esta decisão falando de uma suposta "insegurança jurídica" não procede, uma vez que a Justiça já se pronunciou em duas ocasiões confirmando que a realizadora da Bienal é e sempre foi, desde 2001, a Cia de Eventos.

Não tem qualquer fundamento o Secretário de Educação do Estado, Ricardo Dantas, afirmar publicamente que a Cia de Eventos é “contratada” da Andelivros e que “se apropriou da marca da Bienal”, uma vez que o Tribunal de Justiça de Pernambuco já havia se pronunciado confirmando que a Cia de Eventos é a verdadeira realizadora da Bienal. No dia 22 de agosto, a respeito de nota publicada pela Andelivros na imprensa local, carregada com termos semelhantes ao que foi dito pelo Secretário de Educação, a Justiça afirmou que se trata de uma mentira a informacao de que a Cia de Eventos teria se apropriado da marca da Bienal e que era uma “contratada” da Andelivros.

Diante desses fatos, entendemos que tanto a Cia de Eventos como a sociedade merecem uma explicacão por parte do Governo do Estado, não apenas sobre a real motivação da retirada da politica pública de capacitaçào do professorado do Estado, como também pela retirada do apoio da Empetur a um evento do alcance e relevância da Bienal Internacional do livro, terceira maior feira do País. 

A edição de 2011 da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco foi apoiada pela Empetur com R$ 330.000,00, referente à locação do Pavilhão de Exposições do Centro de Convenções. Porém, além de a Empetur ter repassado arbitrariamente a reserva do pavilhão do Centro de Convenções para a Andelivros no início deste ano (reserva devolvida para a Cia de Eventos por força judicial), a Empetur até o momento não sinalizou com nenhum suporte ao evento e ainda está cobrando o valor de R$ 546.316,26 para a locação do espaço e mais R$ 109.263,25 para cobertura de despesas com energia elétrica, ar-condicionado e extras, num total de R$ 655.579,51.

Essa ausência inédita de apoio à Bienal, bem como a oneração do evento em mais de meio milhão de reais é incompreensível, tendo em vista que o evento desperta uma grande expectativa no meio educacional, nos círculos literários e no mercado livreiro. A importância da Bienal para Pernambuco é reconhecida não apenas pelo próprio público e pelos agentes dos meios culturais, mas também pelas próprias esferas políticas, que inseriram a Bienal de Pernambuco no Calendário Oficial de Eventos do Estado através de projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa em 2011.

Mesmo diante de tantas dificuldades, a Bienal do Livro de Pernambuco acontece entre os dias 04 e 13 de outubro no Centro de Convenções.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Palco ZETO!!!

Neste sábado próximo, dia 24 de Agosto, na cidade de Canhotinho-PE, teremos a abertura do Espaço Cultural Estação da Poesia, onde teremos, o bem empregado, Palco Zeto! O espaço tem a administração da poeta, e irmã do poeta, Graça Nascimento. Neste dia, a poesia dará o mote da festa com vários convidados, que se revezarão no palco que leva o nome do inesquecível mestre José Antônio do Nascimento, ZETO!


Eu estarei lá!


É só seguir!


Meu amigo Ésio e a poesia...




O BRASIL É UMA RIMA
EM SEU CONTEXTO GERAL

Esse é o mote. E se esse é o mote, então vamos lá. A começar por nossa língua mãe. A língua portuguesa surgiu através das discussões orais, dos debates coletivos longe dos textos eruditos escritos pelos homens cultos da Roma Imperial. Assim dizem os historiadores. 

Aqui no Brasil, colonizadores, índios e africanos deram o grau necessário para que fosse se definindo com o tempo, o nosso patrimônio genético cultural. Daí, as dimensões geográficas com os seus respectivos agrupamentos instituíram modos de vida, sotaque, linguajar, pantins e mungangas. 

Sim, o Brasil é uma rima composta de ritmos, cadências e sincronias que o diferencia de outros povos. Uma das prováveis explicações para essa ocorrência repousa nas características comportamentais e fenotípicas dos nossos patrícios. A ginga, a gíria pontual, o charme, a boa malandragem, os sotaques. 

Sim, o Brasil é uma rima. Na música, a capacidade dos artistas é de deixar pasmos outros companheiros de outras culturas. João Gilberto, dentro do espaço, compasso, intervalo, ou outro nome que eu não sei dizer, estica ou alonga a voz. Jackson do pandeiro dá pra se notar que ele encurta. Enquanto o Padim, compositor de música carnavalesca, de Sertânia, imprensa. E, imprensar espaço para que caiba a letra da música de carnaval com o bombo correndo atrás, não é mole. O nome dele é Anacleto Carvalho.

Sim, o Brasil é uma rima, por todos esses e mais outros motivos ainda. De Roberto Carlos a Chico Buarque de Holanda. 

No Nordeste, a rima é muito mais forte muito mais característica. Ora! Nós reunimos partes desses predicados num só folego: rima, métrica, ritmo, cadência, oração e ainda falamos cantando. Temos a resposta imediata, na bucha, na lata, na sabedoria: - Tudo bom, Lourivá? – Tudo regulau. – Tinhas coragem de comer essa cabocla? – ca boca tinha. Ah! Sim, somos também chegados a um drama. O resultado é que todos os Estados nordestinos juntos formam um grande - CORAL DRAMÁTICO, como parte da nossa intransferível e honrada composição. E a gente num fala cantando mesmo. 

Na literatura - As Pelejas de Ojuara e O - Romance da Besta Fubana resumem o que estamos querendo dizer, sem que haja necessidade de evocarmos eternamente os já tão consagrados mestres da literatura nordestina. 

Nossas características são identificáveis facilmente, mesmo estando nós em uma difusa e cosmopolita metrópole. Em São Paulo, o nordestino é logo identificado por Estado e até por região devido ao carrego forte do sotaque. Certa vez, estávamos na Praça da República, centro, quando um cidadão de característica mediana nos aborda, conduzindo um pedaço de papel na mão. Com um olhar contrafeito, pergunta:

- O senhor pode me informar onde fica a Secretaria de Educação, por aquiiiiiiiiiiiii?- É porque me deram esse endereço num sabe, deu a gota e até agora, não encontrei porra nenhuma! 

- Poeta, você chegou quando de Pernambuco? Perguntei por curiosidade. Ele me deu toda a atenção e respondeu:

- E o senhor, chegou quando do Pajeú? 

- Por que a pergunta? Rebati.

- Porque só quem chama todo mundo de poeeeeeta, são os caba ou do Pajeú ou do Cariri paraibaaaaaaano.

No diálogo, eu havia juntado os elementos supra, para a devida perícia. 

O Recife é a maior cidade do interior do Estado. Uma mistura de elementos. Mesmo tendo nascido na capital, há um grande percentual de moradores de origens interioranas. O reflexo disso, nós vemos na música carnavalesca, Nelson Ferreira, nasceu em Bonito; Capiba – Surubim; Carlos Fernando - Caruaru. Na literatura/poesia/ cinema/ teatro/ artes. Gilvan Lemos - São Bento do Uma; Carrero – Salgueiro; Luzilá – Garanhuns; Lourival Holanda, Cícero Belmar, Cida Pedrosa - Bodocó. Luiz Berto - Palmares; Vital Santos - Caruaru, Luiz Marinho- Timbaúba (?), Cláudio Assis - Caruaru (?). 

No caso dos nossos cantadores, esses distintos e seculares fenômenos oriundos da serra do Teixeira, que divide dois Estados nordestinos. Pajeú, do lado de Pernambuco e Cariri, do lado paraibano. Eles condensam todas essas habilidades e censo poético, na medida em que criam na hora, versos imortais, apreendidos pelos ouvintes de cantoria, quando não tínhamos gravadores, mas muita cumplicidade. Essa décima em sete sílabas, improvisada pelo genial poeta Lourival Batista, o - Louro do Pajeú, está registrada em tudo quanto é livro em torno do assunto, momento em que ele externa o seu lamento em cima da sua própria sorte:

- É muito triste ser pobre
Para mim um mal pereNne
Trocando o P pelo N
É muito alegre ser nobre
Sendo com C fica cobre
Cobre figurado é ouro
Sendo com T fica touro
Como a carne e vendo a pele
O T sem o traço é L
Termino só sendo Louro 

No caderno Policia da – Folha De Pernambuco, quarta-feira, 21/08/13, pg 02, diz a manchete:- ENFERMEIRA BALEADA/ POR HOMENS DESCONHECIDOS. Eis aí uma prova inconteste de como nós, nordestinos, não só falamos metrificado, como escrevemos de maneira metrificada mesmo que inconscientemente. Trata-se de uma equipe de jornalistas de formação Acadêmica, mas que não foge das nossas origens. Esse é um - mote em sete, devidamente metrificado, portanto, dentro do ritmo e da cadência das nossas tradições poéticas do poder da palavra improvisada. Poderíamos até “pegar na deixa” e finalizar um um verso dizendo:

Quem cuida bem dos feridos
Hoje está avariada
“Enfermeira baleada
Por homens desconhecidos”.

Tá vendo aí, Luiz Berto? Mas, o Papa tem o poder de mando. É só pedir para que João Veiga reze por ela.


Os exemplos citados são apenas algumas referências no sentido de compor o texto, mas há uma gama de valores na cidade que destrói essa irreal e secular demarcação de terra poético/literária dispostas em poses e narizes bossais.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Bebendo e aprendendo...


WORKSHOP: CACHAÇA, na teoria e na prática.

Com o intuito de reunir apreciadores e especialistas em cachaça, a Araripe Produções irá promover no restaurante Antiquário, próximo dia (16) O Workshop: Cachaça – Na teoria e na prática, ministrado por Vicente Lemos, proprietário da Cachaça paraibana Volúpia, uma das mais premiadas e vendidas do país. O evento contará com a participação de Moisés Moura, idealizador do Museu da Cachaça de Lagoa do Carro, onde podem ser encontrados os principais rótulos e marcas.

O Workshop abordará a História da cachaça, sua destilação e os diferentes processos, trazendo dicas para conhecer melhor este produto tão brasileiro através de degustação e compartilhamento de experiências. Os participantes durante o evento receberão brindes e poderão conhecer a nova embalagem da Volúpia 275ml.

Os poetas Zelito Nunes e Jorge Filó ficarão responsáveis pela descontração do tema, mostrando os causos e poemas inspirados neste destilado que agrada a todas as classes e diferentes públicos, conquistando cada vez mais o paladar pernambucano.

Os interessados em participar, devem se inscrever pelo telefone 81 9287-0220, ou pelo josemauroalencar@hotmail.com A inscrição é gratuita e as vagas serão limitadas.


Serviço:
Workshop: Cachaça – Na teoria e na prática
Data: 16.08.2013
Horário: sexta-feira, de 14h às 17h

Local: Restaurante Antiquário, Rua do Cupim – 250, Graças, Recife - PE.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Zé de Cazuza...

José Nunes Filho, o mestre Zé de Cazuza, poeta repentista da cidade de Prata-PB, foi tema de matéria em um programa global sobre memória. Conhecido como O Homem Gravador, por saber de cor uma centena de milhares de versos de vários cantadores repentistas.

Após a exibição do referido programa, o poeta, que é Mestre das Artes da Paraíba, é indagado por um conhecido no meio da rua em Monteiro, que saiu-se com essa;

- Eita seu Zé, ta famoso agora né? Saiu na Globo...

O mestre, sempre genial, rebate;

- Famoso eu já era, se não eles não tinham vindo atrás de mim...


O gênio se faz por sua obra!


terça-feira, 30 de julho de 2013

Um recado do amigo Robalinho...


Nesta quarta-feira lançaremos a Revista Bandeira, publicação oficial da Bienal do Livro de Pernambuco que acaba de chegar ao mercado editorial como mais um produto inovador das nossas iniciativas em defesa da Leitura e do Livro. O lançamento será às 19h na Livraria Cultura do Paço Alfândega e desde já conto com a sua presença neste momento importante para a Cultura da Leitura, do Livro e da Educação em nosso Estado! 

Deu no JC desta terça...


Deu no JC...


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Encantou-se o Mestre...

Arte em couro de Flávio


Com Sivuca e Seu Luiz
Hoje tem festa animada
Seu Domingos se encantou
Partiu pra essa empreitada
Deixa por aqui saudade
Da sua simplicidade
Que agora reina encantada.

sábado, 20 de julho de 2013

Novo livro de Jr do Bode...



O poeta e declamador, José Mauro de Alencar, lança nesta próxima semana seu quarto livro, Intitulado: Mitos e Lendas Folclóricos. A obra é composta por oito contos em cordéis, que retratam os causos populares e o imaginário das lendas em versos rimados. A festa de lançamento reunirá poetas, cordelistas e músicos agradando a todos que gostam de poesia e literatura popular.
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Serão realizados dois eventos para divulgação da coletânea “Mitos e Lendas Folclóricos”, nos dias 25 e 27 de julho. O primeiro lançamento será na cidade do Recife na próxima quinta-feira (25) no restaurante Antiquário, na Rua do Cupim, a partir das 18h. O evento aberto ao público, contará com a participação confirmada dos poetas Chico Pedrosa, Caio Meneses, Clécio Rimas, Zé Preá, e também os músicos Zé Baracho, Claudio Rabeca, e outros, em apresentação especial para abrilhantar a festa.
No sábado (27) o autor José Mauro realizará noite de autógrafos na Bodega de Véio, a partir das 18h, em Serra Negra, no município de Bezerros. O lançamento será regado com muita poesia e a participação ilustre de Maciel Melo, já confirmada, seguido da apresentação de Zé Baracho, com repertório que esquentará o clima da Serra para festejar a cultura popular.
Convite Recife e Serra Negra
Emocionado com este importante trabalho para a literatura pernambucana, o autor garante que seu livro agradará a diferentes gerações. “Consegui juntar duas paixões, nesta obra: a mitologia e a literatura de cordel. Selecionei mitos já incluídos no repertório da cul¬tura popular brasileira, como a lenda da sereia, e o vaqueiro misterioso referente à colonização sertaneja, no ciclo do gado, pretendendo divertir e emocionar pais e filhos.”,afirma José Mauro sobre sua obra.
O livro “Mitos e Lendas Folclóricos” foi produzido com o incentivo do FUNCULTURA – PE, e publicado com o selo Edições Araripe. Embalado em um projeto gráfico inédito, com formato de maleta, o livro remete à lembrança dos antigos cordelistas, que levavam sua literatura em grandes e pesadas malas pelas feiras do interior cantando os fo¬lhetos e os comercializando.
foto livro 01
Serviço:
Lançamento do livro “Mitos e lendas Folclóricos”, de José Mauro de Alencar
Quinta-feira (25), às 18h -   Restaurante Antiquário (Rua do cupim, Graças)
Aberto ao público -   Preço do livro: R$ 20,00
*Também dia (27) sábado, a partir das 18h, na Bodega de Véio em Serra Negra, Bezerros.
Contatos:
José Mauro Alencar – 9287-0220
Marinna Duarte- 9482-3083

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Cancão, por Ésio Rafael (poeta e pesquisador)



FOI ASSIM QUE DEUS FEZ CANCÃO

Façamos do homem a nossa imagem
De mão estendida pra face da terra
Na aurora da vida o ato se encerra
Assim disse Deus o Senhor da coragem
Na mão a poeira de fina linhagem
Com sangue e bile jogados no rio
Um mote perfeito pra um desafio
Um sonho profundo de imaginação
Assim foi criado o gênio Cancão
A chama da serra coberta de cio.

O poeta João Batista de Siqueira não antecedeu aos primeiros períodos das estiagens e nem da seca periódica, porque esses fenômenos distam, desde os tempos imemoriais, quando o assunto é o sertão do Pajeú. Ao nascer no ano de 1912, ele já teria pegado o bonde andando. Cancão, como de resto, os habitantes que o antecederam no município de São José do Egito, foi criado em duplo convívio entre a seca periódica e as estações invernosas da região, submetidos às condições climáticas da geografia cultural dos sertanejos sob custódia da Serra do Teixeira, considerada – A mãe do Pajeú.


Diz-se que, Pajéy, vocábulo indígena, quer dizer: o rio feiticeiro, batizado pelo povo da região com predominância indígena da nação cariri, proprietária da terra e consequentemente, do rio. O pequeno pedaço de terra localizada na extremidade ao norte do Estado de Pernambuco, adentrando ao Estado da Paraíba, para cumprir a missão de dividir as águas dos dois territórios. Não se dava conta de que num futuro próximo estaria dando abrigo a uma constelação de poetas que daria nome ao pequeno município de São José do Egito.


O caminho das águas originárias da serra, a partir de uma considerável distância, clareava o ambiente através de uma neblina de tonalidade azul, parecendo emitir a primeira fumaça de textura poética, inspiradora das possíveis moradas dos futuros deuses da poesia. Pois, aquele minúsculo pedaço de terra do sertão dos alastrados, das macambiras, das coroas de frade, da vegetação rasteira, do chão de cor cinza, juntos, esperavam a passagem das águas barrentas para que naturalmente fossem se misturando as tintas da natureza.


No inverno, os riachos se embalavam serra abaixo ensaiando a sinfonia das águas que passavam por entre as baraúnas, as carnaubeiras e no declive da serrania, onde os moradores dos sítios: Balanço, Tombados, e Balança (nomes postos por eles) contemplavam o líquido sagrado, ofertado pela “natureza selvagem”, que embelezam e dão vidas aos “campos vagos”, e as “faces lisas do lago”. Daí, os primeiros personagens da escola Cancaniana, retirados da academia campal, da faculdade do mato verde.


Assim como o escritor Máximo Górk escreveu: - As minhas Universidades, hoje, um clássico da literatura Russa, texto retirado da vida, do dia-a-dia, dos porões do navio em que ele viajava e os lavava para sobreviver, eis aí, o nosso gênio Cancão saindo da alcova para o mundo.
Foi exatamente dentro desse, às vezes terrível quadro, e por vezes exuberante, que Cancão cursou as suas universidades. Ele, uma criança incomum que nasceu no Sítio Queimadas, menor ainda pedaço de terra do município de São José do Egito. Com seus traços indígenas, no olhar, na face, nos olhos, no cabelo. E ainda por cima, a expressão de uma alma angustiada, chorosa, mas distinta permanentemente.


O poeta Cancão ao escrever - Sonho de um Sabiá, deixou para a humanidade a dupla função de um homem pássaro, pronta para estudo psicanalítico assim como fizera Freud, com – Édipo ou com Lilith a mulher bíblica de Adão dentre tantos outros personagens das lendas universais, ou da própria vida que é uma fantasia.


Amar, sofrer, criar. Eis as companhias eternas do – Pássaro Poeta, que em exercício de voo, cruzou fronteiras e foi se albergar na mitologia grega, para saudar uma dívida feita por ele mesmo, alinhada a sua fonte de inspiração:

És das regiões polares
A mais delicada planta
Vives igual uma santa
Entre as toalhas lunares
Os gênios dos longos mares
Dão-te atração soberana
És a mais gentil liana
Em forma de criatura
Nasceste da ninfa pura
Da maresia indiana.

Cancão, um fenômeno poético minado do solo do Pajeú pernambucano, lugar onde o sol treme e não se desculpa por sua inclemência.



Na terra é difícil um ninho
Mas no céu tem de Cancão.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Violeiros em DVD acústico...

Próximo dia 13 de Julho, a partir das 20h, em Carnaíba-PE, Sertão do Pajeú, no Teatro José Carlos Fernandes de Andrade, teremos um grande encontro de violeiros, com suas violas e repentes, onde será gravado um DVD/Acústico, com os repentistas; João Paraibano, Diomedes Mariano, Valdir Teles e Edezel Pereira...

ENTRADA FRANCA [tiragem dos convites (limitados) na bilheteria do teatro uma hora antes da apresentação]. Apoi FUNCULTURA/Gov. de Pernambuco.


Org. João Eudes...


terça-feira, 25 de junho de 2013

Estou contigo Ton!

Este texto é parte do desabafo do poeta e cantor [Por excelência] Antônio José, o cantador Tonfil, que é Neto do Mestre Louro do Pajeú, sobrinho de Bia Marinho e fez parte do mais recente Forroboxote do poeta Xico Bizerra...

A divulgação e compartilhamento deste, dará visibilidade a mais este desmando de "políticos" e "artistas" desprovidos de caráter e sensibilidade.



PESSOAS FUI ESPANCADO!!!

POR SEGURANÇAS DA BANDA CALLYPSO E DA PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO EGITO, MINHA AMADÍSSIMA CIDADE!!

O protesto iniciou de uma forma pacífica e tínhamos conseguido manter uma comunicação crítica mas amistosa com Joelma e o resto da banda, todos liam os cartazes, riam,faziam caras e bocas, e JOELMA MACABRA E COVARDEMENTE ME CONVIDOU PRA FALAR NO CAMARIM. EU PORTAVA UM CARTAZ COM " CALLY ISSO PREFEITO" e "FORA HOMOFÓBICA!". DADO UM TEMPO UM RAPAZ DA PRODUÇÃO FOI NO MEIO DA MULTIDÃO E DISSE QUE ERA CHEGADA A HORA DA COONVERSA. FUI ALERTADO POR ALGUMAS AMIGAS DE QUE EU NÃO FOSSE QUE SERIA UMA ROUBADA! Quem alerta, amigo é. 

NO CAMINHO DO PALCO PRA O CAMARIM, O TAL RAPAZ DA PRODUCÃO IA ME FAZENDO UMAS PERGUNTAS : - E esse cartaz?! Quem é feliciano?! CERTAMENTE PRA SABER SE EU SABIA PELO QUE EU PROTESTAVA, JULGANDO-ME UM DISINFORMADO POR SER DAQUI DE SÃO JOSÉ...RSRS CHEGANDO NO CAMARIM AINDA SEM VER A CANTORA, PERGUNTEI SE EU PODERIA FILMAR A CONVERSA Q EU TERIA COM ELA. DE PRONTIDÃO ELE DISSE : - não! e desligue e me entregue o celular! EU DISSE ENTÃO QUE N ME INTERESSAVA MAIS FALAR COM ELA.

SENDO OLHADO PELO PREFEITO ROMERIO GUIMARÃE$, O SECRETÁRIO ERASMO $IQUEIRA( esses dois primeiros, bem colegas e bem hipócritas no palco da homofóbica callipso) E O RE$TO DA CORTE BABA OVO QUE EU NUM SEI NEM O NOME. PEDI DE VOLTA MINHA PLACA "CALLY ISSO PREFEITO" ELES N ME DERAM E EU A PUXEI! NESSE MOMENTO O PRÓPRIO PREFEITO SEGUROU MEU BRAÇO PRA QUE OS SEGURANÇAS DA BANDA E DA PREFEITURA PEGASSEM A PLACA DE VOLTA, DEPOIS REVOLTADO COM A SITUAÇÃO SEGUREI NO BRAÇO DO SACANA DA PRODUÇÃO Q ME BOTOU NESSA EMBOSCADA E FUI TIRADO DE LÁ COMO BICHO NENHUM DEVE SER!

OS CARAS DA PREFEITURA ME AGEREDIAM JUNTO COM OS DA BANDA, SOB O OLHAR DO PREFEITO (QUE EU VOTEI E Q ATÉ ENTÃO ERA ALGUÉM QUE EU ACREDITAVA!) E SUA TRISTE COMITIVA! AGORA SEI Q SEREI EM MINHA CIDADE PARA ESSAS PESSOAS, DURANTE ESSE MANDATO, UMA PERSONA NON GRATA (ó que bom não ter mais q atura-los!!!rsrs). EU SEMPRE SOUBE QUE IA DÁ MERDA! MAS FOI BOM Q EU ACHO Q A BANDA MAIS NUNCA VEM AQUI! Que massa! E NÓS CONSEGUIMOS A ATENÇÄO DA BANDA (ATÉ DEMAIS) rsrsrsrs!

PARABÉNS PREFEITO POR TANTA HIPOCRISIA, MENTIRA E DESRESPEITO COM SEU ELEITOR! E DISPENSE MEU IRMÃO DE SUA EQUIPE Q ELE É MUITO BOM E HONESTO PRA TÁ NO MEIO DESSA QUADRILHA! Durmam com essa, acordem com essa sensação de vergonha do q podia ter sido PRE FEITO, PRE DITO E EVITADO! Té outro dia!

Antônio José - Tonfil


Mestre das Artes da Paraíba...

José Nunes Filho, conhecido como Zé de Cazuza, nasceu no sítio Boa Vista, na cidade de Monteiro (PB), em 13/12/1929. Começou a freqüentar as cantorias aos cinco anos. Aos seis, já guardava versos na cabeça.Quando se mudou para a zona rural de Prata, onde vive até hoje trabalhando também com agricultura e criação de gado, foi vizinho de Zé Marcolino, mestre cantado por Luiz Gonzaga.

Em sua casa costumavam ir Lourival Batista e Pinto do Monteiro, dois dos maiores do seu tempo. “Foi ouvindo estes dois que eu comecei a decorar versos. Já fui mais decorador, quando não havia gravador. Agora todo mundo está gravando cantoria. Mas só decoro versos de cantador que merece. Tem muitos deles que têm queixa de mim porque acham que eu não dou valor a eles.

Se as pessoas me perguntarem se eles são bons, digo que são boas pessoas, já os versos que fazem... Tem cantador aí que cantou 30 anos em rádio e ninguém lembra um verso dele, se perdeu tudo”, comenta o “Gravador Humano”, seu apelido.

Zé, será homenageado no próximo Balaio Cultural, na cidade pajeuzeira de Tuparetama, em 06 de Julho, um sábado, a partir da 20h, no salão de eventos da Academia das Cidades, com as presenças de vários artistas e amigos... Simbora pra Tuparetama todo mundo!!!


O vídeo abaixo foi gravado no alpendre do sítio São Francisco, morada do mestre desde a menor infância até os dias de hoje, na Prata-PB.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O gênio Enoc Ferreira!

Paraibano da cidade de São José dos Cordeiros, na região do Cariri, este poeta é de uma genialidade incrível. Mestre no oficio da carpintaria, é um exímio artesão de porteiras e carros de bois, além de fabricar versos desta magnitude...



A cancela se desgasta
Arreia a parte da frente
Abrindo diariamente
Toda cancela se gasta 
Devido a terra que arrasta
Não encosta no mourão
Se não botarem um cambão
Termina o gado saindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão

Cancela é só uma grade
Na posição vertical
Gira na horizontal
De um círculo faz a metade
E a força da gravidade
Não diminui a pressão
Até que as cunhas da mão
Vão afrouxando e caindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão

Fica ruim de abrir
Muito pior de fechar
Que é preciso levantar
Vendo a hora ela cair
Uma trave escapulir
Arriscado um machucão
Somente por precisão
Ela ainda está servindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão

Pra quem precisa passar
Pra entrar ou pra sair
Tem que puxar para abrir
Tem que empurrar pra fechar
Cada volta que ela dá
Vai de terra uma porção
Uns lhe fecham e outros não
Ainda o dono pedindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão

Quando começa a afrouxar
Cada trave em cada mecha
Se fecha, fica uma brecha
Que dá pra o bicho passar
Para abrir é devagar
Diminui a rotação
Só fecha no empurrão
Pesada mole e rangindo
Cancela velha se abrindo
Faz meia lua no chão.

Glosa: Enoc Ferreira
Mote: Raymundo Asfora

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Um registro inestimável...


Em São José do Egito
A loucura vem sadia
Seus repentistas são loucos
Revestidos de poesia
Seus loucos são repentistas
Biu era um desses artistas
Decifrador de magia.

Ao poeta das respostas incontestáveis e plenas de sabedoria Biu Doido. De São José do Egito, do Sertão do Pajeú!