segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Ivan Moraes nas Quartas Literarias


Fiz este sonetilho inspirado na luta do cabôco jornalista e ativista social, Ivan Moraes, que estará lançando seu livro nesta quarta, dia 28! Prestigiarei, com certeza!!!

Violência social

A arma, o alvo, estampido
A bala, a mira certeira
A queda, a dor, o gemido
A morte por companheira.

Mais um no chão estendido
Se for sem eira nem beira
Todo o mundo comovido
Se o corpo tem coleira.

Menor, se assim for pobre
Adolescente, se é nobre
Nos dita a sociedade.

Quando a vida se faz morta
Nada disso mas importa
Nos dita a realidade.

À Ivan Moraes Filho (jornalista do CCLF - Centro de Cultura Luiz Freire). Gigante na defesa dos direitos humanos.
Jorge Filó 12.12.2006

2 comentários:

Anônimo disse...

Belo poema, parabéns! A tristeza, a violência urbana e social (dentro de casa ou na rua), quando descritas ou retratadas por um artista através da escrita ou fotos, nos parece até bonita, é igual a fome, costumamos dizer: estou morrendo de fome, porém, só quem sabe o que é fome é quem passa dias sem ter o que comer, mas como disse o compositor na música "Certas coisas", interpretada pelo Lulu Santos, "Toda voz que canta o amor, não diz tudo que o quer dizer, a voz que cala, fala mais alto ao coração."

Sônia Silva disse...

Belo poema, parabéns! A tristeza, a violência urbana e social (dentro de casa ou na rua), quando descritas ou retratadas por um artista através da escrita ou fotos, nos parece até bonita, é igual a fome, costumamos dizer: estou morrendo de fome, porém, só quem sabe o que é fome é quem passa dias sem ter o que comer, mas como disse o compositor na música "Certas coisas", interpretada pelo Lulu Santos, "Toda voz que canta o amor, não diz tudo que o quer dizer, a voz que cala, fala mais alto ao coração." Obs: repeti o comentário, por ter me enganado na opção, gosto de me identificar.