terça-feira, 4 de outubro de 2011

Só pra saber...

Assembléia Legislativa de Pernambuco.

Duas pulgas atrás da urêa!

Ontem a noite [Segunda, 03.10.2011] tive o privilégio de assistir a duas impecáveis apresentações na Torre Malakoff, no Recife Antigo, dentro da programação do projeto Segundas Culturais, que tem a marca da ALEPE [Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco].

A primeira apresentação, belíssima, foi do grupo de choro do Espaço Cultural Nosso Quintal, que fica no Bonji, do amigo Marcos Veloso, que fica ao lado da sede da CHESF. O grupo se apresenta por lá sempre aos sábados e toca divinamente, sob a batuta do Maestro Arimateia.

A segunda, e cada vez melhor, foi apresentação da Banda Vates e Violas, dos irmãos Miguel Marcondes e Luiz Homero, filhos do Cariri Paraibano, da lavra do Mestre das Artes Zé de Cazuza, já radicados no solo Pernambucano a duas décadas.

Com repertorio próprio e impecável, os irmãos, que contam com uma banda afinada, com presenças de figuras como Nido do Acordeom, último sanfoneiro a acompanhar o Mestre Luiz Gonzaga, com o percussionista André Pernambuco, entre outros, encerraram a noite com chave de ouro.

Ai, duas coisas me deixaram intrigado, depois do que vi ontem, e como diz aquela máxima “perguntar não ofende”, eu pergunto a quem possa interceder;

1ª - Sendo o evento [Segundas Culturais] realizado pela ALEPE, nossa assembléia de deputados, casa esta que conta com [Gorda] dotação orçamentária, porque não se pagam cachês aos artistas? Que tipo de valorização seria essa, que só visa expor a imagem? como se apenas isso pagasse as contas dos trabalhadores da arte!

2ª - Sendo o evento [Segundas Culturais] realizado pela ALEPE, nossa assembléia de deputados, porque nenhum deles, repito, nenhum, dos deputados prestigia o evento? Pelo menos minhas lentes oculares não registraram a presença de nenhuma das excelências.

Bom, tirando minhas indignações e indagações, que não devem ser só minhas, o evento foi brilhante e está de parabéns a equipe da ALEPE que o coordenou. Agora é esperar pra ver se tenho prestigio suficiente pra obter respostas.


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