sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Mestres da poesia



























RUÍNAS DE BELMONTE

Em terras dos Inhamuns
- crescido às margens de um rio -
há um casarão, só paredes,
limpo de vozes, vazio.


(Como nas naves dos templos)
- há sepultados barões
por trás da gorda caliça
que lhe recama os oitões.


Ao Leste, anseios de vôo,
a dominar claro monte;
ao Sul, longínquas Campinas
que tornam de água o horizonte.


Banha o vale o Jaguaribe
a correr chuvas de inverno,
mas se o sol lhe come as águas
seu leito se torna inferno.


de areias limpas e quentes
como são sempre as areias
dos ribeirões do Ceará
se a seca lhes bebe as cheias.


Poeta César Leal


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